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Patuá: 6 anos!

16 de fevereiro de 2017

6 anos de existência da editora Patuá!

Eu poderia falar da importância histórica que essa data comporta. Afinal, como o próprio editor – guerrilheiro Eduardo Lacerda diz, já são quase 500 títulos publicados, centenas de autores, alguns já consagrados, outros tantos descobertos e lançados pela editora, e estão se consagrando. É um painel vasto e poderoso do que está rolando em nossa moderna literatura brasileira. E só por conta disso já dá para se ter uma certa dimensão do que um editor (na exatíssima concepção da palavra) com um sonho tremendo no coração e amor pelas letras pode alcançar. Não sou dos que dizem que a a figura do editor (naquela exatíssima concepção da palavra de outrora) tenha desaparecido, basta se ver a quantidade de pequenas editoras e grupos editoriais aguerridos e combativos que estão surgindo há tanto. Mas , com certeza, são poucos. Eduardo Lacerda, igualmente com certeza, é um destes. E dos grandes. Daqueles que estão marcando definitivamente a nossa identidade. Nacional, literária, emocionalmente.

Pode-se falar em identidade e não se pode deixar de citar esse artista, tão magnífico, tão estupendo, tão impressionante: Leonardo Leonardo MAthias. Coloque-se as capas dos livros da Patuá e haverá esse sentimento de unidade, de concepção (você sabe simplesmente sabe que é um trabalho de Leonardo, simplesmente) e não dá para não se deixar tragar por essa beleza, por esse carinho, por essa arte.

Poderia falar em termos pessoais, também. Não faço a menor ideia de quais caminhos eu poderia ter tomado ou por onde teria enveredado. Não há como saber. Só sei que, no meio do caminho de se me firmar e me assumir como poeta (e não somente como um prosador que tentava escrever poesia), topei com Eduardo e Patuá, e lancei o ‘Yũrei, Caberê’! Definitivamente, impossível saber como seriam os meus passos. Sei lá, podia ter desistido e abandonado a letra. Podia ter encontrado outras alternativas (ou não, patinado por mais tantos anos, vá saber) No entanto, há esse fato incontestável, inamovível. Sou poeta, me assumo como poeta, e sei agora o quanto me dedicarei à Poesia pelo resto da minha vida, por conta do lançamento de ‘Yũrei, Caberê’. Por causa da Patuá. Por causa de Eduardo Lacerda.


Mas , não vou falar nada disso. Vou dizer da festa. São seis anos. E todos e cada um dos que já participaram de uma festa da Patuá (eu estive em duas) sabe perfeitamente (e pode confirmar com toda vontade) que o mais rola é a emoção. O Leo lançará seu novo livro. O Edu sempre realiza um saldão com muitos livros a preços muito baratos (assim, dá para se dar uma boa renovada sua biblioteca patuana, com muito tranquilidade). Haverá cerveja gelada. Mas tudo isso são os entornos. É o cenário. E todos sabem dos perrengues de saúde que o Eduardo passou (e dos quais não está plenamente recuperado, preste-se atenção) (e dos quais sempre que terá de prestar atenção e cuidado, todos sabemos). Então , isso acrescenta-se ao verdadeiro pivô dessa festa. Emoção. Amor. Poesia, em sua justíssima concepção da palavra, exatíssima. Ou podemos usar como pleno sinônimo: Patuá.

Dia 18, sábado. No Patuscada. Rua Luis Murat, 40. A partir das 16:00 e a se acabar, sei lá se acaba.

Festa de aniversário de 06 anos da Patuá. Poesia.

https://www.facebook.com/events/172265546575823/

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