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Para a Wikipédia, Philip Roth não é uma fonte confiável para corrigir dados relacionados a sua própria obra.

30 de outubro de 2012

 

As contradições da moderna tecnologia com a criação de pensamento ou a conservação e manipulação de dados leva a situações esdrúxulas algumas vezes, algumas até engraçadas; na maioria das ocasiões, somente ridículas. Das últimas, envolve a famosa Wikipedia e o decano escritor norte-americano Philip Roth (sei bem que a notícia já está até um tanto ‘velha’, mas como tive plena consciência somente agora da história por inteiro, não pude deixar de marcar esse comentário).

Simplesmente, a Wikipedia não permitiu que Roth corrigisse uma informação equivocada sobre seu próprio livro, ‘A Marca Humana’!

A princípio, eu até entenderia se fosse um caso de erro de identidade, isto é, se a Wikipédia duvidasse da identidade de Roth e exigisse maiores certificações. Mas, em definitivo, não foi isso. Eles não duvidavam que ele fosse quem dizia ser. Simplesmente, isso não era suficiente. Ele, somente, não era confiável.

Segundo Roth: “O Administrador da Wikipedia em Inglês” – numa carta de 25 de agosto – que eu, Roth, não era uma fonte confiável:
‘Compreendo seu ponto de que o autor é a maior autoridade em seu próprio trabalho’, escreveu, ‘mas exigimos outras fontes.’

O bacana de coisas assim acontecerem com escritores é que eles conseguem transforma-las em literatura. Sua carta aberta em resposta ao Wikipedia publicada no The New Yorker é ótima literatura, como não seria diferente se tratando de tal autor.

(um outro detalhe, desta vez em relação à tradução do texto de Roth publicada pelo jornal O Estado de São Paulo: o livro, publicado no Brasil pela Companhia das Letras com o título ‘A Marca Humana’ está aqui designado com o título ‘A Mancha Humana’, que é como foi publicado em Portugal. Bueno, o tradutor Celso Paciornik é, até onde sei, brasileiro, paulistano. O jornal ‘O Estado de São Paulo’ é brasileiro e o texto foi publicado em São Paulo. Qual a razão, ou distração, ou falta de revisão, ou pura preguiça, de traduzirem com o título de outro país, ainda estou até agora tentando entender)

Prezada Wikipedia:
Philip Roth

http://blogs.estadao.com.br/link/prezada-wikipedia/

Sou Philip Roth. Tive motivos recentes para ler pela primeira vez o verbete da Wikipedia discutindo meu romance A Mancha Humana. Ele contém um sério equívoco e gostaria que fosse removido. Ele entrou na Wikipedia não do mundo da veracidade, mas dos balbucios das tagarelices literárias – não há nenhuma verdade nele.

Mas quando, por meio de um interlocutor oficial, pedi à Wikipedia que deletasse o equívoco, fui informado pelo “Administrador da Wikipedia em Inglês” – numa carta de 25 de agosto – que eu, Roth, não era uma fonte confiável: “Compreendo seu ponto de que o autor é a maior autoridade em seu próprio trabalho”, escreveu, “mas exigimos outras fontes.”

Assim nasceu esta carta aberta. Depois de não conseguir uma mudança feita pelos canais usuais, não sei de que outra maneira proceder.

Meu romance A Mancha Humana foi descrito no verbete como “alegadamente inspirado na vida do escritor Anatole Broyard”. Essa afirmação não é minimamente substanciada pelos fatos. A Mancha Humana foi inspirado num evento infeliz na vida meu amigo Melvin Tumin, já falecido, professor na Universidade de Princeton. Um dia, no outono de 1985, quando Mel, que era meticuloso em todas as coisas, estava meticulosamente fazendo a chamada numa turma de sociologia, notou que dois de seus alunos ainda não haviam frequentado uma só aula ou tentado se encontrar com ele para explicar a ausência, embora já se estivesse no meio do semestre.

Terminada a chamada, perguntou à classe sobre os dois alunos que nunca havia encontrado. “Alguém os conhece? Elas existem ou são fantasmas? (spooks, em inglês)” – infelizmente, as mesmíssimas palavras que Coleman Silk, o protagonista de A Mancha Humana, usa na pergunta que faz a sua turma no Athena College em Massachusetts.

Quase imediatamente, Mel foi convocado pelas autoridades universitárias para justificar seu uso da palavra “spooks” já que os alunos faltantes, nas circunstâncias, eram ambos afro-americanos, e “spook”, nos Estados Unidos da época, era uma designação pejorativa para negros. Seguiu-se uma caça às bruxas durante os meses seguintes da qual o professor Tumin – como o professor Silk em A Mancha Humana – saiu ileso, mas somente depois de ter dado depoimentos demorados declarando-se inocente da acusação de discurso do ódio.

Circulou um sem-número de ironias, pois Mel havia adquirido proeminência nacional entre sociólogos, ativistas de direitos civis e políticos liberais ao publicar, em 1959, o estudo sociológico Desegregation: Resistance and Readiness, e depois, em 1967, com Social Stratification: The Forms and Functions of Inequality, que se tornou referência. Antes de vir para Princeton, ele fora diretor da Comissão Municipal de Relações de Raça, em Detroit. Quando morreu, em 1995, a manchete no obituário do New York Times dizia “Melvin M. Tumin, 75, especialista em relações raciais”.

Nenhuma dessas credenciais contou quando os poderes do momento tentaram tirar o professor Tumin de seu elevado cargo acadêmico sem nenhuma razão, como o professor Silk foi tirado em A Mancha Humana.
E foi isso que me inspirou a escrever A Mancha Humana: não algo que possa ou não ter ocorrido na vida, em Manhattan, da figura literária cosmopolita de Anatole Broyard, mas que realmente ocorreu na vida do professor Melvin Tumin, cem quilômetros ao sul de Manhattan, na cidade universitária de Princeton, onde conheci Mel no começo dos anos 60.

Assim como ocorreu com a distinta carreira acadêmica do protagonista de A Mancha Humana, a carreira de Mel foi conspurcada da noite para o dia por ele ter supostamente destratado dois alunos nos quais jamais havia posto os olhos. Até onde tenho conhecimento, nenhum evento remotamente como esse manchou a longa e bem-sucedida carreira de Broyard nos mais altos cumes do mundo do jornalismo literário.

A ocorrência com “spooks” é o incidente inaugural de A Mancha Humana. O núcleo do livro. O romance não existe sem ela. Coleman Silk não existe sem ela. Cada novidade que ficamos sabendo sobre Silk, no curso de 361 páginas, começa com sua perseguição desenfreada por ter pronunciado “spooks” em voz alta numa sala de aula de faculdade. Nessa palavra, falada em absoluta inocência, jaz a fonte do ódio a Silk, suas angústia e queda.

Por ironia, essa e não seu enorme segredo de toda a vida – ele é o filho de pele clara de uma respeitável família negra em Nova Jersey, que consegue fazê-lo passar por branco desde o momento em que entra na Marinha aos 19 anos – é a causa de sua morte humilhante.

Quanto ao escritor Anatole Broyard, ele algum dia esteve na Marinha? Na prisão? Num curso de pós-graduação? Algum dia terá sido vítima inocente de perseguição institucional? Não tenho a menor ideia. Em mais de três décadas, cruzei com ele, casual e inadvertidamente, talvez três ou quatro vezes antes de prolongada batalha contra um câncer de próstata pôr fim à sua vida, em 1990.

Silk, por sua vez, é morto maldosamente, assassinado num acidente de carro planejado e premeditado quando estava com sua improvável amante, Faunia Farley. As revelações que fluem das circunstâncias específicas da morte de Silk pasmam seus sobreviventes e levam à conclusão desolada do romance num desolado lago coberto de gelo onde ocorre uma espécie de confronto entre Nathan Zuckerman e o executor de Faunia e Coleman, o ex-marido de Faunia, o atormentado e violento veterano do Vietnã, Les Farley. Nem os sobreviventes de Silk, nem seu assassino, nem sua amante tiveram origem em outro lugar que não a minha imaginação. Na biografia de Anatole Broyard não há qualquer pessoa ou evento comparável, até onde eu sei.

Eu não conhecia nada da vida privada de Broyard e, no entanto, os aspectos mais delicadamente privados da vida privada de Coleman Silk constituem praticamente toda a história narrada em A Mancha Humana.

Nunca conheci, falei com ou, até onde sei, estive na companhia de uma única pessoa da família Broyard. A decisão de ter filhos com uma mulher branca e, possivelmente, ser exposto como negro pela pigmentação de seu filho é um motivo de grande apreensão de Silk. Se Broyard sofreu essa apreensão, não tinha nenhuma maneira de saber.

Jamais fiz uma refeição com Broyard, jamais saí com ele para um bar ou um jogo de beisebol, nunca o vi numa festa à qual poderia ter ido nos anos 60 quando estava vivendo em Manhattan e em raras ocasiões socializava em festas. Nunca cruzei acidentalmente com ele na rua, embora uma vez – se não me engano, nos anos 80 – nós nos encontramos na loja de roupas masculinas Paul Stuart na Madison Avenue, onde estava comprando sapatos. Como Broyard era a essa altura o resenhista de livros intelectualmente mais refinado do Times, lhe disse que gostaria que ele se sentasse na cadeira ao meu lado e me permitisse comprar-lhe um par de sapatos, na esperança, admiti francamente, de aprofundar seu apreço por meu próximo livro. Foi um encontro alegre, divertido, que durou dez minutos se muito, e foi o único encontro do tipo que tivemos.

Nós nunca nos demos ao trabalho de ter uma conversa séria. Caçoadas de passagem eram nossa especialidade, com o resultado de que nunca soube quem eram seus amigos ou inimigos, não soube onde e quanto ele havia nascido e crescido, nada sobre sua condição econômica, nada de sua política ou times favoritos ou se tinha algum interesse por esporte. Não sabia nada sobre a sua saúde mental ou seu bem-estar físico, e só fiquei sabendo que ele estava morrendo de câncer muitos meses depois de ele ter sido diagnosticado, quando ele escreveu sobre sua luta com a doença na New York Times Magazine.

Eu o conhecia somente como um crítico em geral generoso de meus livros. No entanto, após admirá-lo por sua coragem no artigo sobre sua morte iminente, consegui o número do telefone de Broyard de um conhecido comum e liguei para ele. Foi a primeira e última vez que falei com ele por telefone. Ele foi encantadoramente efusivo, extremamente exuberante, e riu com gosto quando o lembrei de nós em nossa mocidade, lançando uma bola de futebol americano em uma praia em Amagansett, em 1958, que foi onde e quando eu o conheci.

Na época, eu estava com 25 anos, ele com 38. Era um belo dia de verão, e me lembro de ter ido até ele na praia para me apresentar e lhe dizer como havia apreciado seu brilhante conto What the Cystoscope Said. A história havia aparecido em meu último ano de faculdade, 1954, no quarto número da mais soberba das revistas literárias da época, Discovery.

Logo havia quatro de nós – escritores recém-publicados quase da mesma idade. Aqueles vinte minutos de bola constituíram o envolvimento mais íntimo que Broyard e eu tivemos, e elevaram a um total de trinta o número de minutos que gastaríamos na companhia um do outro.

Antes de sair da praia, naquele dia, alguém me disse que havia rumores de que Broyard era um “oitavão” (expressão que indica pessoa com descendência de etnias diferentes). Não dei muita atenção a isso ou, lá em 1958, dei pouco crédito. Em minha experiência, oitavão era uma palavra raramente ouvida fora do sul dos EUA. Não é impossível que eu a tenha procurado no dicionário mais tarde para compreender seu significado preciso.

Broyard era na verdade filho de dois pais negros. Não sabia disso, na época nem quando comecei a escrever A Mancha Humana. Sim, alguém havia me dito um dia, por acaso, que o homem era o filho de um “quadrarão” (outro termo do tipo) com uma negra, mas esse trecho de um disse me disse improvável foi tudo que eu jamais soube sobre Broyard.

Contudo, com o passar dos anos, não foram poucas as pessoas que se perguntaram se, por causa de certas feições suas aparentemente negras – seus lábios, seus cabelos, seu tom de pele – Mel Tumin, que era inflexivelmente judeu na Princeton avassaladoramente branca e protestante de seu tempo, não pudesse ser um afro-americano se passando por branco. Outro fato na biografia de Mel Tumin que nutriu minhas primeiras imaginações de A Mancha Humana.

Meu protagonista, o acadêmico Coleman Silk, e o escritor real Anatole Broyard, inicialmente se passaram por homens brancos nos anos antes do movimento pelos direitos civis começarem a mudar a natureza de ser negro na América. Os que escolheram se passar (essa palavra, aliás, não aparece em A Mancha Humana) imaginaram que não teriam de compartilhar as privações, humilhações, insultos, danos e injustiças que seriam mais do que prováveis de atravessarem seu caminho se eles fossem abandonar suas identidades exatamente como as haviam encontrado. Na primeira metade do século 20, não houve apenas Anatole Broyard – houve milhares, provavelmente dezenas de milhares de homens e mulheres de pele clara que decidiram escapar dos rigores da segregação institucionalizada sepultando para sempre suas vidas negras originais.

Finalmente, para se inspirar para escrever um livro inteiro sobre a vida de um homem, é preciso ter um interesse considerável pela vida do homem, e, sinceramente, embora eu tenha admirado particularmente o conto What the Cystoscope Said quando surgiu, em 1954, no correr dos anos eu não tive nenhum interesse particular em Anatole Broyard. Nem Broyard nem ninguém associado a ele teve alguma coisa a ver com minha imaginação em A Mancha Humana.

Escrever romances é para o romancista um jogo de faz de conta. Como a maioria dos outros romancistas que conheço, tão logo tive o que Henry James chamou de “o germe”, – neste caso, a desafortunada história de Mel Tumin em Princeton – comecei a fazer de conta e inventar Faunia Farley, Les Farley, Coleman Silk, os antecedentes da família de Coleman e outros cinco mil elementos biográficos que no conjunto formam o personagem ficcional no centro do romance.

Sinceramente, Philip Roth.

/ Tradução de Celso Paciornik

Ilustração: Carlinhos Müller / Estadão

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Entre ‘Nooks’ e ‘Kindles’, quem acaba censurado é Tolstoi

4 de junho de 2012

Nenhuma tecnologia salva da burrice. Ainda mais quando misturada com ganância comercial que deixa acontecer, ou nem se importa com, deslizes idiotas. Abaixo passo o link para a história completa, mas só para dar uma ideia da palhaçada: de um lado, o aparelho leitor de e-books, e-reader, da Amazon, chamado Kindle; do outro, o e-reader da Barnes & Nobles, chamado Nook. Certo. A Barnes & Nobles edita e-book do Guerra e Paz, de Tolstoi, a um preço bem baratinho. Até ai, nada a declarar, certo?

Até que um blogueiro norte-americano, que comprou uma edição dessas da Barnes (para ser lida pelo aparelho Nook, não se esqueçam) começou a reparar na ocorrência de várias vezes da palavra ‘nookd’. O estranhamento foi aumentando até que ele foi conferir na sua edição de papel, se também havia aquela palavra ou se ele tinha se distraído e descobriu que, na verdade, a palavra estava traduzida como ‘Kindle’.

Não é uma beleza? o pessoal da Barnes não queria que a palavra com o nome do concorrente aparecesse e simplesmente passou o corretor automático, sem se tocar que a palavra aparecia muitas vezes e há frases que o seu termo ‘nookd’ simplesmente não servia!

Não nos enganemos: bobagens e estupidezes do gênero sempre aconteceram, desde que o ser humano resolveu descer das árvores e inventou um troço chamado ‘livro’. Acontece que essa tal tecnologia que permite que tais bobagens moderníssimas aconteçam também proporciona que sejam descobertas com mais facilidade e, mais importante, sejam divulgadas com mais rapidez ainda.

Segundo o Fabrício Vitorino, do site Techtudo, nem a editora Barnes and Noble nem a fábrica dos e-readres Nook se pronunciaram ainda. E, na verdade, fica até difícil saber o que se responder nesse caso. Alguém arrisca um palpite?

http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/06/e-reader-nook-censura-palavra-que-da-nome-ao-rival-em-livro-de-tolstoi.html

 

 

 

 

Como ler E-books: a nova geração

24 de dezembro de 2008

Ainda não é a solução. Ainda. Mas percebe-se que está próximo.

Em um artigo publicado em seu blog Ciberescritas, dedicado justamente ao “futuro dos livros, a presença de escritores na Internet e a relação entre as novas tecnologias e a literatura“, a jornalista portuguesa Isabel Coutinho nos conta das novidades sobre os leitores de e-books:

120808_ht_stanza_bg“Não se fala de outra coisa. A Nintendo confirmou esta semana os rumores de que a sua consola DS (portátil) irá servir para ler e-Books. A notícia foi dada pela “PC Pro” online, que diz também que vai ser lançado um cartucho para a DS com uma colecção de 100 obras clássicas (100 Classic Books Collection) e os leitores irão conseguir usar os dois ecrãs da consola (lado a lado) como se tivessem nas mãos um livro aberto. Este cartucho vai estar à venda na Europa no dia 26 de Dezembro.
A caneta, que faz parte da consola, vai servir para que quem esteja a ler um livro naquele aparelho consiga folhear as páginas, fazer “bookmarks” (marcar a página que está a ler), fazer zoom e também buscas no texto. Entre os 100 livros em formato electrónico, obras que já estão no domínio público (pelas quais não é necessário pagar direitos de autor), estão títulos de Shakespeare, das irmãs Brontë e de Alexandre Dumas. A “PC Pro” diz ainda que os utilizadores vão ter a possibilidade de descarregar outros livros usando a ligação Wi-Fi do aparelho.
A cada dia, as previsões de que o futuro do livro passa também pelos telemóveis concretizam-se. Não consegue pôr de lado aquele livro que está a ler? No site “How-to-Wiki” da revista “Wired” acaba de ser colocado um artigo sobre como ler livros no iPhone (o telemóvel da Apple) e no iPod Touch (o leitor de MP3 que tem ecrã táctil). “Levem os vossos textos favoritos para ler no caminho”, escrevem eles. O artigo na Wiki tem ainda conselhos sobre o software a usar e onde encontrar livros online grátis ou baratinhos. Este “Wired How-To Wiki” é um site feito com a colaboração de várias pessoas (tem que se fazer login para colocar lá informações). Está lá o básico, mas para quem nunca investigou nada sobre este assunto já é uma ajuda. Destacam algumas aplicações que podem ser descarregadas a partir do iTunes para estes dois gadgets. Duas delas são grátis: o Stanza e o eReader. Está lá também a informação sobre o BookShelf (há duas versões, uma LT que é grátis e uma outra que é paga). Ainda não está referenciada no “Wired How-To Wiki” mas também já está disponível no iTunes a wired_logoaplicação Classics, que também serve para ler livros no iPhone mas que é paga (neste momento está em saldo, pode ser descarregada por 79 cêntimos). Quando se descarrega esta aplicação também se tem direito a uma pequena colecção de alguns clássicos, como “As Aventuras de Huckleberry Finn”, “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas” ou “Robinson Crusoe” (todos em inglês). Ler livros com esta aplicação no iPhone é muito divertido porque, de cada vez que se arrasta o dedo no ecrã para fazer passar a página, ouve-se mesmo o barulho do folhear e é uma sensação muito parecida com a leitura de um livro. Algumas das obras têm ilustrações nas capas e são a cores. O interior dos livros é visualizado a preto e branco. Não se sabe quem vai ganhar esta luta entre leitores de e-Books. Se os aparelhos que servem para fazer mais do que uma coisa (como os telemóveis ou as consolas), ou se os aparelhos com ecrã maior, mas que servem para pouco mais além a leitura de livros, como o Kindle ou o Sony Reader.
A Amazon.com continua sem divulgar os números de vendas do Kindle. O que se sabe é que o stock na Amazon mais uma vez esgotou e que quem nos EUA quiser comprar um Kindle para oferecer no Natal já não consegue. Está esgotado. Só estará disponível daqui a 11 semanas. Por sua vez, a Sony Reader vendeu mundialmente mais de 300 mil, desde que os lançou em Outubro 2006.”

in http://www.ciberescritas.com/?p=2135

De livros e música: um exemplo rápido do que a internet pode oferecer

13 de dezembro de 2008

cartaSem entrar no mérito da questão, já embolorada e inútil, sobre ‘livros de papel x livros no computador’, não é possível deixar de reconhecer a enorme quantidade de dados e documentos que podem ser acessados, reconhecidos, estudados e lidos pela net. Dias desses, esbarrei nesta lista de sites que oferecem livros para download gratuitamente. Creio que é um verdadeiro serviço de interesse público compartilhar estes endereços.

Só peço desculpas à pessoa ou o pessoal que organizou essa lista, pois depois que copiei os dados, acabei perdendo o link de onde a tirei; com certeza, quem a organizou merece ser citado e elogiado. Eu só estou repassando, o verdadeiro trabalho foi deles.

Sites para baixar livros gratuitos

Bartleby, eles têm uma das melhores coleções de literatura, versos e livros de referência com acesso gratuito.

Biblomania, uma grande coleção de textos clássicos, livros de referência, artigos e guias de estudo.

Books-On-Line, um diretório com mais de 50 mil publicações (a maioria grátis). A busca pode ser feita por autor, tema ou palavra-chave.

Bookstacks, conta com cerca de 100 livros de 36 autores diferentes. Os livros podem ser lidos on-line ou baixados em formato PDF.

Bored.com, milhares de livros clássicos para ler ou fazer download. É possível encontrar livros de música, jogos, culinária, ciências e viagens.

Classic Book Library, uma biblioteca gratuita que contém romances de mistério, ficção científica e literatura infantil.

Classic Bookshelf, biblioteca eletrônica de livros clássicos. Tem um programa de leitura que permite a visualização mais fácil dos arquivos.

Classic Reader, coleção de clássicos de ficção, poesia, contos infantis e peças de teatro. Mais de 4 mil obras de centenas de autores.

Ebook Lobby, centenas de ebooks gratuitos ordenados em categorias que vão desde técnicas empresariais e arte até informática e educação.

EtextCenter, mais de 2 mil ebooks gratuitos procedentes da Biblioteca Etext Center da Universidade da Virgínia. Inclui livros clássicos de ficção, literatura infantil, textos históricos e bíblias.

Fiction eBooks Online, centenas de peças de teatro, poemas, contos, livros ilustrados e novelas clássicas.

Fiction Wise, obras de ficção científica gratuitas. Além disso é uma loja de livros.

Full Books, milhares de livros completos dos mais diversos assuntos, ordenados por título.

Get Free Books, milhares de livros gratuitos de quase todos os temas imagináveis. Encontram-se disponíveis para download imediato.

Great Literature Online, vasta coleção de títulos ordenados por autor. Além de fornecer textos em formato HTML, proporciona uma linha de tempo biográfica e lista de links sobre o autor consultado.

Hans Christian Andersen, coleção maravilhosa de histórias e contos de fadas de Hans Christian Andersen.

Internet Public Library, fundada por um grupo da University of Michigan’s School of Information e Michigan SI students. Contém uma antologia com mais de 20 mil títulos.

Literature of the Fantastic, pequena coleção de ficção científica e livros de fantasia, com links para grupos de discussão.

Literature Project, coleção gratuita de textos clássicos e poesia. Esse site tem um programa de leitura em voz que pode ser baixado.

Magic Keys, contos ilustrados para pessoas de todas as idades.

Many Books, mais de 20 mil ebooks gratuitos para PDAs, iPods e similares.

Master Texts, base de dados gratuita que contém obras-primas da literatura, as quais podemos buscar por título, tema e autor.

Open Book Project, site orientado à comunidade educativa. Proporciona livros didáticos gratuitos e outros materiais educativos on-line.

Page By Page Books, centenas de livros clássicos que podem ser lidos página por página.

Project Gutenberg, mais de 25 mil títulos gratuitos estão disponíveis no Projeto Gutenberg. Adicionalmente há outros 100 mil títulos através de seus afiliados.

Public Literature, uma enorme coleção de literatura de grande qualidade que mostra autores clássicos e obras modernas do mundo inteiro.

Read Print, biblioteca on-line com milhares de livros, poemas e peças de teatro para estudantes e professores.

Ref Desk, seleta compilação de enciclopédias e outros livros de referência.

The Online Books Page, lista com mais de 30 mil livros grátis da Universidade da Pensilvania.

The Perseus Digital Library, projeto criado pela Biblioteca Virtual da Universidade de Tufts que possui textos clássicos e renascentistas.

Sites pra baixar audiobooks grátis

Audio Literature Odyssey, versões na íntegra de novelas, poemas, contos e obras literárias lidas na voz do ator Nikolle Doolin.

Audio Treasure, Audio Bíblia gratuita em formato Mp3. Inclui links para audiobooks cristiãos (aprecie com moderação, conteúdo perigoso).

Classic Poetry Aloud, podcasts de poemas clássicos e literatura inglesa.

Free Classic Audio Books, dúzias de clássicos para baixar e ouvir no mp3, mp4 e iPods.

Learn Out Loud, diretório que contém mais de 500 títulos em áudio e vídeo. Inclui audiobooks, discursos e conferências.

Librivox, um dos melhores sites com audiobooks de dominio público.

Lit2Go, coleção de autores clássicos e literatura infantil digitalizados pela Florida’s Educational Technology Clearinghouse.

Literal Systems, lista de audiobooks para download.

Spoken Alexandria Project, livraria sob licença Creative Commons com obras clássicas e atuais.

Classics Podcast, contém links para podcasts de leituras em latim e textos em grego antigo.

Isso sem contar com o atual avanço do Google e sua pretensão de digitalizar todos os livros do mundo, inclusive atuais e com pleno vigor de direitos autorais, e disponibilizá-los online, através de acordos com escritores e editoras. A idéia é que a obra digitalizada não compete com o livro publicado de papel, ou até mesmo serve de estímulo para a compra do livro. Depois de muita polêmica e discussão, acordos vários estão sendo realizados. Mas ainda há muito o que vir por aí, esperemos.radio

– Agora, se você procura por rádios online de seu interesse, não precisa se preocupar mais, seus problemas acabaram! Recém-descobri o RADIOBETA, um site que trabalha como um autêntico google dirigido especificamente para rádios que transmitem sua programação pela internet ou diretamente emissoras virtuais.

Já pela página de abertura, mostra-se a que veio, opta-se por procura de rádios por gêneros ou por região do planeta (as regiões vão afunilando por continente e por país, o Brasil, claro, muito bem representado). Para testar, fui atrás do que gosto e vejo que Jazz tem mais de duas centenas de opções.

Uma grande vantagem desse site, ou pelo menos uma tranquilidade, não há encheção de saco para preencher formulários ou se cadastrar de alguma forma. É só entrar, clicar e ouvir.

O endereço : http://www.radiobeta.com/

Recolho pela net

10 de dezembro de 2008

Entra as muitas, infinitas, coisas que podem nos chamar a atenção pelo universo internético, a maioria absoluta é simplesmente boba e sem graça. Uma outra parte, no entanto, continua boba, mas pelo menos é engraçada. Ou, no mínimo, é curioso. Tive vontade de compartilhar algumas dessas que recolhi.

555Como essa caixa de som que muda de cor conforme o humor do dono. Isso tem toda a cara da minha amiga Crib, aqui do blog Circulador. Será que ela está sabendo?

Segundo o Gigablog do Uol Tecnologia, de onde vi esse troço, essa caixa, o iH15w, da iHome Audio, é compatível com todos os modelos de iPod. Quando desligado, é completamente branco. Aí, conforme o humor do dono mude, a caixa vai mudando de cor, por estas aqui que dá para ver na ilustração. Ou pode-se deixar na seleção randômica ou mudar conforme os sons do meio ambiente. Custa meros 59,99 dólares. Não sei quanto à Crib. Eu quero dois.

megan_fox_transformer_black_dress_photoTRANSFORMERS é um dos filmes mais divertidos, animados e simpáticos dos últimos tempos. Mas é claro que, além da história e do roteiro, das maquinarias e dos robôs, e da parafernalia tecnológica, um dos maiores motivos do sucesso da película é a presença charmosíssima e lindérrima da Megan Fox. Um dos maiores motivos, aliás, para também ficar esperando com ansiedade o novo filme dos robotecos.

Ainda pretendo fazer uma matéria somente sobre ela. Por enquanto, fica essa curiosidade. Dias desses, esbarrei no teste que a Megan, ainda uma bela desconhecida, realizou, se candidatando para o filme. Foi através desse vídeo que os produtores e o diretor resolveram contratá-la. AQUI neste endereço dá para assistir. Aí fica uma pequena dúvida: não faço a menor idéia de com quantas mais moças ela concorreu para conseguir o papel, mas , depois de ver esse vídeo, o que você acha? Contrataria?

– Pela HQ Maniacs fico sabendo que foi liberado o poster do filme ‘Lesbian Vampire Killers’. E o que diabos é ‘Lesbian Vampire Killers’?

Simples. Segundo conta o Thiago ‘Dinobot’ Colás, o filme é resultado da junção de duas mentes nerds, dois funcionários da Mtv norte-americana, que em momentos de puro desfastio, enquanto estavam em horário de almoço, ficaram elocubrando sobre se conseguiriam o título de filme mais comercial de todos os tempos. Chegaram a ‘Lesbian Vampire Killers’. Então, se entusiasmaram, montaram uma história (dois rapazes que chegam em uma cidadezinha e descobrem que todas as mulheres sofreram uma maldição que as tranformou em vampiras, matando todos os homens a sua volta; enredo digno de algumas chanchadas brasileiras), resolveram produzir mesmo esse filme, e conseguiram!

A estréia por lá vai ser em março de 2009.

E este é o cartaz

lesbianvampirekillers-large

“ih, amassou”

21 de maio de 2008

Essa vem direto do blog da Crib Tanaka, um dos mais espaços mais inteligentes, elegantes e sofisticados da net:

“Já pensou em ter, em vez de calhamaços de folhas em cima da mesa, um e-papel? E se ele ainda por cima for dobrável? A invenção no melhor estilo Jetsons + De Volta para o Futuro se tornou realidade. A primeira tela dobrável (que conta com display de até 65 mil cores diferentes) foi criada pela Polymer Vision, da Philips, e será apresentada na convenção anual da Sociedade de Informação de Displays, que acontecerá neste final de semana em L.A.. A resolução do papel eletrônico, que pode ser enrolado até 6 mm de área, tem 127 pontos por polegada, quase duas vezes superior à das telas de computador atuais. Luxo hi-tech total.” no CIRCULADOR.

Eu já avisei. Eu quero. Dois. Um só para ficar de reserva.