Posted tagged ‘Poemagens’

Brisa no Coração

16 de março de 2014

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OPACO VAZIO

18 de agosto de 2012

 

A dor do vazio é opaco.

O silêncio do desespero rima com sutil. O nome é de algum momento cruzado com distância, povoado de reminiscências suadas colhidas por tempestades tropicais no meio do caminho. Estendo a mão, talvez por puro hábito, e recolho. Reconheço a chuva no cabelo que nunca limpa meu peito e deixo de sentir o carinho da pessoa meio querida, talvez e justamente, adverbialmente, por falta de hábito. Resmungo e continuo caminhando como uma simples metáfora, não mais.

A cor do meu vazio é você.

 

 

 

 

Detalhe Carmim

16 de agosto de 2012

não nos esqueçamos dos detalhes,
eles podem ser mínimos
e absolutamente indispensáveis

não nos esqueçamos dos detalhes
que demonstram o infinito
e um pouco mais

um carmim de detalhe

Que o Sonhar é real, poderoso. Magnífico.

1 de agosto de 2012

 

 

 

 

 

Poema Branco

27 de maio de 2012

Deixe-me fazer esta canção,
preciso lembrar de ti.

Deixe-me estrangular-te, sufocar-te,
jogar-te na horizontalidade fria
desta página para que eu possa,
de alguma forma, dizer que vivo.

Deixe-me recordar tua voz através
destas letras mudas, sofrer teu
coração despedaçado, tocar teu
gesto aéreo.

(a memória é este pedaço podre
de cérebro, caco de espelhos partidos
a refletir sombras queimadas,
gastas e destruídas)

Tu permanecerás morta aqui,
mesmo que vivas lá; o lá, por ser tão longe,
não importa, não existe!
Interessam este segundos, estes riscos brancos,
que também não existem
e por isso são fundamentais.

E, se tu tiveres existido algum dia,
então viverás para sempre, morta e marcada
por este punho vacilante
e pelo meu cérebro
carregado
entupido
de vidro moído.

Deixe-me fazer esta canção como
uma tentativa besta
de alguma coisa.

Poemagem ASAS

7 de março de 2012

 

 

 

Poemagens

7 de março de 2012