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Quando o Governador Chuchu decretar Estado de Calamidade Pública Seca em São Paulo…

7 de fevereiro de 2015

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Quando o DesGoverno do Estado de São Paulo, o nosso querido Governador ‘Chuchu Seco Mais Seco de Todos os Tempos’ Geraldo Alckmin ao final e ao cabo, finalmente for obrigado a decretar Estado de Calamidade Pública por conta da Gestão Criminosa e Irresponsável dos recursos hídricos do Estado,

 

Quando a população mais carente e mais desprotegida começar a morrer, ou por doença de água contaminada ou pura e simples falta de água;

 

Quando o comércio e a indústria começarem a paralisar por conta de medidas que não foram tomadas (e que podiam ter sido tomadas, e as quais todos os responsáveis estavam plenamente conscientizados);

 

Quando afinal o caos estiver instalado, tenham certeza de algumas coisas simples:

 

– o Governador Chuchu jamais admitirá o Estado de Calamidade, que seria uma mancha em suas pretensões à Presidência ou outros caminhos ainda mais chuchuzentos que quiser trilhar. Portanto, no máximo, dirá que adotou Medidas de Contenção das Vidas dos Paulistanos. E mandará a querida Polícia Assassina Militar Paulista bater e arrebentar quem ousar fazer reclamações ou manifestações;

 

– Tenham certeza de que , quando o Estado de Calamidade (ou qualquer que seja o eufemismo ridículo e hipócrita que adotem), nem será o próprio Chuchu a divulgá-lo: será por seu secretário ou porta-voz ou mesmo pela imprensa babona subserviente paulistana. Ele mesmo terá tido uma ausência ou férias estratégicas. Tudo para não manchar sua ascensão e suas pretensões a se candidatar a algum cargo presidencial brasileiro que estiver sobrando;

 

– Tenham certeza que os acionistas nunca terão seus direitos aos lucros contestados, mesmo que isso signifique a plena instauração do Estado de Calamidade Pública. Mesmo porque eles já sabem que seus lucros estão vindo do sangue dos pobres;

 

– Tenham certeza de que, quem não estiver morrendo, estará pagando pela conta da crise total, os lucros dos acionistas não serão compartilhados para amenizar a situação, nem as grandes indústrias terão seus privilégios ‘aquíferos’ tocados. E quem não se conformar e tentar resistir, sempre haverá a Polícia Assassina Militar Paulista a postos.

 

– Independente de quantos estiverem morrendo por conta da Crise Criminosa da água, os 30% de água que estão sendo até agora desperdiçados (jogados fora!) por causa dos vazamentos dos canos podres continuarão sendo 30% jogados continuamente, diariamente, fora. Provavelmente, aumentarão.

 

– Geraldo Chuchuzinho Alckmin continuará intocável. A culpa é do PT, sempre foi do PT, sempre será. E o PT continuará com sua cara de sonso bobo alegre deixando-se levar a culpa de toda a incompetência e corrupção (as suas e as dos outros). Se é que não vai chegar a acordos espúrios (tão constantes, tão nojentos, tão inúteis) para garantir uma coisa chamada… como era mesmo… ‘governabilidade’, é isso, PT?

 

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A volúpia da repressão

29 de janeiro de 2015

– Depois de manifestação pacífica, POLÍCIA MILITAR JOGA BOMBAS DE GÁS DENTRO DE ESTAÇÃO DO METRÔ –

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Além de tudo, existe a volúpia da repressão, da porradaria. Da expressão do poder físico através do prazer da violência. Não só o o treinamento, o condicionamento da inconsciência, da falta de sentimentos. Sim, a repressão precisa despersonalizar os corpos arrebentados, sufocados, presos, torturados, precisa vê-los (é treinada para isso) não como seres, mulheres ou homens, e sim como carne para ser batida, humilhada, pisoteada. Mas também é necessário que os agentes da repressão assassina, sinta (e solte, extravase) o seu sentido de prazer, de gosto. Bater, sufocar, prender, matar (a polícia militar paulistana é uma das forças de repressão mais assassinas do mundo, mata mais do que todas as forças policiais dos Estados Unidos) deve poder dar ao agente uma forma de gozo.

Truculência, destruição, falta de empatia, falta de consciência, e sadismo. Os elementos constituintes da força da repressão.

Os policiais militares soltaram bombas de gás DENTRO da estação de metrô, deu para entender? Pois eu estou até agora tentando absorver a notícia. A avalanche de policiais militares não seria suficiente para coibir os poucos manifestantes que se expressavam lá dentro?

Não. Porque a polícia militar quer sangue. O seu sangue. Não importa se de homens, mulheres ou crianças. Não importa quem estava na frente, dentro ou fora dos vagões, dentro ou fora da manifestação, dentro ou fora da estação. A polícia militar quer bater. Quer se divertir. Não importa quem está na frente, ou abaixo, do cassetete, quem está sendo sufocado pela fumaça da bomba de gás, seja homem, mulher ou criança.

 

http://mais.uol.com.br/view/e0qbgxid79uv/na-maior-parte-do-tempo-tranquila-manifestacao-acaba-em-tumulto-e-bombas-0402CC1A326AD4995326?types=A&

Como se não houvesse pena de morte no Brasil…

20 de janeiro de 2015

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Quem diz que no Brasil não há pena de morte é tremendamente (absurdamente) ingênuo ou criminosamente hipócrita. No Brasil, ela corre solta, impera, é executada vezes por dia (ou à noite). Bate recordes internacionais (Tem alguém que ainda não saiba que a Polícia brasileira é uma das forças de repressão mais assassinas do mundo? E das que mais morre, inclusive).

Estamos em uma plena guerra civil não declarada, mas presente, concreta, objetiva. As balas voam. Só não está colocada em letras no Código Penal, mas quem liga para isso? Quem fica indignado ou consternado? Rasga-se a democracia, mata-se Pessoas. Quem fica indignado ou consternado? Pena de morte, maioridade penal, presunção de culpa, é toda a nossa realidade. Quem fica indignado ou consternado? Não está na letra, está na prática, está nas mortes cotidianas, está na cor da pele dessas mortes. QUEM FICA PENALIZADO OU CONSTERNADO COM A PENA DE MORTE QUE É PRATICADA CONSTANTEMENTE NO BRASIL?

 

ACUSADO: Patrick Ferreira Queiroz, 11 anos

ACUSAÇÃO: Tráfico de drogas

INVESTIGAÇÃO: era negro

INVESTIGAÇÃO: era de menor (pivete, portanto) (e negro)

INVESTIGAÇÃO: sem grande necessidade, todos ‘sabiam’ que era traficante

PRISÃO: Para quê? Com que fim? Não ia adiantar mesmo.

JULGAMENTO: Para quê? Era culpado.

PROVA: carregava uma arma (‘disseram’) (só não estava do lado do corpo quando chegou o delegado, mas isso é um detalhe, certo?)

PROVA: era negro

SENTENÇA: MORTE

EXECUÇÃO: Sumária

MÉTODO: três balas pelas costas

 

Solução Alckímica? Polícia Militar.

20 de janeiro de 2015

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Para São Paulo, a solução Alckímica repressora-místico-política-assassina.

Para calar a boca (a cabeça, espinha, dignidade) de manifestações políticas legítimas: Polícia Militar.

Para proteger as valiosas vitrines de burgueses proprietários da sanha destruidora dos manifestantes: Polícia Militar.

Para assassinar diariamente a população negra (e ainda posar de coitadinha): Polícia Militar.

Para assassinar crianças e impor, na prática, a redução da maioridade penal: Polícia Militar.

Para assassinar a periferia e ‘elementos suspeitos’ indiscriminadamente e impor, na prática, a execução da pena de morte: Polícia Militar.

Para atiçar e fazer gozar a mentalidade proto-fascista da população paulstana: Polícia Militar.

Para curar resfriados, diminuir o calor, recuperar amores perdidos, acertar na loteria? : Polícia Militar, por que não?

Surpreendentemente (ou não) a Polícia Militar não tem servido para : Solucionar a criminosa gestão irresponsável de um governo que resultou na pior crise hídrica de uma das maiores metrópoles do planeta (e ainda posa de coitadinho) (mas vai servir para reprimir com toda sua meiguice habitual quando a população paulistana perceber que estrá entrando em um caos seco);

a Polícia Militar não tem servido para solucionar o escandaloso caso de corrupção no Metrô (e convenientemente meio esquecido pela tal mídia) (mas servirá para reprimir qualquer manifestação ou greve de funcionários que ousarem questioná-los);

e a Polícia Militar não tem servido para melhorar a cara de sorvete de chuchu do nosso querido governador que nunca parece realmente se importar com todas essas questões (ou, então, a marca do óleo de peroba que utiliza é realmente poderosa).

Enfim, à nossa poderosa, portentosa, brilhante, meiga, gentil, assassina, repressora, encapacetada, inidentificável, e sorridente (por baixo do capacete) POLÍCIA MILITAR do Estado de São Paulo, um pequeno lembrete: amanhã, dia 20, tem mais manifestação contra o aumento dos ônibus e pela tarifa zero (portanto, contra as máfias do transporte paulistano) e pela real valorização do povo.

Nos encontramos lá.

um beijo.

 

Auxílio-moradia para Juízes Federais? Em São Paulo, para sem-tetos, o ‘auxílio-moradia’ é Rua.

17 de setembro de 2014

Ministro do Supremo concede auxílio-moradia para todos os juízes federais.

Desculpe, peço licença para repetir isso para, quem sabe, absorver a notícia:

AUXÍLIO-MORADIA PARA OS JUÍZES FEDERAIS! TODOS OS JUÍZES!

Porque, segundo o Ministro do Supremo, “não é ‘justo’ que apenas uma parcela dos magistrados brasileiros receba os recursos. De acordo com a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), atualmente o auxílio é pago a juízes estaduais de 20 estados e varia de R$ 2 mil a R$ 4 mil.”

Enquanto isso, em São Paulo, 200 famílias, por volta de 800 pessoas foram despejadas para que especuladores continuem a especular com os prédios vazios! 200 famílias vão buscar auxílio-moradia na rua essa noite. E pelo resto de suas vidas, se depender da Justiça brasileira.

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os despejados de São Paulo e a lógica capitalista da felicidade

17 de setembro de 2014

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A lógica capitalista é simples, nem precisa muita matemática:

– prédio parado, abandonado há dez anos, no centro de uma das cidades mais caras do mundo, é ótimo para especulação, dinheiro para o dono;

– oitocentas pessoas morando neste prédio não proporciona o lucro para o dono do prédio;

– oitocentas pessoas precisam ser despejadas;

– o poder judiciário se rende à essa simples equação;

– o poder militar age para garantir essa equação;

– o dono fica feliz;

– as pessoas que ocupavam o prédio e que não terão nenhum lugar para ficar (a não ser ao ar livre) não ficarão felizes (mas isso não interessa ao poder judiciário, ao poder militar, ao poder do capital;

– perfeito, o prédio está pronto para ficar mais dez, vinte anos, parado, abandonado, rendendo lucro na especulação financeira imobiliária capitalista

e há os que aplaudem, delirantes de alegria com a eficiência do capitalismo paulistano

Eles riem. De nossa cara, de nossa pretensa democracia, de comissões de verdades. E continuarão rindo.

7 de setembro de 2014

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Eles riem dessa tal ‘democracia’, riem de nossa cara, riem.

Quando o Coronel Wilson Machado foi chamado para depor na Comissão da Verdade, esse grupo de pesquisas escolares sobre um período chamado de Ditadura Militar, ele protagonizou a reação perfeita, demonstrou a face da verdadeira relação de poder desta nossa assim chamada Democracia: ele riu.

Ele e o sargento Guilherme do Rosário iriam explodir uma bomba em um show de música popular em 1981, no Rio de Janeiro. A bomba explodiu no colo do sargento, que morreu, e o Coronel, então capitão, sobreviveu com ferimentos. Agora é Coronel. E a coitada da Comissão da Verdade quis que ele testemunhasse. Ele riu.

Riem. E continuam matando, perseguindo, torturando, escondendo provas, camuflando documentos. A estrutura da policia militar continua exatamente a mesma, suas práticas continuam as mesmas, o tratamento político e o desprezo às instituições civis continuam as mesmas. E os governos (todos os que vieram após a restauração das ditas ‘estruturas democráticas’ de direito que são tão constantemente desrespeitadas) todos assumem a característica de se abster e de não se aventurar em mexer em vespeiro. Todos tiveram e todos têm medo. E não há perspectiva nenhuma de que isso mude com quaisquer outros que estão por vir.

Porque o riso e o escárnio não precisam ser demonstrados somente por gargalhada ou pela face despreocupada do Coronel Wilson Machado. O riso e o escárnio rolam fácil, direto e reto nas periferias brasileiras, nas mortes diárias de pessoas colocadas à margem da sociedade, na postura racista e prepotente (reflexo de nossa sociedade racista, prepotente), nas salas de tortura das delegacias, na repressão às manifestações de rua, na criminalização das manifestações de rua, no desprezo de comissões de debate que penam buscar a tal Verdade (acredito na sinceridade dos membros dessa comissão, mas duvido que eles mesmos acreditem que alguma coisa será mudada; eles continuam e merecem nosso respeito; gostaria de acreditar que algo acontecerá por conta disso).

Enquanto isso, comemoremos nossa Independência, é isso?

Enquanto isso, façamos nosso dever cívico e marquemos cruzinhas, ou apertemos botôes em urnas, e satisfaçamos a fachada democrática é isso? E fiquemos satisfeitos, pelo menos até a próxima eleição, não é mesmo? Pois exercemos nosso dever.

Enquanto isso eles continuam rindo.

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ministro-da-defesa-defende-comandante-do-exercito,1553811

 

Pelo menos desta vez, negros não foram presos, mortos ou desaparecidos por terem tido a ‘ousadia’ de comprarem um tênis

3 de setembro de 2014

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Imagem emocionante. Resultado de uma história horrorosa. Tanto mais horrível quanto comum, cotidiana, corriqueira. Não corriqueira foi a reação:
Pai está comprando tênis com seus dois filhos. São enquadrados por policiais militares que receberam, segundo dizem, uma denúncia de roubo. O pai se revolta, contesta, protege os filhos com os braços, o policiais militares avançam com o conhecido modo ‘gentil e delicado’ de tratar cidadãos que são ‘suspeitos’ a priori por serem negros, ameaçam prendê-lo por desacato. Forma-se uma multidão ao redor que rapidamente compreende o que está acontecendo e se revolta, apoiando os cidadãos e esculachando os policiais.

A imagem mostra o momento (separado por mim do vídeo postado pelo Nicolas Faria (http://on.fb.me/1A1npQQ, espalhado pelo facebook) em que o pai brande no ar o recibo da compra dos tênis. Observem o momento de triunfo, de desafogo. Observem os policiais tensos, assustados até (inclusive, um deles está com a mão na arma, preparado para … o que? atirar na multidão?). E a multidão (que não é pequena, conforme se vê no vídeo) grita ‘Preconceito!’ ‘Preconceito!’

E se não houvesse testemunhas? E se não fosse pelo apoio da multidão? E se os celulares não estivessem gravando a cena? E se não tivessem entregue ao pai o recibo da compra dos tênis naquele exato momento? Como bem disse Ana Maria Gonçalves em seu perfil no facebook: “É bem provável que os três seriam apenas estatísticas, vítimas de mais um auto de resistência, se a abordagem tivesse sido feita sem testemunhas.”

A imagem me é emocionante. É triste, revoltante. Mas, pelo menos desta vez, três cidadãos brasileiros não foram presos, mortos ou desaparecidos, pelo crime de serem negros e cometerem a ‘ousadia’ de comprarem tênis.

 

Democracia sitiada, cercada, espezinhada, destruída, reprimida. Sufocada. Aprisionada. Aprisionada.

14 de julho de 2014

 

A verdadeira ‘democracia’ no Brasil se instalou e você, tolinho, nem percebeu.

Vá. Exerça sua democracia. Só não erga a voz, nem ouse falar em público, nunca cogite montar uma manifestação, não pense em pensar, não saia de passeata, não conteste, não proteste, não reaja, sequer respire (mesmo porque, não conseguiria com a fumaça da bomba de gás ou o spray de pimenta na cara).

Fora isso, viva feliz em sua democracia.

Os verdadeiros campeões!

Olhe e ouça: o que acontece (ou o que acabou de acontecer) dentro do campo e do gramado NÃO TEM A MENOR IMPORTÂNCIA.

Pois o Estado Sem Direito se impôs e se consolidou. Enquanto você se ufanava ou se agoniava com bolas diversas.

Não, para mim não basta votar. Eu quero ter o direito de expressar isso na rua também. Eu quero ter o direito de sair em passeata e quero ter a esperança de não ser espancado por isso. Isso não é tumulto. Ao contrário, é plena democracia! A força policial do dia 13 de Julho de 2014 não esteve ali para tomar conta da democracia, foi para espancar qualquer possibilidade ou espaço de expressão, de qualquer espécie. E os babacas que vaiaram a presidenta no estádio, bueno, sobre isso duas coisas: isso pode ser feio, bobo e mal-educado, e inclusive ridículo, mas mesmo isso é uma forma de expressão. E, em segundo, eles não tinham absolutamente nada a ver com as pessoas que estavam sendo espancadas do lado de fora.

E quebra-quebra? Caos na cidade? Qual foi o quebra-quebra de hoje, fora o dos cassetetes e das bombas de gás?

Democracia sitiada, cercada, espezinhada, pisada, destruída, reprimida.

Sufocada.

Aprisionada.

Aprisionada.

Data: 13 de julho de 2014. Local: Final da Copa.

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Afinal, o Gigante acorda, indignado, revoltado contra a violência

4 de julho de 2014

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Não!! É agora que o Brasil se agoniza, se revolta, vai explodir! A violência atinge um nível inesperado. Você podia até pensar que poderia ser pelas várias e brutais repressões à toda e qualquer manifestação. Podia até ser no caso da garota desarmada e covardemente espancada pelo policial de tropa de choque. Podia até ser mesmo pela fraude das provas forjadas para prender pessoas inocentes e trancafiadas até agora. NÃO! O pior é que Neymar foi agredido! (e nem foi pela Polícia Militar, nem por bombas de gás, nem por balas de borracha que estão rodando à solta por este país tão democrático), e mais que pior, mais que horroroso, mais que terrível, treva das trevas (e nem estou falando da nova ditadura instaurada), o novo apocalipse:

NEYMAR ESTÁ FORA DA COPA!

O Horror! O Horror! O Horror!

E se o feicibuque, assim como todas as demais redes sociais, estavam insuportáveis, agora então…

e ah, obviamente, o mais novo vilão a ser execrado nacionalmente não será um policial militar psicopata, nem um governador ditadorial, nem mesmo presidentes nacionais impassíveis com a violência a rodo a sua volta, mas um jogador de futebol violento…

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A Carne da Praça Roosevelt

2 de julho de 2014

 

Dia 01 de Julho: A noite do ataque.

Uma reunião ao ar livre, reunindo algumas centenas de pessoas, com mesas abertas e discussões, pedindo o fim da prisão arbitrária de ativistas, ocorridas há poucos dias.

Não houve passeata, não houve quebra-quebra, não houve blackbostas, não atrapalhou ruas, não fechou acessos.  O único propósito explícito, escancarado, descarado, da presença da Polícia Militar, com tropa de choque, cavalos, e tudo, foi a da repressão, pura e simplesmente, da democracia, da liberda1048de de expressão, da garantia de integridade do ser humano. Neste dia 01 de julho, a Polícia Militar declarou, com suas ações, que não há Democracia nesta parte do sistema político brasileiro. Neste momento, quem manda em São Paulo é a POLÍCIA MILITAR. Ordenada pelo governo estadual, referendada pela prefeitura, consentida pelo presidência.

Seis pessoas presas, algumas espancadas até à inconsciência, revista insultuosa de mochilas e pessoas, falta de identificação de qualquer policial, filmagem agressiva dos manifestantes, sem nenhuma provocação, sem nenhum tumulto, sem nenhum motivo. E, mesmo assim, houve as prisões, houve o cerceamento, houve a tortura psicológica, houve as pancadas, e houve explosão de bomba de 103_ngás. Se tudo não degenerou para a porradaria ainda pior costumeira, foi pela organização do evento que conseguiu acalmar e equilibrar a indignação dos presentes para não cairem na provocação dos policiais e poderem continuar as discussões.

Quem puder não ver, não veja; quem puder não ouvir, não ouça. Mas entenda, nada disso acaba aqui. Entenda, o pior sequer começou. Só está se instalando. Ou melhor dizendo, só está assumindo que já instalado.

O antigo pretexto de se manter a ordem para garantir a realização da Copa do Mundo é agora somente uma desculpa de luxo. Entenda: daqui para frente (se algo realmente sério não acontecer para impedir) Qualquer manifestação será proibida, de atos de contestação a churrasquinhos com amigos; Qualquer aglomeração será perigosa; Qualquer pensamento será subversivo. E a querida plateia, que aplaude e goza abertamente, ou os que sorriem pra si mesmos às escondidas, seja de qual partido ou agremiação política que for, deveria saber que quando a Besta-Fera se instala, se acomoda e aprende a comer carne, é carne e sangue que quererá continuar comendo. E carne não tem diferenciação de partido ou agremiação política.

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Feche os olhos, vire o rosto, grite Gol

27 de junho de 2014

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Eles se manifestam, atrapalham o trânsito, você se irrita, a PM reprime. Eles se movimentam, atrapalham sua vida, você reclama, a PM bate, joga gás lacrimogêneo.

Eles protestam, fazem greve, fecham serviços, interrompem o seu dia comum e você reclama mais acidamente (afinal, te impedem de voltar para casa ou ir para o serviço, de resolver problemas no banco, de comparecer à consulta médica), a polícia prende arbitrariamente, forja artefatos, criminaliza todo o movimento de protesto, joga gás de efeito moral, espirra gás pimenta em rostos de manifestantes já imobilizados, arrasta manifestante nua, prende na calada da noite, impede manifestante de sequer sair do lugar.

Eles levantam a voz, você tapa os ouvidos, vai se divertir, olha para o gramado, o Choque desce porrada, a polícia tortura.

Eles perdem o emprego (quem mandou entrar em greve?), perdem a casa (quem mandou morar em áreas de construção de estádios modernos e bem equipados?), perdem a dignidade (quem mandou exigir uma?), perdem as leis (quem mandou acreditar que existe constituição?), perdem as terras (quem mandou ser índio?), perdem até a sarjeta (quem mandou ser morador de rua justamente aqui?!).

A Polícia? Mata. A Polícia Militar paulista mata mais do que todas as policias dos Estados Unidos juntas.

E você? Quando levanta a voz é para reclamar dos manifestantes ou para gritar gol.

Também está perdendo dignidade, voz, emprego, casa, terra, transporte, mas Pense. Adivinhe o que vai acontecer quando você quiser também protestar.

Vão te dizer que lugar de reclamar é nas urnas. Se tiver alguma implicância, espere, engula o choro, tampe o nariz, e de quatro em quatro anos, ou de dois em dois, siga a fila, e vote, se sinta todo poderoso, pensando que está realmente mudando alguma coisa (ou, talvez, nem isso, nem acredite mesmo em nada disso, talvez tenha consciência da farsa, e só esteja se divertindo com a farra).

Enquanto isso, feche os olhos, vire a cabeça, olhe para a televisão, e continue a xingar os manifestantes, ignore os presos políticos e o sangue espirrado exatamente aí do seu lado.

Só não esqueça um detalhe: mesmo a Copa das Copas tem data para acabar e, assim como os estádios vão se manter, assim permanecerão a Polícia Militar, as arbitrariedades, a repressão, a desinformação. O legado do mal-estar.

POLÍCIA SUFOCA ATO CONTRA PRISÕES ARBITRÁRIAS
Mais de 500 policiais, incluindo cavalaria, robocops e tropa de choque a postos, impedem neste momento que o ato saia sequer de sua concentração no Vão “Livre” do MASP. Governo de Geraldo Alckmin reafirma que sua postura é de criminalização e truculência contra a luta social.”

https://www.facebook.com/maes.demaio?ref=stream

PMs de SP mataram 10 mil pessoas em 19 anos”

http://ponte.org/policiais-de-sp-mataram-10-mil-desde/

 

Quantos índios nos estádios, hoje?

23 de junho de 2014

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Prevejo que hoje, dia de jogo do Brasil na Copa das Copas, um empate não seja muito bem-quisto; prevejo que seja um dia para ficar um pouco longe do Facebook, e do Twitter, e das demais esferas sociais, sites e blogs, pois serei um chato e não quero chatear amigos, e alguns muito bons amigos, e dizer do meu incômodo, portanto não incomodarei, não serei chato, não pedirei para contar quantos, e se haverá, índios brasileiros assistirão ao jogo hoje no estádio, ou se estarão ou poderão brincar de bola eles mesmos em alguma área por fim demarcada (cujos trabalhos já estão a ser exigidos há tanto tempo e, pasmem!, nunca tiveram a velocidade de resolução de construção dos Estádios desta Copa das Copas no Brasil). Muito menos (de forma alguma!) pedirei para pensar se índios estarão sendo reprimidos naquele exato momento por polícias militares (ou qualquer outra força de repressão) que, coitados!, estarão ocupados em reprimir ao invés de também se divertirem com o futebol.

E, fiquem à vontade!, enquanto estiverem discutindo sobre qual jogador foi o carrasco ou o traidor ou o fominha ou o salvador da partida ou o responsável filho da puta da derrota, gritando seu ufanismo-nacionalista-futebolístico-verde-amarelo-sou-brasileiro-com-muito-orgulho-somente-agora-e-os-outros-que-se-fodam-se-me-atrapalharem-meu-carro-de-novo-neste-trânsito, eu faço questão de não chateá-los.

Divirtam-se. Afinal, essa é a Copa das Copas. Tudo vai bem. Os aeroportos funcionam. As vendas dos ingressos funcionaram (e em todos os preços). E está havendo Copa. Os estrangeiros estão se divertindo. Vocês estão se divertindo. Talvez não os desalojados pelas expropriações, ou os manifestantes que não podem abrir sua boca. Ou os índios. Os eternos desmarcados.

Mas, se eu falasse nos índios agora, justamente agora, neste dia patriótico, estaria a chateá-los. E isso é a última coisa que desejo.

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COPA DAS TROPAS

18 de junho de 2014

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É isso.
No Cambuci, em São Paulo, famílias comemoravam o resultado do jogo do Brasil. Famílias faziam o que era comum acontecer em dia de jogo do Brasil, em qualquer campeonato, principalmente em Copa do Mundo. Festejavam. Se divertiam. Haviam pintado ruas, pendurado bandeirinhas.
Não pode mais. Não se deve mais. A não ser que a PM goste. E a PM não gosta. Não o povo.
Polícia Militar está gostando do clima. Agora não estão parando mais. É como vício. Precisa bater. Precisa reprimir. Aliás, como sempre foi. Como sempre fizeram. A diferença está sendo a ampla divulgação, a exposição. Não estão com vergonha de mostrar o que sempre cometeram.
No Cambuci, em São Paulo, não era manifestação, não era protesto, era festa.
“depois das 22h não tem festa, som aqui tá proibido”, disseram.
E contra som alto, como todo mundo sabe, como a PM sabe, a única atitude, a única providência, é bater, atirar balas de borracha, jogar bombas de gás.
É isso.
Copa das Copas.
Copa das Tropas.

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http://bit.ly/1uDBwt1

‘Confronto’: A palavra.

7 de junho de 2014

‘Confronto’ é uma palavra muito bacaninha. Muito requisitada em momentos quando meigas forças de repressão, como a PM durante a madrugada contra a greve dos metroviários, por exemplo, fazem o seu melhor. Principalmente contra grevistas e manifestantes malvados e agressivos. ‘Confronto’. No uol: “PM entra em confronto com funcionários do Metrô”.

Claro. Como sempre.

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Policial Militar pode ganhar gratificação se matar menos. Se matar MENOS!, entendeu?

9 de agosto de 2012

 

PM que matar menos poderá ganhar gratificação em SP. Que matar Menos! ‘Brilhante’ estratégia do comandante-geral da Polícia Militar, Roberval Ferreira França, para reformar a corporação.

O impressionante aqui não é nem a entusiástica acolhida que o governador Alckmin deu a essa ideia (que, na prática e de fato, diz o seguinte: vocês não precisam ser treinados para serem policiais de verdade e proteger as pessoas, basta um biscoitinho para ficarem contentes), nem mesmo a mensagem que passa para a população (eles podem continuar matando e matando, só estou pedindo para que matem um pouquinho menos, por favor…).

Não.

O pior mesmo é o nível e o tom dos comentários que reagem a essa notícia, onde a maioria revoltada com o governador diz que deveria ser o contrário, os pms deveriam ganhar mais por matar o máximo possível!
Eu sei. Estou sendo implicante. Não há nada de surpreendente com a profundidade das inclinações fascistas, racistas e violentas de uma boa parte da população paulistana. Mas não posso evitar: quando o lôdo humano se agita, é sempre um espetáculo nojento que me revira o estômago.


http://br.noticias.yahoo.com/pm-matar-poder%C3%A1-ganhar-gratifica%C3%A7%C3%A3o-sp-141100609.html

 

 

Polícia Militar e São Paulo: uma cidade em estado de coma

3 de agosto de 2012

 

“Foda-se você e sua quimioterapia”
Não se use mais gorros em São Paulo!
Não se sofra mais câncer em São Paulo!
Não tente parecer ser usuário de drogas em São Paulo!
É provocação! É querer ser humilhado pela nossa gloriosa e portentosa Polícia Militar.
Careca após químio, homem é confundido com criminoso.
Obrigado a ficar de pé durante duas horas com uma submetralhadora apontada para sua barriga, ouvindo “ladrão sem vergonha”, “careca safado” e “vagabundo”, Lecio Panobianco Jr tentava dizer que usava gorro por causa do tratamento da quimioterapia.
E quando esclarecido que não era criminoso, o PM mandou pegar o gorro caído no chão com um ‘dispensado, careca vagabundo’.
E assim se segue a vida, em uma São Paulo em estado de coma, protegida por essa nossa meiga, faiscante, esfuziante Policia Militar de São Paulo.

 

 

quilombolas, pinheirinhos, cracolândias, montes belos: as queimas de ‘mendigos’ institucionalizadas

5 de março de 2012


As distâncias são muitas: na geografia, no discurso, nos partidos. No entanto, é a mesma base que possibilita tanto ações isoladas de indívíduos criminosos, quanto de órgãos e representantes legais de maiores vultos. O fundamento se apoia em dois pontos principais: o primeiro é a famosa certeza da impunidade (os adolescentes que mataram o indio pataxó estão bem, livres, leves e soltos; o empresário fraudador cultiva as amizades ‘certas’ e mesmo condenado, mesmo com empresa em estado de massa falida, não recusa uma certa reintegração de posse de terra). O outro ponto é a Prioridade Maior, o Bem Maior, que permite e justifica passar o trator (figurativa e literalmente) por cima de quem for necessário. Desse modo, a partir de reais necessidades econômicas e sociais, vale a pena deslocar (quem sabe, extinguir) vidas de pequenos (minúsculos) agrupamentos humanos que, por não serem ‘úteis’, tornam-se portanto entraves, empecilhos descartáveis. Em boa parte das vezes, algumas ‘necessidades’ não podem ser escancaradas francamente, precisam ser ancoradas por uma fachada de respeitabilidade. Tal como o processo de higienização étnico-social que está sendo levado a cabo neste pequeno (no sentido moral) Estado proto-fascista de São Paulo, em nome de uma ‘Revitalização do Centro’. Em outros casos, a hipocrisia chega ao cúmulo do bizarro e da cara de pau: chamar os quilombolas de Rio dos Macacos de ‘invasores de terra’ não é atingir um ponto máximo de saturação do ridículo?

Pensei em acrescentar um outro ponto, o da Facilidade, mas percebi que isso deriva dos pontos anteriores. É fácil matar índios, mendigos e drogados, e sair impune. Às vezes, os índios, mendigos e os drogados resistem, e aí é necessário um pouco mais de força e a contínua propaganda do Bem Maior (ou qualquer outro termo que caiba nesse conceito; antigamente, falava-se em ‘Futuro’ e no ‘Progresso’ e nos sacríficios indispensáveis para que mais tarde o Bolo da Prosperidade pudesse afinal ser repartido para todos: exatamente a mesma coisa). Tanto faz: nem o indivíduo que possui as amizades ‘certas’ ou está na classe social ‘correta’ (ou tem o dinheiro necessário, o que dá quase no mesmo) ou o Estado (em qualquer nível) é punido ou responsabilizado (de vez em quando, alguém é sacrificado, mas não em sua justa medida, somente como um ‘exemplo’ e nunca como uma real mudança de atitude).

Ìndios podem ser deslocados, removidos, e até mortos, ao sabor dos interesses de mineradoras, madeireiras, e usinas hidrelétricas (e se suicidam bastante, embora não com a rapidez e quantidade tão desejada, uma boa parte ainda se agarra à vida e as suas terras; enfim, só ‘atrapalham’). Famílias pobres podem ser desalojadas e jogadas na rua, desde que não impeçam especulações imobiliárias nem as revitalizações do centro ( e se se tornarem mendigos e drogados basta chamar a Polícia Militar de São Paulo ou adolescentes burgueses piromaníacos). Quilombolas podem ser desalojados e jogados na rua, pois estão na área de interesse da gloriosa Marinha brasileira (e que não tentem vir para São Paulo!).

Até os métodos são idênticos!, não se faz questão nenhuma de variar: demonstrações de força e ameaças constantes, clima de terror e intimidação, negociações prolongadas e infrutíferas (se é que em algum momento realmente havia vontade de se chegar a um acordo), ataques de madrugada, em fins de semana ou feriado.

Talvez a única grande diferença seja a dor e a duração da morte: para o índio / mendigo o sofrimento foi o tempo da queima do seu corpo e o sufocamento do seu pulmão e o esquecimento nos B.O.s policiais. Para maiores grupos de pessoas, faz-se necessário mais tempo e maior repressão: a queima e o sufocamento são lentos e graduais. Mas tudo acaba em fumaça, lares destruídos, culturas exterminadas, morte. E o esquecimento nos B.O.s policiais.

 

imagem: Exposição Afrofilisminogravura de Ayam U’Brais. Imagem partilhada pela Secretaria da Cultura do Estado da Bahia no Flickr (CC BY-NC-SA 2.0)
http://www.defender.org.br/brasil-quilombo-rio-dos-macacos-em-vias-de-expulsao/

 

 

Destemida Tropa de Choque

19 de fevereiro de 2012

ah, valorosa tropa de choque e sua brilhante polícia militar paulista

destemida, corajosa, astuta, preparada, assassina (a pm paulista é a que mais mata no país)

aquela que precisa utilizar táticas de guerrilha urbana para desalojar um bairro inteiro de famílias pobres e desarmadas

aquela que corajosamente enfrenta doentes viciados de crack e desabrigados no centro da cidade

aquela que aponta uma arma carregada no rosto de um estudante desarmado (por ‘coincidência’, negro)

aquela que prende mulheres grávidas (a pm carioca joga gás pimenta no rosto de crianças e é promovida!)

aquela que mantém a maior universidade do país e uma das maiores do mundo como refém e, ainda assim, precisa fazer sua reintegração de posse, os seus ‘deveres’, na calada da noite, na madrugada do domingo de carnaval…

ainda mais impressionante

são as pessoas que defendem-na e dizem que a pm tem que bater mesmo

aquelas que enchem a boca e falam que ‘putas e vagabundos têm que morrer mesmo’

(mendigos, desabrigados, viciados, estudantes, pobres em geral, são obviamente as ‘putas e vagabundos’)

aquelas que devem gozar nas calças toda vez que se noticia a morte de um ‘bandido’ ou a prisão de um estudante ‘vagabundo’

desta vez, foram doze estudantes presos (entre os quais, uma mulher grávida: uma puta e um vagabundo em gestação??)

ah, esplendorosa tropa de choque da polícia militar paulista

 

 

 

“Eu agradeço a Deus por não ter tido nenhuma baixa. Isso me tranquilizou muito.”

29 de janeiro de 2012

Festival de frases ridículas, imbecis e ou diretamente hipócritas. Gosto dessa frases, pelo que elas são reveladoras do verdadeiro caráter de quem as profere. Frases de morrer de rir, de morrer de vergonha, de revolta, de ridículo. De morrer. E matar.

Como sempre fizeram e disseram, por certo. Acontece que agora está mais fácil de rebater e recomentar. Como, por exemplo:

“Eu agradeço a Deus por não ter tido nenhuma baixa. Isso me tranquilizou muito.
Juíza Márcia Loureiro, a que assinou a reintegração de posse do Pinheirinho, solidarizando-se com os pmzinhos que, graças!, não sairam machucados (embora alguns policiais usassem luvas; os mais cínicos diriam que seria para não pegarem resquícios de pólvora de seus revólveres; outros podem dizer que era somente para não ficarem resfriados por terem de trabalhar de madrugada, coitados)

Era um momento de festa para a cidade, (…) jamais esperava que politizassem o evento e não há como encarar o que ocorreu de outra forma: foram atos de truculência
Andrea Matarazzo, secretário da Cultura de São Paulo e virtual candidato do psdb, indicando quem são os verdadeiros truculentos e destruidores da democracia brasileira: os manifestantes

Those are criminals taking advantage of the situation, not just ordinary people defendind their land” (Esses são criminosos tirando vantagem da situação, não pessoas pobres defendendo suas terras)
Soninha Francine, no Twitter, referindo-se a Pinheirinho. Ela está em queda livre moral faz um bom tempo, mas sempre surpreende.

Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio da Silva Quadros renunciou a seu mandato. Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart. Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo
Site da Secretaria da Segurança de SP chama golpe militar de 1964 de ‘Revolução de Março’. Neste ponto, foram covardes: assumiram, mas não mantiveram: a página sobre a ‘revolução’ não ficou no ar nem um dia.

O que aconteceu em Pinheirinho foi ‘barbárie
comentário de Dilma Rousseff, em relação à ação da pmzinha em Pinheirinho. Certo. Legal. Bacana saber. Os desabrigados devem ter ficado devidamente sensibilizados em conhecer a opinião de Dilma. Pena que ainda estejam esperando uma ação equivalente.

Andrea Matarazzo - Esse está pretendendo ser o próximo prefeito de São Paulo

Andrea Matarazzo - Esse está pretendendo ser o próximo prefeito de São Paulo

 

 

 

Brevíssimo curso sobre armas letais e não-letais em Pinheirinho

22 de janeiro de 2012

Breve curso sobre armas letais e não-letais em Pinheirinho:

Segundo estou entendendo, o comando da Polícia Militar que agiu hoje em São José dos Campos diz que sua invasão foi realizada ‘pacificamente’ e sem a utilização de armas letais, somente com armas de bala de borracha e bombas de efeito moral, essas coisas. Contrariando tudo o que foi observado hoje (ou, pelo menos, o pouco que eles permitiram que pudesse ser observado) pelos que estavam no local ou por aqueles que acompanharam pelas redes.

Quem sabe isso não seja realmente culpa do comando militar? Quem sabe, mais uma prova de sua ignorância? (parafraseando um amigo filósofo meu, Héctor Camillo, ‘nunca duvide da ignorância da Polícia Militar; ela não é conhecida exatamente pela sua inteligência’). Por isso, montei uma pequena explicação sobre armas de borracha e as não-de borracha (com imagens e tudo) para que até mesmo um ignorante funcional em relação à armas, como eu ou o sargento serginho, saiba distingui-las sem problema nenhum: