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Facebookianas: Flor Garduño e ‘Amigos do Wikileaks’

27 de maio de 2012

 

Eu pensei bastante em terminar minha experiência na grande rede social internética mundial interplanetária Facebook, desanimado com os bloqueios e as censuras diretas, idiotas e imbecis (toda censura é imbecil), que não distingue expressões artísticas, manifestações pessoais ou ataques morais. Estava relutante, pois com todos os seus problemas, o Feici ainda assim proporciona algumas experiências interessantes (bem diferentes e com pegada bem próprias do que levar um blog, ou ter uma conta no twitt, propostas e espaços muito diferenciados). Encontrar pessoas com os mesmos sentimentos de exasperação ajudou a criar um pouco de fôlego.

O meu pensamento agora é bem diferente. Não vou sair. Eles que me expulsem. Vou continuar fazendo e pensando o que já faço e penso, e com o qual acredito que pessoas e amigos se identifiquem (não falo em concordância a priori, mas em discussão aberta, franca, sem preconceitos idiotas). Compartilhar as lindas fotos de Flor Garduño que postadas pela Célia Musilli (que lhe valeram um novo bloqueio) e que igualmente coloquei como nova capa, acho sinceramente que é o mínimo a se fazer. Como disse alguém em um comentário, se cada bloqueio provoca cem compartilhamentos, mais pessoas ficarão cientes.

Por outro lado, um motivo para não se sair desta tal grande rede social internética mundial interplanetária é a falta de opções. De repente, percebe-se como esse universo não é tão vasto e infinito como se coloca. O orkut é uma experiência passada, que valeu o seu tempo. E, sério!, rede social do Google?! Alguém realmente acredita que tem alguma coisa de diferente do que encontramos no feici e talvez pior?

E aí aparece essa proposta do pessoal do Wikileaks. FoWL: Friends of WikiLeaks. (https://wlfriends.org/) Devo dizer que me chamou a atenção. Bastante. Está ainda se estruturando e montando o espaço, mas começou a angariar ‘amigos’. É uma ideia. Tudo pode vir a ser mais do mesmo. Pode afundar e ser ainda mais frustrante do que antes. Quem sabe. Tem que se dar um tempo e ver o que acontece. Mas é uma ideia.

 

 

 

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Confrarias, Ventos, Trapiches, Aliás: revistas literárias no ar

27 de dezembro de 2008

confraria23

Vida inteligente na net, literatura produzida, discutida e apreciada com visões profundas e muito bem escritas, além de belos projetos gráficos.

 

CONFRARIA DO VENTO

NÚMERO 23 

CHACAL, Jaime Sáenz, Cândio Rolim, Ricardo Corona, Robert e Shana Parkeharrison, Nilson Oliveira, Alan Mills, Eduardo Galhardo, Jorge Bucksdricker, Anna Carolina da Costa Avelheda, Clodie Vasli, Raphael Vidal, Aderaldo Luciano, Clóvis Bulcão, Marcos Motta, Guilherme Zarvos, Luís Serguilha, Paloma Vidal, Ronaldo Ferrito, Victos Paes

www.revistaconfraria.com

revista bimestral de arte e literatura

“NOVIDADES

novos colunistas

Nesta edição da Confraria, estréiam dois novos colunistas: o professor, historiador e romancista Clóvis Bulcão e o poeta e crítico português Luís Serguilha. Na próxima edição, juntam-se também a nós João Gilberto Noll, Joel Rufino dos Santos e Sônia Rodrigues.

confraria no jornal o estado de minas

No suplemento Pensar, do Jornal Estado de Minas, matéria sobre a Confraria do Vento e entrevista com um de seus editores. Leia aqui.

polyphonic baobab embolada na tv brasil

A TV Brasil fez uma matéria sobre a poesia de Moçambique, na qual mostrou a performance The Polyphonic Baobab Embolada, promovida pela Confraria do Vento no teatro Sergio Porto. Assistaaqui.

zonas de exclusão: outros subúrbios

A Confraria do Vento organiza para janeiro, o evento Zonas de exclusão: outros subúrbios, que tem como foco a discussão e a proposta de novos olhares sobre a produção cultural e literária do subúrbio, através do questionamento de como esta produção é vista e como se vê perante preconceitos, estereotipagens e outras exclusões. Entre os debatedores: Joel Rufino dos Santos, Paulo Lins, Julio Ludemir, Berimba de Jesus, Paulo Scott, João Carlos Rodrigues. Aguardem mais informações.

confraria nota A no qualis

A Confraria acaba de receber conceito “A” como revista filosófica na prestigiada e rigorosa classificação Qualis, mantida pela Capes. Como isso aconteceu é um verdadeiro mistério para nós, pois transgredimos 90% das regras impostas pelo órgão, sobretudo a de formatação acadêmica. Por outro lado, fomos classificados como revista de circulação local, sendo que a Confraria é revista eletrônica com média de 150 mil acessos por edição, dos quais 30% provêm de fora do Brasil (índice encabeçado por Portugal, França, EUA e Cazaquistão). Vai entender esse mundo!”

trapiches21

Beatriz Bajo dá o toque: ” TRAPICHES 2 no ar, confiram:

www.trapiches.com.br 

projeto macabéa:  http://projetomacabea.wordpress.com/

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alias_logo

 

ALIÁS, capitaneada pela poeta Elaine Pauvolid, começou como uma newsletter dirigida para o outloook de assinantes, tornou-se site e blog da autora, e agora rodeada de uma equipe de articulistas, escritores e poetas, tornou-se uma autêntica revista eletrônica de literatura e cultura. E ainda está-se em processo, como diz a própria Eliane em seu editorial de abertura:

“Desta vez a grande notícia é a revista. Mas será que algum dia foi diferente? Talvez. Para quem acompanha já não era sem tempo de tranformar Aliás, revista eletrônica de cultura em Aliás, revista eletrônica de cultura de verdade. Explico, transformar a revista em revista mesmo, com conselho editorial, colaboradores fixos… É o que está sendo feito.

 Você, meu leitor querido, verá que aparecem no canto esquerdo os colaboradores Henrique Cairus, Márcio Catunda, Paula Cajaty, Marcelo Scanzani, Paulo Avelino, Thiago Amud, Eugenia Gay, Paulo Hamilton, José Maria Dias da Cruz  (nota de Claudinei: e acabou de agregar-se o meu querido amigo e grande escritor, Mariel Reis, pura prova de qualidade dessa revista); os botões : poemas, ensaios, contos, resenhas, artes plásticas, crônicas e dicas culturais.

 Um agradecimento especial vai para a poeta e escritora Paula Cajaty (Afrodite em verso, 7 Letras, 2008), a moça das newslellers mais simpáticas da web. As newsletters que se lêem. Toda sua força e criatividade vieram dar a esta revista uma vida especial. Agradecimento especial vai também para seu marido Marcel que tem me auxiliado de forma ímpar e generosa na parte de informática. Aliás, na minha humilde opinião, já existe um novo idioma entre nós, o webês. Quem não sabe um mínimo de webês não tem vez!

 Aliás, a revista vai mudar, sim, mas espero conseguir manter a leveza e o humor que cativaram o leitor lá em 2000, quando aliás era mandado em formato HML pelo outlook. Seu espaço era a caixa de texto do e-mail… Alguém lembra disso? Pois eu me lembro bem!

 As mudanças não vão ficar por aqui. Ah, isso não… Mas não vamos estragar surpresas. Aproveitem e interajam. Aliás, é para isso que estamos aqui!

 Elaine Pauvolid, Editora

http://www.aliasrevista.net/

Flatmates, Maeve. Desconcertos flanando pela net.

24 de junho de 2008

De vez em quando, por mais que eu me acautele, acabo entrando em uma discussão boba que me aborrece muito, quando alguém diz que não tem nada que preste na internet. Eu suspiro e, quando percebo, digo que basta um pouquinho de paciência para perceber que há sim muita porcaria nas ondas virtuais, digamos coisa muito ruim mesmo!, mas o que existe de interessante compensa em muito. Em geral, recebo uma resposta condescendente de que, ‘como fonte de Informação’, a ‘internet é imbatível’ (embora ‘não confiável’, veja-se ‘os erros da wikipédia’); no entanto, como ‘fonte de criação’ é uma miséria, não existe nada de novo, e etc. Eu suspiro de volta, e geralmente digo que a relação é a mesma de se entrar em qualquer biblioteca (de ‘livros’, de ‘papel’) de qualquer lugar do mundo: a quantidade de merda ao lado de momentos sublimes de literatura deve estar no mesmo nível de comparação com sites de cultura e blogs confessionais.

Sempre me arrependo de discutir isso, pois a questão, no final das contas, não é de encontrar coisa boa ou não pelo mundo virtual. É o próprio gosto de viajar pela net, de descobrir, de garimpar, de procurar. As vezes, topamos com coisas espetaculares (e novas, sim, criativas, sim, mesmo que ainda estejamos no estado primário de aproveitamento, as possibilidades são infinitas, nem raspamos a superfície do que pode vir por aí), e as merdas fazem parte também, algumas são até divertidas, mesmo que a maioria seja simples perda de tempo. No entanto, é pela procura e pesquisa que selecionamos, encontramos e escolhemos o que nos importa, o que nos afeta, o que nos faz bem e tem a ver conosco.

Todos os links relacionados aí do lado eu acompanho e leio, na medida do possível, diariamente, e quase todo dia encontro espaços novos. Também na medida do possível dou notícia disso para que os que, como eu, gostam de compartilhar essas descobertas. Para minha sorte, nem todos atualizam com constância diária, pois teria enorme dificuldade de estar a par de tudo (e considere, inclusive, que muitos links não coloco aqui, pois entro pelos blogs em si, alguns são verdadeiros portais, como o Mário Bortolotto, ou do Marcelino Freire).

Exemplo do que descobri há pouco, estou muito entusiasmado com uma webcomic, uma história em quadrinhos escrita diretamente para a internet chamada FLATMATE, de Maeve Clancy. A autora (aliás, imagino que seja uma mulher e que seja esta aqui do lado, não consegui achar referências sobre ela no google) (tá, tudo bem, também não fiz uma pesquisa exaustiva, mas de imediato não teve nada, quem souber alguma informação pode me passar) assume esse trabalho como um experimento, para ver como funciona. Simples, traços diretos sem frescuras, desenhado em azul e branco bonitos e tranquilos que valorizam tremendamente os diálogos e a criação de um clima de conversa e troca de idéias, tem como subtítulo “um comic semanal sobre amizade, vida urbana e conversa fiada” e traz exatamente isso. Os personagens são dois cachorros, Sean e Paul, um deles, Sean, com veleidades artísticas, isto é, é escritor, e uma garota de classe média chamada Shelly. Na primeira olhada que dei, sem ler o texto, fiquei receoso de ser mais uma bobagem, mas o desenho limpo me atraiu, comecei a ler e agora fiquei viciado. O melhor de tudo são os diálogos, como disse, muito bem conduzidos, que tratam sobre trivialidades do dia-a-dia quase clichês, e os trata com leveza e sem preocupações de ser ‘engraçado’ ou fazer piadas. E os personagens são tão bem delineados e com personalidades próprias e com suas próprias idiossincracias que se revelam e se aprofundam a cada semana. Vou colocar uma tira aqui, para sentir o clima. Esta trata de uma manhâ de ressaca, após uma noite de muitos coquetéis e batidas.

 

Muito simpática e bem-vinda a iniciativa do Lucas Pimenta e João Guilherme de Lima de montar um blog dedicado a esse personagem ícone das novelas gráficas, o KEN PARKER, sempre com notícias e dados novos interessantes. O blog vem coroar o fato da coleção completa desse herói do dia-a-dia-cão do final do velho oeste ter sido publicada há pouco tempo pela editora Tapejara. A notícia não é nada nova, o blog funciona desde o começo do ano, demorei aqui para dar os meus parabéns, mas está registrado. Ajuda a minorar também a falta de novas histórias do Ken, já que os autores Berardi e Millazzo já o aposentaram, o que valoriza ainda mais uma mini-série inédita em quatro edições lançada recentemente.

– Claro, nestas andanças pela internet, um link interessante sempre leva a outro ou a dezenas de outros, o que acaba ás vezes nos fazer perder a intenção original e o ponto de onde partimos. Dessa forma, sei que conheci esse BYROGLYPHICS, do inglês Russ Mills, por alguma indicação de algum outro site ou blog, mas de forma alguma vou conseguir lembrar qual foi. Que seja esta então a minha indicação para estes desenhos absurdamente bacanas e bonitos desse camarada. Deixo esses exemplos só para servir de instigação para conhecer a galeria do próprio espaço.

– e PRESTENÇÃO que esta semana está fogo e estas atividades aqui Não constarão do Guia da Folha Online! : começando por hoje, terça-feira, com o convite do poeta Claudio Daniel para o Recital da Caixa Preta na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37, São Paulo) com a participação dos “poetas Horácio Costa, Virna Teixeira, Élson Fróes, Andréa Catrópa e Claudio Daniel. Além das leituras poéticas, serão lançados três novos títulos da coleção de poesia Caixa Preta, organizada por mim para a Lumme Editor: Pincel de Kyoto, de Wilson Bueno, Mergulho às avessas, de Andréa Catrópa, e Poemas diversos, de Elson Fróes. Os livros da Lumme podem ser adquiridos em livrarias ou pelo e-mail vendas@lummeeditor.com. O último chegar será a mulher do padre!”

Isso em São Paulo, pois no Rio hoje é dia de CEP 20.000 comandado pelo poeta Chacal, com o tema “ADMIRÁVEL MUNDO NOVO – 40 anos de maio de 68. e nós com isso?“. No Teatro do Jockey, rua bartolomeu mitre, 1110 / leblon, do lado do hospital miguel couto, as 20 hs, com uma porrada de gente bacana, como entre vários outros, Arnaldo Brandão e Tavinho Paes. Pegue maiores informações no blog do Chacal.

– Quarta-feira é que está complicada. Na Livraria da Vila, (Rua Fradique Coutinho, 915 – Tel: (11) 3814-5811, São Paulo) tem o lançamento do livro infanto-juvenil da querida Andrea Del Fuego, “Sociedade da Caveira de Cristal”, pela editora Scipione, o qual estou seco para ler. O lançamento vai ser marcado também por um debate sobre o tema “Literatura e mundo virtual” mediado pelo escritor Nelson de Oliveira e mais os convidados Sérgio Boggio, diretor de tecnologia aplicada à educação do Colégio Bandeirantes, e Rafael Kenski, editor de tendências do Núcleo Jovem da Editora Abril (e já fica aqui minha dúvida: ‘editor de tendências’?!). Clique na imagem para visualizar o convite.

– Nesta mesma quarta-feira, dia 25, tem lançamento e bate-papo do novo livro da Márcia Tiburi, “Filosofia em Comum: Para ler junto“, com apresentação de Flávia Rocha. Já falei desse livro e da minha expectativa em relação a sua leitura, de como me interessou sua proposta e idéia e de saber se a Márcia as correspondeu, é outro de minha lista de prioridades. Vamos ver. Farei questão de comentá-lo. O lançamento vai ser na AIC, Academia Internacional de Cinema, na Rua Dr. Gabriel dos Santos, 142, Higienópolis.

– Nesta mesma quarta-feira, dia 25, tem a apresentação da minha irmã-de-coração-e-coragem, a Claudinha Pérola, comemorando dois anos de sua parceria com Vânia Cosmo. Para quem conhece a voz, o talento e a beleza dessa menina, sabe que essa é uma ocasião imperdível. Eu sei, eu conheço, é imperdível. Vai ser no Hotel Cambridge, na Rua Álvaro de Carvalho, 35, Bela Vista (rua paralela à Avenida Nove de Julho, ao lado do metrô Anhangabaú). Entrada de R$ 20,00, sendo 10 de consumação.