Posted tagged ‘Evento’

Desconcertos de Poesia de Julho no Caneca.

8 de julho de 2012

(opa, PRESTENÇÃO: Evento cancelado, infelizmente)

 

Desconcertos de Poesia. Letras jovens e poderosas, letras fortes e consagradas, vozes e sons, o novíssimo e os clássicos, música e poemas, amizades, bate-papo, e cerveja. Como sempre, Desconcertos em busca de sua vocação de reunir o que há de mais quente e belo, real e profundo, vivo e pulsante na Poesia que está acontecendo exatamente agora, neste mesmíssimo instante. Nunca é demais lembrar que, para o universo desconcertábil, Poesia não se restringe somente a um único modo de dispor as palavras. Tem relação com o prazer e a alegria da beleza e do compartilhamento intenso que este encontro consegue proporcionar. Quem já participou, pode testemunhar. Quem ainda não conhece, perceberá o toque. Quem vier, verá, e conosco poetisará.

Nesta edição, tenho o imenso orgulho de convidar velhos companheiros, alguns veteranos de Desconcertos, dos quais sei bem quanto é forte o impacto que causam, e jovens poetas desconcertantes:

As vozes e as letras de Luiz Roberto Guedes, Douglas Diegues, Mariana Leme, Eduardo Lacerda, Juliana Bernardo, Nelson Peres, Pierre Masato, a presença poética de Wislawa Szymborska, as vozes, os sons e a música de Flávio Vajman

Desconcertemos, pois.

Anúncios

Garagem Lírica. Orfanato Portátil. Marcelo Montenegro.

11 de junho de 2012

 

Eu caminhava desavisado pela vida, ignorando os sinais, desprezando os movimentos à minha volta, desacreditando que pudesse haver alguma coisa de qualidade e substância nessa massa subjetiva que pode-se chamar de poesia moderna. De uma certa forma, compreendo as pessoas que pensam que poesia, qualquer poesia, é necessariamente chata por definição, pois eu mesmo participei dessa ignorância.

ok. Aí me deparei com um livrinho chamado ‘Orfanato Portátil’. ‘Hum. Poesia’, pensei antes de abrir o volume. O choque que senti foi tremendo. Tive que revisar e repensar tudo o que eu conhecia e sentia antes. Intrigado, tentei entender como era possível uma junção tão potente entre uma simplicidade de forma, sem palavreado esquizofrênico ou castiço, e sua mensagem forte, afiada, urbana e deliciosamente bela. A utilização das imagens do cotidiano comum, a linguagem prosaica e popular conduzindo a momentos de epifania explosiva.

Ainda não é isso. Tou aqui sentado em frente ao computador tentando reproduzir minhas sensações e, no entanto, consigo somente reduzi-las, pois a minha própria escrita é insuficiente. Creio que pego, um certo, fio da meada quando ele diz das coisas aparentemente simples, a ‘simplicidade sofisticada’, e percebo que é bem por aí.

Sei que, depois do ‘Orfanato’ conheci o ‘Tranqueiras Líricas’, o hiperdimensionamento de sua poesia com a música, o espetáculo poético sensorial produzido com a lírica e o som da guitarra magistral de Fábio Brum, e só posso dizer que é necessário tê-lo assisitido para saber que se cumpriu uma etapa fundamental na mentalidade e sensibilidade de qualquer pessoa. E há o ‘Melodrama Blues’, especificamente, a espantosa síntese de um estado de espírito, a descrição e a definição de um grupo de companheiros que podem não ser exatamente gentís com o mundo, mas possuêm uma prática e uma relação entre si e com sua arte, literatura, música, teatro, cinema, desenho, o que for, que ultrapassam as regras puerís e limitadoras do ‘bom tom’. ‘Melodrama Blues’ precisa de uma aprofundamento maior do que estes pensamentos soltos. Quem sabe mais pra frente. E se descubra assim o quanto este poema é um verdadeiro marco.

Ainda continuo intrigado. No mais positivo sentido possível.

Durante um bom tempo, ‘Orfanato Portátil’ esteve esgotado, com circulação restrita aos poucos donos felizes de um exemplar. Durante um outro (bastante) tempo, seu livro seguinte, ‘Garagem Lírica’, já está pronto, guardado e ansioso para ser lançado, mas Marcelo Montenegro não via sentido publicá-lo se não houvesse uma reedição de ‘Orfanato…’. A editora Annablume comprou a ideia e, afinal, o universo está se alinhando no caminho certo.


Marcelo, estamos vivendo em tempos estranhos. Sem dúvida que o moralismo hipócrita, o cerceamento do pensamento, a falta de oportunidades ao artista, a vigilância do comportamento, a violência e a ignorância sempre estiveram presentes em nossa vida cotidiana, em maiores ou menores graus, conforme a ocasião. Tenho a impressão, no entanto, de que estamos atingindo níveis impressionantes. Concorda com isso ou acha que estou exagerando? Como a poesia se relaciona com essa realidade premente, hoje em dia? Há espaço para um ‘fazer’ poético que surja naturalmente deste nosso cotidiano? Ou é necessário construir uma ‘forma’ poética completamente nova?

Uma vez perguntaram ao Robert Creeley se “havia futuro para a poesia num mundo mercantilizado”. E ele respondeu: “Tanto quanto existirem pessoas nele”. Concordo contigo, o nível tá impressionante mesmo – sem falar na miséria indecente, nesse açougue que é a prostituição da intimidade de celebridades e sub-celebridades e mais uma porção de etcs. De outro lado, porém, a gente não pode subestimar o fato de que em qualquer período da história da humanidade, em qualquer biboca do planeta, sempre teve e continuará tendo pessoas que, mesmo que poucas, mesmo que anônimas, reagem a tudo isso. Que não se subordinam a leis e a modelos de comportamento imbecis, os inadequados. O Leminski, se não me engano, dizia que a poesia é uma espécie de reserva ecológica da linguagem. E eu acho que todos aqueles que não se conformam são um pouco isso também. Uma espécie de reserva humana. Os “que deitaram fora a máscara” do Fernando Pessoa, os “tristes homens azuis” do Marcos Prado, os “que estão loucos pra viver e jamais dizem coisas comuns” do Kerouac, os “imaturos” do Gombrowicz.

Quanto à poesia nisso tudo, todos que trabalham com ela, ou qualquer outro tipo de criação, estão metidos até o talo, são produtos inevitáveis desse tempo. Aí cada escritor lida com isso de um jeito. Tem um historiador, por exemplo, que diz que toda história é contemporânea. Se alguém escreve, agora, sobre os hititas, fatalmente está falando algo dos dias de hoje. O que eu quero dizer é que você não precisa citar, sei lá, terroristas árabes ou o desabamento das Torres Gêmeas. Se tem a ver com o texto, ótimo. Mas isso, por si só, não quer dizer nada. Numa outra chave, não precisa repetir – no sentido dos quinhentos quilos nas costas – os procedimentos de linguagem dos chamados inventores. O Bruce Springsteen tem um lance genial. Ele fala que o que todas as grandes obras fazem é te oferecer “pontos de partida” para a sua própria. Só isso. E tudo isso! Cada um faça o que tiver a fim de fazer, mas me incomoda quando algo soa forçadamente contemporâneo, enganosamente moderno, sabe?

Lógico. Tem o lance de que a maioria tende a ver “mais contemporaneidade” nos rebuscamentos do que na simplicidade, por exemplo. E não é difícil entender isso. Nas coisas aparentemente simples – o que eu costumo chamar de “simplicidade sofisticada” – os, digamos, componentes de atualidade, o engenho literário, a recusa ao fácil, são mais sutis, menos evidentes. Eu sempre penso que enquanto o Godard radicalizava cada vez mais, e corajosamente, suas idéias do cinema como anti-espetáculo, o Truffaut fez, também corajosamente – esse é o ponto – “Noite Americana”. Que o Domingos Oliveira fez “Todas as Mulheres do Mundo” em pleno domínio do Cinema Novo. Que no auge dos anos de chumbo, poucos soltaram berros como os de Roberto e Erasmo em “Se você Pensa” ou “Sua Estupidez”. Então, como brinca meu amigo Mario Bortolotto, “existem mil maneiras de se preparar Neston”.

 

– Influências, influências. Você já se referiu à admiração e o respeito que possui em relação à poesia de João Cabral de Melo Neto. Embora formalmente seus trabalhos sejam distintos, há uma forte relação de companheirismo, de emoção, de paixão. Isso acaba influindo no seu texto?

O que mais me encanta no João Cabral de Melo Neto é como as palavras se relacionam dentro de cada poema. Há um contato – seja por atrito ou combinação inesperada – geométrico e apaixonante entre elas. O Augusto de Campos, no Poesia da Recusa, diz que o que caracteriza a condição do poeta moderno “não é tanto a objetividade exteriorizante ou a introspecção lírica, mas a autonomia do discurso poético”. E cada poema do João Cabral é exatamente isso: um organismo autônomo, e vivo. Não há nada que sobre ou falte. É um bloco. Ético e estético. Como um filme do Clint Eastwood.

Guardadas todas as óbvias proporções, tento sempre construir, do meu jeito, esses organismos autônomos. Tem também um verso inesquecível no poema que o Cabral dedica ao Vinícius (“Camarada Diamante”): “de quem por incapaz do vago/ quer de toda forma evitá-lo”. Sem falar na “mão contida e extrema”, que tem a ver com o Yeats, outro poeta que gosto muito: “todas as revisões que fiz foram no sentido de deixar meus poemas menos poéticos”. Enfim. Eu sempre digo que meus textos são um misto de João Cabral e Jerry Seinfeld.

 

– Literatura, cinema, música, cotidiano, tudo se amalgama e se transforma em sua escrita, no qual um exemplo maravilhoso foi o lance que surgiu de um papo com o Ademir Assunção e da noite que ele ficou assistindo Hitchock. Como foi isso?

A gente tava bebendo e conversando nos Parlapatões, na Praça Roosevelt. Uma hora um amigo nosso, o Cassiano, liga chamando o Ademir Assunção pra vir tomar uma com a gente. E o Ademir disse que tava mais a fim de ficar em casa aquela noite, já tinha até separado um filme do Hitchcock pra rever. Algo assim. Eu tava do outro lado da mesa e não ouvi o papo. Aí o Mario Bortolotto – que estava sentado ao lado do Cassiano – fala pra mim: “Aí Marcelão, ó o programão do Ademir pra hoje à noite. Vai ficar em casa revendo um Hitchcock”. Rimos, lógico. É o tempo todo um rindo e alugando o outro. Na verdade, a maioria dos meus amigos mora naquela categoria inclassificável de inadequados que tentei esboçar, meio romanticamente, até, na sua primeira pergunta. E esse convívio é uma influência por si só. Falei pro Marião: “pô, isso dá uma música hein? Revendo Hitchcock”. E ele, “pode crer”. E um segundo depois já emendou o que viria a ser o refrão: “Eu tô de bode/ Revendo Hitchcock”. No dia seguinte esbocei uma letra e mandei por email pro Mario e pro Ademir (que nem sabia direito da história ainda). A idéia era que os dois a melhorassem. Mas o maluco do Mario musicou a letra, do jeito que eu mandei, naquela tarde mesmo. Ficou do caralho. Um rockzinho swingado, contagiante.

 

Postal

Daqui a 30 anos, digamos,
que alguém leia este poema.
Todos os pequenos laços
que o ligam ao mundo
fora dele e à vida de um
poeta fudido entre milhões
de pessoas lugares motivos não estarão
mais aqui para socorrê-lo.
Daqui a 30 anos a coisa
será somente a coisa mesmo.
Uma cápsula amputada do tempo,
um bife arrancado do amor.

(in Garagem Lírica)

 

Mapas

Mapas malucos em muros úmidos.
Bolhas num adesivo.
Dedo cortado por uma página.
O espanto é um bairro
no olhar do meu filho.

“Não se salva um navio
não o construindo.”
Cicatrizes mudas
no braile do carinho.

As janelas dos carros
fatiando meu reflexo.
Um esguicho de música
no cofre do ouvido.

(in Garagem Lírica)

 

Robert Creeley Band

Monga, a mulher-gorila:
na dúvida, rindo da vida;
aqui, grudada no corpo,
como uma calça jeans
encharcada de chuva –
a preparação do salto
na cabeça do cervo morto.

A musa fatiada na véspera
do mágico. E o jeito encantador
com que a executiva
mexe o canudo
no copo de suco.

Na quermesse dos sentidos,
onde a noite troca de pele
com o dia – O céu esfolado,
anjos em velocípedes –
A esfiha que sobra
na lanchonete que fecha –
Onde o espanto
lustra seus rifles.

(in Garagem Lírica)


 

Sinopse

Canetas que falham ao lado do telefone.
O baque das havaianas na escadaria.
O labor sigiloso de um poema.
Um gemido de geladeira
nalgum ponto perdido do dia.

Um copo que nosso brusco
e cômico malabarismo
evitou que se quebrasse.

(in Orfanato Portátil)


 

Matinê

Às vezes saio do cinema
E me ponho a andar
Cartografias pessoas
Apenas olhar
Ter a leve impressão
De que a cidade está grávida
De um outro lugar

(in Orfanato Portátil)


 

Exile on Main Street

O balde azul claro. O velho quintal.
O cabeçote sujo da memória.
Um filme que se soletra, a tacape, desde o fim.
Forte apache. Benflogin. A lisura do serviço.
Que ser moderno, meu bem, dá nisso.
Poemas sóbrios, beges, concisos.
E evitar no poema palavras como: Bugiganga.
220 volts. Rick Wakeman é o Olavo Bilac do rock.
Nem todo perna de pau tem seu dia de craque.
Estelionato. Western Spaguetti. Birra de criança.
Charme incerto de forasteiro, baby.
Que o cachê cobre a fiança.

(in Orfanato Portátil)

 

entrevista resgatada, por estar perdida no meu antigo site, para comemorar o lançamento e re-lança dos livros de Montenegro; os poemas e mais informações no seu blog http://tranqueirasliricas.wordpress.com

Para desconcertar Segunda-Feira, Desconcertos de Poesia

7 de maio de 2012

Os Desconcertos de Poesia acontecem há alguns anos, em espaços charmosos e importantes da cidade de São Paulo, como na Praça Roosevelt, junto com o Sebo do Bac, na Casa das Rosas na Avenida Paulista, na Coletivo Galeria, em Pinheiros, onde eu, Claudinei Vieira (escritor) tive a honra e o enorme prazer de convidar e conviver e compartilhar o melhor e a mais vibrante literatura contemporânea brasileira. Muitos autores, de prosa e poesia, muita música, bastante cerveja, muita energia e beleza correu e aconteceu pelos Desconcertos.

Estivemos tranquilos, eu e meus desconcertos, durante um tempo. Nem por isso a Poesia deixou de acontecer, nem os artistas, músicos e poetas deixaram de fluir seu trabalho. Pelo estímulo de vários e talentosíssimos amigos e escritores, e para acompanhar o que está acontecendo de mais estimulante neste exato momento, bem a nossa volta, os Desconcertos estão voltando.

Para hoje, 07 de maio, segunda-feira, os desconcertamentos serão com poetas Marcelo Montenegro, Paula Klaus, Adriana Brunstein, Luana Vignon, Ana Rüsche, Lilian Aquino, mais a presença da banda ‘Fábrica de Animais’, mais a acolhida sempre cálida e meiga do pessoal e da Luciana, da Coletivo Galeria.

Cerveja, poesia, música, energia, amigos. Desconcertos de Poesia.

Eu costumo dizer que os Desconcertos não são um evento, e sim uma experiência. Pode ser pretensão minha, embora também pretenda que vários dos que participaram concordem comigo. De qualquer forma, não é necessário acreditar em mim, a priori. O convite é para que venha vivenciar conosco essa experiência de Poesia e comprovem essa impressionante troca de energia.

DESCONCERTOS DE POESIA NA GALERIA

Dia 07 de Maio, 20:00 hs
Coletivo Galeria
Rua dos Pinheiros, 493, São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje é dia de Baianas!

10 de fevereiro de 2012

da divulgação: “Com o lançamento de ”As baianas” (Casarão do verbo, 2012), seis escritores envolvem o leitor com histórias que apresentam vigorosas personagens femininas, oriundas de seis bairros soteropolitanos: Barris, Cabula, Vitória, Lapinha, Ribeira e Ondina.

O projeto, inspirado no célebre livro de Sérgio Porto, “As cariocas”, passa longe de uma simples reverência ao famoso cronista e escritor. São seis olhares distintos sobre cenários e personagens igualmente peculiares, e com a dicção e o estilo de seus autores, bem diferentes entre si e ainda mais de Sérgio Porto. Não podia ser diferente, afinal de contas quase meio século separa um livro do outro, e como disse Camões: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Se o leitor não é o mesmo de duas gerações atrás, também os livros tiveram que se adaptar aos novos tempos.

Em “As baianas”, a mulher baiana comparece sem apelos de caricatura e estereótipo. Antes de tudo, são mulheres diversas. E esta diversidade escapa dos relatos e alcança a capa, em duas versões, para o leitor escolher a que está mais de acordo com a sua expectativa e a sua vontade.

as 'baianas': Carlos Barbosa, Elieser Cesar, Gustavo Rios, Lima Trindade, Mayrant Gallo, Tom Correia

Integram o volume: Carlos Barbosa (A putinha da Vitória), Elieser Cesar (A guerreira da Lapinha), Gustavo Rios (A noivinha do Cabula), Lima Trindade (A piriguete de Ondina), Mayrant Gallo (A Bonnie dos Barris) e Tom Correia (A santinha da Ribeira). 152 páginas de puro deleite e literatura! Uma variedade de enredos e ângulos, dos quais emerge uma Salvador extremamente contemporânea, urbana e repleta de singularidade, sob o olhar de seis escritores seduzidos por suas personagens.

A orelha é do jornalista Xico Sá, e o posfácio ficou a cargo do escritor e presidente da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa. O volume inclui ainda um breve ensaio fotográfico em P&B, assinado por Gal Meirelles. São seis imagens, cada uma abrindo um dos contos.

LANÇAMENTO
As baianas
10 de fevereiro (sexta-feira), 19h
Livraria Cultura (Shopping Salvador)

As portas do Bullier se abrirão depois das nove horas, 21 de outubro.

5 de agosto de 2011

New York Comic Con Meet-up

4 de fevereiro de 2009

Nesta sexta-feira, dia 7 de fevereiro, começa a mais badalada convenção de fans de histórias em quadrinhos, a Comic Con de Nova York, reunindo produtores, leitores, desenhistas, artistas em geral, nerds, geeks, interneteiros e todo o universo que transita pelos comics-gibis! Vamos?

Pena que justamente neste dia terei um compromisso inadiável ali por perto, em Pindamonhangaba… Mas não deixo de registrar, faço questão de destacar, a beleza desse convite! Tentei encontrar o artista responsável, porém não encontrei seu nome (tá, tudo bem, também não fiz assim um Enorme trabalho para encontrá-lo, mas pô eu acho que tinha de estar em destaque fácil).

normal_nyccparty_flyer

Hosted by iFanboy, ROFLThing, 1UP and Popgun Who: Internet superstars and hosts of Revision3’s weekly comic book show iFanboy: Conor Kilpatrick, Ron Richards, and Josh Flanagan; Tim Hwang, founder of ROFLCon, the world’s greatest Internet culture conferences, Garnett Lee, editor of 1UP and Mark Andrew Smith & Joe Keatinge, editors of the Harvey Award Winning Popgun Anthology published by Image Comics. Featured attendees also include: Christian Beranek, writer, Disney’s Kingdom Comics; Paul Cornell, writer, Marvel Comics’ Captain Britain & MI13 and television writer, Dr. Who and Robin Hood; Mike Norton, artist, Green Arrow & Black Canary and Trinity; Tom Katers, co-host, Around Comics and host, Tom vs. The Flash; Meredith Gran, writer, Octopus Pie; Jonathan Rosenburg, creator, Goats; Scott Kurtz, creator, PvP; Brad Guigar, creator, Evil Inc; Robert Khoo, business manager, Penny Arcade; Neil Kleid, cartoonist, RANT Comics, Action Ohio, The Chemistry Set; Wes and Tony, Amazing Superpowers; Scott Ramsoomair, cartoonist, VG Cats; Johnny Johnny, Tiki Bar TV; and more to be announced! What: Meet-up with iFanboy, ROFLThing, 1UP and Popgun during New York Comic Con! You’re invited to mix and mingle with Comic Book creators, fans and Internet celebrities as they experience Comic Con. Find out the latest happenings from the Con and all things entertainment—and share a beer with the hosts and creators, too. When: Saturday, February 7 7:00 p.m. – 10:00 p.m. Where: Stitch Bar & Lounge 247 West 37th Street Between 7th and 8th Avenue New York City

tempo instável, watchmen, de modo geral, e outras notas desconcertantes por aí

13 de janeiro de 2009

 

Editora Record entra na dança dos quadrinhos

Quem dá o toque é Odair Braz Jr. no seu blog V-oitão. A Record, que até hoje publicou pouquíssimo coisa de quadrinhos e de forma esporádica (dá para lembrar do Asterix, claro, do Artemis Fowl) resolveu investir mais fundo na área de quadrinhos e vai começar a trazer algumas coisas interessantes.  Por enquanto, bem devagar e muito timidamente, meio que sondando o terreno, me parece.  Entre algumas novidades, Odair cita: 

“-Adaptações para o mangá da obra da escritora Meg Cabot (inclui as continuações de Avalon High e Sorte ou Azar?)

-Adaptação para os quadrinhos da série Jovem James Bond. O primeiro volume será Missão Silverfin. Arte de Kev Walker.

-Graphic Novel da história de (baseado na história da artista Alice Prin, que recebeu o apelido de Kiki de Montparnasse e conviveu com diversos artistas na França dos anos 20).

   kiki  kikicomics

-Série de mangás adaptando a obra de Shakespeare. Começa com Hamlet (que sai na Bienal 2009) e haverá ainda Sonhos de Uma Noite de Verão e Romeu e Julieta. Mais para o fim do ano sai Ricardo III e A Tempestade.

-Prince of Persia, que é a adaptação para as HQs da série de games com o mesmo nome. Sai junto com o filme, no início de 2010.

Ainda há outros títulos em processo de assinatura de contrato.”

Como disse, timidamente, e muito longe do peso que a Companhia das Letras anunciou para esse ano. Mas é um começo. Só esperemos que eles se entusiasmem e tragam logo obras mais densas (os quais espero que estejam entres títulos em aberto). Possibilidades não faltam.

NINJA ASSASSIN

Filme que está sendo filmado agora, badalado e bastante comentado, significando que o departamento de marketing de Hollywood continua a toda. Neste caso, nada disso havia me influenciado. Não vou falar da história, pois realmente não interessa, coleção de clichês de filmes de kung-fu, máfias chinesas, vinganças e tudo o mais. Tem o fato de estar sendo dirigido por James McTeigue e produzido pelos Irmãos Wachowski, a mesmíssima equipe do ‘V de Vingança’, o que para alguns pode até servir como incentivo, mas para mim só piora a situação (já disse por aqui o que penso do tal filme do ‘V’). 

Portanto, foi com certo desprezo que acabei vendo este vídeo, que mostra as sessões de treinamento das lutas, e a coreografia dos dublês. Não faço a menor ideia do que vai acontecer no filme quando for lançado (ainda sem data marcada, sabe-se somente que vai ser para este ano), mas este vídeo é uma pequena joia. Muito bem montado e editado, ótima trilha musical, passa muito bem a noção de que aqueles movimentos (ainda sendo moldados e experimentados), serão parte de cenas editadas e produzidas de um filme pronto. Pela coreografia vemos como algumas lutas, socos, pontapés, brigas de espadas são realizados com os atores bem distantes entre si, mas nunca perdemos a ilusão. Inclusive, alguns momentos são tão bem sincronizados que, apesar de sabermos que é tudo ensaio, nos espantamos que alguns rostos, costas e pernas não sejam completamente quebrados.

Vale a pena ver. De repente, pode ser a melhor coisa do filme todo. 

– Trailer japonês de WATCHMEN

Este é outro filme cuja ansiedade em assistir está deixando muita gente de cabelo branco antes do tempo. E aí as apostas estão altíssimas, e não há meio-termos: ou será um filme do século ou Roubada Descomunal. Tudo o que está sendo veiculado e divulgado aponta tanto para um lado para o outro. As cenas vistas são de espantar os olhos e impressionar fortemente. Por outro lado, os problemas com a produção (com os produtores, mais especificamente) sempre deixa a sensação incômoda de querer saber o quanto o diretor Zack Snyder teve que ceder ao moralismo e à covardia hollywoodiana (as questões sobre o final da lula gigante já são famosas, até meio batidas). 

Seja lá como for, o resultado um dia veremos. Por enquanto, tem esse trailer japonês que já está circulando há algum tempo e é simplesmente o melhor trailer de Watchmen já produzido até e um dos melhores que eu já assisti. Emocionante e instigante. 

tempoinstavell

tempo-instavelÉ hoje, o esperado lançamento do ‘Tempo Instável‘. Já falei desse cd por aqui, não vou ficar me repetindo. O que fica repetindo em meu computador é o próprio, devo ter enchido o saco da minha família, pois de vez em quando não aguento e tenho que colocá-lo no volume máximo. Eles até que são tolerantes, mas concordo que ouvir as mesmas músicas em altíssimo som pela trigésima em um mesmo dia pode irritar um pouco. A eles, quero dizer.

Hoje, não vai ter problema com a altura do som. Nem com a qualidade da música, com a perfomance dos músicos, com o show em si. É só preciso prestar atenção neste detalhe fundamental: como o Mário Bortolotto justificadamente lembra é sempre muito difícil reunir todos os integrantes dessa banda, pois todos possuem seus próprios trabalhos individuais e stão sempre correndo de um lado para o outro.

Em outras, e claríssimas, palavras: não haverá outra apresentação desse banda, pelo menos nada em vista. Portanto, se perder hoje, perdeu.

A banda ‘Tempo Instável’ é Mário Bortolotto (vocal), Marcello Amalfi (guitarra e trompete), Fernando Miranda (piano e teclados), Caçarola (baixo), Conrado Maia (bateria).

Hoje, terça-feira, 20h30

Lançamento do CD “Tempo Instável”

Sesc Vila Mariana – Auditório, Rua Pelotas, 141 –

R$ 12,00 – Inteira / R$ 6,00 – estudante, usuário matriculado no SESC e dependentes / R$ 3,00 – trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes

——

e-flyer-geralAmanhã, no Rio de Janeiro, acontece o ‘DE MODO GERAL‘. E quem convida é o caríssimo Paulo Scott. Fala Scott:

“Caros, prezados, queridos amigos, aviso em cima da hora porque a vida tem sido um trânsito só, este é o DE MODO GERAL (Cinematheque, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil), invenção articulada em outubro do ano passado (e anunciada no início de dezembro); claro, o objetivo é a diversão, mas também evidenciar as coisas mais legais que vem acontecendo no Brasil (e no mundo) e, no final de cada noite, já que é verão na cidade maravilhosa, dançar sob trilhas de primeira. Apareçam, divulguem. 

Bom 2009. 

Paulo Scott. 

Aí, então: 

>>>> DE MODO GERAL : REVISTA AO VIVO DE COMPORTAMENTO BRASILEIRO <<<< 

Crônicas sem rodeio sobre LITERATURA, MÚSICA, HQ E CINEMA, entrevistas, discotecagem lado A e lado B, opiniões, twitter, vídeos inusitados. Tudo isso num clima de sala de redação, com os colunistas Rodrigo Penna, Flu, João Paulo Cuenca, Allan Sieber, Paulo Scott e Arthur Dapieve (que passará a integrar o cast a partir de fevereiro), percorrendo, quinzenalmente, as atualidades e idiossincrasias do cenário cultural (e antropológico) brasileiro com humor e ironia. E ainda: show com bandas brasileiras, performances-relâmpagos e, depois de tudo, festa sob a regência sonora dos seis colunistas. 

Os convidados desta primeira noite, dia 14 de janeiro, serão: 

Banda LEME

Fausto Fawcett

Márcio André (e suas polifonias para violino e processamento eletrônico)

Rogerio Skylab (entrevista)

Mr. Baratos da Ribeiro Maurício Gouveia (mostrando os dez melhores vinis dançantes da sua coleção)

SERVIÇO

Quando : 14/01

Onde : Cinemathéque

Horário : a partir das 20h30

Ingressos : 20 reais

Lista amiga : 15 reais

demodogeral@gmail.com

pscott@terra.com.br

http://pauloscott.wordpress.com”tempos

No Rio, hoje, Confraria do Vento promove o ‘Zonas de Exclusão’

10 de janeiro de 2009

 

zonas3

O evento ZONAS DE EXCLUSÃO: OUTROS SUBÚRBIOS, idealizado pela Confraria do Vento, será um encontro de escritores e pensadores que terá como foco a discussão e a proposta de novos olhares sobre a produção cultural e literária do subúrbio, através do questionamento de como ela é vista e como se vê perante preconceitos, estereotipagens e outras exclusões. Este encontro será realizado no próprio subúrbio, na biblioteca municipal de Irajá − bairro onde foi fundada a Confraria do Vento −, em um intuito de deslocar a discussão de onde ela comumente se dá, em meio a diversos tipos de afastamento, e levá-la para o espaço que a originou.

PROGRAMAÇÃO 

13h30 A CIDADE INVISÍVEL: O SUBÚRBIO FORA DOS DETERMINISMOS

Paulo Lins, Paulo Scott, Marcelo Moutinho, Berimba de Jesus

Mediador: Clóvis Bulcão

15h30 COQUETEL 

16h00 O FIM DA FRONTEIRA: PROPOSTAS PARA UM SUBÚRBIO ALÉM DO SUBÚRBIO 

Joel Rufino dos Santos, João Carlos Rodrigues, Julio Ludemir, Paulo Roberto Tonani do Patrocínio

Mediador: Victor Paes

18h00 ENCERRAMENTO 

10 de janeiro − sábado

Biblioteca Municipal de Irajá

Av. Monsenhor Félix, 512 − IrajáTel: 3351-4389

(em frente à saída da estação do metrô Irajá)

Bota-fora literário do ano!

17 de dezembro de 2008

convite-sabado

Ao último Desconcertos do Ano!

11 de dezembro de 2008

convite1Celebrar a Poesia.

O evento lítero-poético-musical do ano. Para desopilar o fígado, desobstruir o coração, lavar a alma. E tomar cerveja.

Uma grande reunião de amizade, literatura, música, poesia, fotografia, arte do que de melhor está rolando pela cidade de São Paulo. Pode vir, abrir os livros, folhear e ficar à vontade no Sebo do Bac; pode vir, ver, ouvir e compartilhar desse momento de pura celebração pelo Desconcertos-bota-fora-do-ano.

Autores e artistas confirmados (até o momento): Luana Vignon, Ricardo Carlaccio, Mário Bortolotto, Dani Angelotti, Mariana Leme, Yara Camillo, Paula Klaus, André Kitagawa, Sérgio Mello, Flávio Vajman, Pierre Masato, Régis ‘Trovão’, Walter Figueiredo, Carlos Carah, Ademir Assunção,

– E, claro, estarão ali, prontinhos para serem autografados, os exemplares do livro ‘Desconcerto’, contos de Claudinei Vieira!

DESCONCERTOS DE POESIA NA ROOSEVELT

dia 20 de dezembro, sábado, a partir das 15:00 hs

Sebo do Bac, Praça Franklin Roosevelt, 124 – Centro

A musa chapada na galeria, hoje; O desconcerto na mercearia, amanhã!

8 de dezembro de 2008

convite-mercearia1carah-convite

Giovanna Batini, Wilson Neves, Edson Tobinaga

7 de dezembro de 2008

giovanna-batini1wilson-neves1edson-tobinaga1

Acho que vai demorar muito para esquecer a expressão das pessoas quando acabou o recital do Desconcertos na Paulista, com a Giovanna, o Wilson e o Tobinaga. Havia um misto de incredulidade (‘como assim? já acabou?!’), e o desejo de mais, que continuasse, mais música, mais texto (houve quem sugerisse que eles bisassem a apresentação).

Gratificante e lindo. Posso dizer, com orgulho e sem falsa modéstia, que fui eu quem sugeriu que os textos e a presença da Giovanna Batini tinham tudo a ver e fariam uma mistura fantástica com os sons e os improvisos profundamente pessoais das flautas e clarineta do Wilson e o violão do Tobi. E eles concordaram e corresponderam à expectativa. Ou não. Na verdade, foram além do que eu esperava e, pelo que vi, de todos os que assistiram.

Alguns ajustes necessários (afinal de contas, foi a primeiríssima vez que se apresentaram em público) e podem ter certeza que no ano que vem essa formação se repetirá, dando oportunidade para que mais pessoas possam apreciar uma das apresentações lítero-musicais mais bonitas dos últimos tempos.

Enquanto isso, algumas fotos no Fotoblog do Desconcertos (http://www.flickr.com/photos/desconcertos/), sempre lembrando que estas fotos são sempre no sentido de registro visual de momentos especiais, sem pretensão (ou ilusão) de arte fotográfica.

VAleu.

O que vai pegar

5 de dezembro de 2008

convite-rave-2008Prestenção: prepare-se o espírito, a disposição, e o fígado. Artes, literaturas, grandes amigos, grandes cervejadas, música, poesia, vinho. Tudo no mais alto grau possível. Explosões de criatividade, beleza, arte.

Para começar, tem o espetáculo ‘Mulheres, bobeiras e um ataque de risos‘, na sexta, sábado e domingo (clique nas figuras para aumentá-las).

No sábado, amanhã, dia 06, começa a Rave Cultural na Casa das Rosas, as 17:00 e continua até as 05:00 da manhã de domingo, veja aí o convite para ver o que vai rolarcartaz_mulheres. Mais especificamente, terei o prazer e o orgulho de realizar o evento que abre a Rave, com o Desconcertos na Paulista, com a escritora sem-titulo-2Giovanna Batini, acompanhada da clarineta do Wilson Neves e do violão do Edson Tobinaga.

Na segunda-feira, dia 08, tem a abertura da exposição do Carcarah e o lançamento do livro ‘Musflyer-ademira Chapada’, do Ademir Assunção e Vicente Pietroforte, com ilustrações do Carcarah, no Coletivo Galconvite-merceariaeria.

Na terça-feira, dia 09, terei o prazer de receber os amigos na segunda edição do lançamento do meu livro, na Mercearia São Pedro, onde estarei autografando exemplares, tomando umas e outras, batendo papo com os amigos, tomando mais algumas e autografando mais outros. Só espero (à certa hora da noite) não estar autografando garrafas e bebendo livros (admito que possa ser uma possibilidade), mas o Marquinhos da Mercearia não vai permitir, tenho certeza.

A Musa chapará na Galeria

4 de dezembro de 2008

O Ademir conta a história mais ou menos assim. O Antônio (o Pietroforte) havia lhe sugerido montar um livro com poemas de ambos tendo como tema drogas. A princípio, Ademir não teria ficado muito entusiasmado com a idéia, não conseguia configurar direito como seria esse livro. A coisa bateu, ele só sentiu o baque, quando Pietroforte falou o título: ‘A Musa Chapada’.

musa-chapada‘A Musa Chapada’!

Convenhamos. Já é um título por si poderoso, que pode originar tremendas viagens, sensoriais e literárias. No entanto, e claro, é necessário ter pessoas de envergadura para toma-lo em mãos e fazer jus as suas possibilidades. Foi na hora que ouviu esse título que Ademir disse ‘É isso!’. E desenrolou-se um processo magnífico, pois foi de extrema naturalidade chamar o Carcarah para fazer as ilustrações, há tempos existia a vontade de fazerem um trabalho em conjunto, só não tinha surgido o lance perfeito. Esse é o lance. E o projeto engrandeceu-se ainda mais, pois é claro que haveria de ser a Demônio Negro para publicar esse livro, também naturalíssimo que Vanderley Mendonça fizesse parte desse processo, fosse um dos seus protagonistas. 

E é dessa forma que, chegado dezembro, praticamente nos últimos minutos do segundo tempo da pelota, acontece o que promete ser um dos mais importantes lançamentos literários do ano.

Portanto, para tal livro, um evento comparável. Para o lançamento, abertura da exposição do Carlos Carah, o Carcarah, incluindo essa ilustração que se tornou a capa, além de pocket show do Saco de Ratos Blues. Tudo isso na segunda-feira, dia 08 de dezembro, a partir das 20:00 hs, na COLETIVO GALERIA (Rua dos Pinheiros, 493 – Pinheiros tel 11 – 3083-6478).

Em Porto Alegre, hoje tem poesia ibero-americana

3 de dezembro de 2008

Casa de Cultura Mario Quintana
convida para
Vozes Poéticas Ibero-Americanas
Sessão de leitura de poesia
e
Mostra Ibero-Americana de Poesia Visual
Coordenação e curadoria
PAULO  BACEDÔNIO
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008, às 19h
Parceiros Culturais
Acervo Mario Quintana/CCMQ
Instituto Cultural Português
Casa do Poeta Latino-Americano

**********

Casa de Cultura Mario Quintana
invita para
Vozes Poéticas Iberoamericanas
Sesión de lectura de poesía
y
Muestra Iberoamericana de Poesía Visual
Coordinación y curaduría
PAULO  BACEDÔNIO
Miércoles, 3 de Diciembre de 2008, a las 19 horas
Apoyos Culturales
Acervo Mario Quintana/CCMQ
Instituto Cultural Português

Casa do Poeta Latino-Americano

ccmqAcervo Mario Quintana – Mezzanino
Casa de Cultura Mario Quintana
Rua dos Andradas, 736 – Centro
Porto Alegre – Rio Grande do Sul
Brasil

 (ps. uma pequena nota pessoal: apesar de ter ido várias vezes a Porto Alegre, e admirar o sentido e o prédio da Casa de Cultura Mário Quintana, e desejar não só visitar mas participar, assistir, a algum evento, só fiquei nisso, nunca aconteceu de eu me acomodar e fluir o momento. tenho que consertar isso, qualquer dia desses…)

Desconcertos na Paulista – Especial Rave Cultural na Casa das Rosas – com Giovanna Batini, Wilson Neves e Edson Tobinaga

2 de dezembro de 2008

convite-rave-2008O Desconcertos na Paulista deste sábado, dia 06 de dezembro, 17:00, na abertura da RAVE CULTURAL NA CASA DAS ROSAS, celebra a apresentação inédita de improvisos de letras e sons, a partir da bela prosa poética da escritora Giovanna Batini acompanhada da música e melodia de Wilson Neves (clarinete, flauta), e de Edson Tobinaga, (violão clássico, percussão). Literatura, prosa, poesia, música, se misturando e reinventando para proporcionar uma experiência sensorial única e emocionante.

Giovanna Batini, nascida e criada em São Paulo, cresceu em meio aos livros de seu pai escritor, formou-se em Marketing, mas sua paixão pela literatura a fez retomar a faculdade. Agora estudante de letras, escreve para os blogs: http://www.madamemim.zip.net e http://www.soprodamorgana.com.br e tem em seu PC um romance sendo finalizado e outro iniciado.

Wilson Neves é artista plástico, webdesigner, músico. Autodidata em todas suas manifestações artísticas, evoluiu do lápis e papel para o computador como suporte e ferramenta de criação. Ilustrador dos escritores: Lima Trindade, Sandro Ornellas, Yara Camillo, etc. Webmaster da revista digital VERB021.

Edson Tobinaga é compositor, músico e arte-educador; autor da música original para as peças “Play Strindberg” e “Hilda Hilst – Noviciado da Paixão”, ambas de 2008.

RAVE CULTURAL 2008

Casa das Rosas completa quatro anos e se consolida como pólo de difusão da poesia e literatura

Lanny Gordin, Neuza Pinheiro, Madan e Quarteto Kroma se apresentam durante a noitada. São nada menos do que 12 horas de programação gratuita, que começa no dia 6 de dezembro, às 17 horas, e segue pela madrugada do dia 7 até as cinco horas da manhã.

A Rave Cultural foi criada pela Casa das Rosas para comemorar, todos os anos, o aniversário de sua transformação em Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Em sua quarta edição, o evento traz uma programação voltada inteiramente à poesia, com shows, recitais e projeções. “Seguindo a linha de atuação pluralista do espaço, foram convidados para esta edição artistas muito respeitados que se mantêm um tanto distantes dos holofotes da mídia. Esta é a nossa missão: abrigar todas as tendências poéticas e artísticas e iluminar o que há de bom se escondendo por aí”, diz Frederico Barbosa, diretor executivo da Poiesis, Organização Social que administra a Casa das Rosas, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura.

O lendário Lanny Gordin, que se apresentará com sua banda às duas e meia da manhã, é a principal atração da noite. No início dos anos 70, Lanny era a grande sensação da guitarra no país. Escolhido pelo maestro tropicalista Rogério Duprat para gravar a maioria de seus arranjos e experimentações de estúdio, Lanny também era disputado por astros da MPB e do pop nacional – de Elis Regina a Erasmo Carlos, numa lista que ainda passa pelo soulman Tim Maia, Gal Costa e Jards Macalé.

Quem gosta de ler poemas poderá subir no palco para ler textos próprios ou de outros autores no Saraokê, e ainda acompanhado por um time de músicos que farão um fundo musical para as leituras. O músico Madan, que transforma poemas em belas canções, fecha a noite com um show às 4 da manhã. José Paulo Paes, Haroldo de Campos, Ademir Assunção e Arnaldo Antunes são alguns dos poetas que já tiveram seus versos cantados por Madan. Uma mostra com filmes baseados nas obras de William Burroughs, Andy Warhol e Derek Jarman e um recital de poesia erótica também fazem parte da programação.

A festa atravessará a madrugada, celebrando a poesia e a vitória de quatro anos dedicados à difusão da literatura no Brasil. “Com o trabalho desenvolvido nesses quatro anos, a Casa das Rosas tornou-se um dos principais espaços culturais de São Paulo e um pólo de difusão da poesia e literatura brasileira e internacional”, celebra Claudio Daniel, diretor adjunto da Casa das Rosas.

Confira a programação:

 

17h

Desconcertos na Paulista

Coordenação: Claudinei Vieira

Convidados: Giovanna Batini, escritora acompanhada dos músicos Wilson Neves (clarineta e flauta) e Edson Tobinaga (violão e teclado)

Entrevista pública com prosadores contemporâneos em que cada convidado lê um texto de algum autor que o tenha influenciado, além de um texto próprio e de um autor novíssimo.

18h

Show com o quarteto Kroma

Com Heraldo Paarmann, Alexandre Spiga, Alexandre de Orio, Igor de Bruyn

O quarteto Kroma tem como proposta desenvolver a música de câmara com quatro guitarras, executando obras eruditas e populares.

20h

Recital de poesia erótica

Com Glauco Mattoso, Luiz Roberto Guedes, Antonio Vicente Pietroforte e outros

21h30

Show com Neuza Pinheiro

Neuza Pinheiro – violão, viola e voz; Tonho Penhasco – violão e guitarra; Ronaldo Gama – baixo; Mauro Sanches – percussão

Neuza Pinheiro é cantora, compositora e poeta, interpretou músicas de Arrigo Barnabé e integrou a banda Isca de Polícia, de Itamar Assunção. Em 2007, lançou seu primeiro CD, Olodango.

23h

Saraokê

Com Frederico Barbosa, André Parisi, Calê Narman e André Kurchal

Recital aberto ao público, em que os participantes lêem poemas de outros autores ou textos próprios, com fundo musical ao vivo, escolhido pelo leitor.

0h30

Live performance e música lounge

Live performance com o VJ Fábio Vietnica e música lounge para dançar no hall da Casa das Rosas.

2h30

Show com Lanny Gordin Trio

Lanny Gordin, guitarra; Guilherme Held, guitarra; Fábio Sá, baixo; Zé Aurélio, percussão

Nascido em Xangai, na China, em 1951, Lanny foi considerado o “Jimi Hendrix brasileiro” nas décadas de 1960 e 1970, devido ao seu estilo ousado e agressivo. Na década de 1990, Lanny foi redescoberto e transformado em ídolo cult, realçando ainda mais o fato de que a boa música brasileira precisa ser resgatada.

4h

Madan, no show ‘A ópera do rinoceronte’

Neste show, o compositor, cantor e violonista paulistano Madan (violão e voz) mostra composições de seus quatro CDs lançados. No repertório, parcerias com Arnaldo Antunes, José Paulo Paes, Adélia Prado, Ademir Assunção, Frei Betto e Haroldo de Campos.

* Todos os shows serão abertos com leitura de poemas

RAVE CULTURAL 2008

Evento Gratuito

Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Endereço: Av. Paulista, 37, Bela Vista – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô

São Paulo – SP

Tels: (11)3285-6986 ou (11) 3288-9447

http://www.poiesis.org.br

Estacionamento conveniado PATROPI: Al.Santos, 74

Alguns toques desconcertantes

2 de dezembro de 2008

grumos_02Somente alguns toques (alguns já prementes, inclusive), infelizmente sem chance para poder comentar cada um com a atenção e a profundidade merecidas (é o que dá ter tanta gente boa, tantos amigos talentosos, fazendo coisas tão bacanas) (e em geral coincidindo quase tudo no mesmo período de tempo…), mas para registrar e não deixar passar totalmente em branco.

Toques já atrasados, também. Já faz um tempo saiu a edição de 2 anos do maior frequentador de botecos etulipiolasanha11 camarada de bebidas e xavecador fracassado, o Tulípio, mas como já disse não posso simplesmente deixar de citar. Não faço a menor idéia se ainda é possível conseguir um exemplar, duvido muito, mas não custa prestar atenção no seu bar preferido e ver se algum bêbado esqueceu em cima da mesa. Assim tal e como a última edição da revista eletrônica Lasanha (http://www.revistalasanha.bravehost.com/) capitaneada pelo escritor multi-instrumentista MaicknuclaR que sempre consegue montar um time de escritores e um impressionante material de leitura.

GRUMO   Paloma Vidal avisa da Grumo, a publicação que realiza com garbo e beleza uma ponte impecável entre línguas e culturas tão próximas e, ao mesmo tempo, com distâncias tão incríveis (claro, não estou falando de distâncias físicas, não são metros ou quilômetros), postura assumida desde o início (‘Grumo es un proyecto que comenzó a gestarse en 2002 y que se piensa como un emprendimiento entre lenguas y culturas. Realizada entre Buenos Aires, Río de Janeiro y San Pablo, dedicó sus primeros números a la cultura argentina y brasileña. Nuestro último número y los siguientes, sin perder nuestro específico lugar de enunciación, abordaron y abordarán diferentes aspectos de la cultura latinoamericana). Paloma: “Esta edição traz poemas de solange rebuzzi e gabriela marcondes, um ensaio de magalys fernández pedroso, uma crônica de joca wolff e reseñas de daniel link e cátia dos santos”. O endereço é http://www.salagrumo.org/.

“Um show de música a partir da literatura”    Nesta próxima quarta-feira, vai acontecer uma interessante experiência de música e literatura. A escritora Maria José Silveira conta: “Na próxima  quarta-feira, dia 3 de dezembro, na Choperia do Sesc Pompéia, às 20 horas, vai ter um show de música a partir de um romance meu, ‘A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas.’ É de um grupo de pesquisadores e músicos que têm a proposta de montar shows a partir de obras literáiras, e para esse espetáculo, escolheram o meu romance. A entrada é franca pois eles contam com o patrocínio dos Correios.”

É interessante observar como vem crescendo essa tendência de aglutinar a palavra da literatura com a sonoridade da música e o visual do espetáculo. O que tem proporcionado algumas momentos extraordinários, realizados por gente do calibre do Ademir Assunção, do Marcelo Montenegro, do Marcelino Freire, do Chacal, e como também tenho tentado realizar igualmente, nos meus encontros Desconcertos de Poesia e como o que vai acontecer neste sábado na Casa das Rosas. Mais pra baixo, reproduzo o release desse evento na Choperia, mas já ficam aqui o meu prazer antecipado, os meus parabéns e a convicção de que iniciativas desse gênero ainda estão só começando

– E estou ouvindo. Em verdade estou praticamente viciado. De vez em quando, tenho que impor para mim: tempo-instavel‘não, não ouvir agora; vou deixar espaço para outros tipos de música, outros músicos; depois, eu volto, não se preocupe’. Mas, nem sempre me obedeço.

Fazia um bom tempo que eu não era tomado por uma composição musical tal como estou sendo agora (e posso contar nos dedos, os discos que realmente fizeram minha cabeça). ‘Tempo Instável’ reproduz boa parte das músicas que já ouvíamos pelos cantos de São Paulo, já estávamos embalados por esse som. Mas é impossível não se impressionar com a qualidade técnica e a artística, com essas letras francas e abertas, pura poesia urbana e moderna, essa mistura e essa aparente extrema facilidade com que eles mesclam jazz, blues, e rock.

Claro, se você não gosta de rock, nem de blues, e nem de jazz, é melhor nem passar perto.

Se trombar a qualquer com o Mário Bortolotto é só comprar direto com ele, sempre carrega alguns cds pelos bolsos do capote. Caso não, pelo Sebo do Bac, é igualmente tranquilo.

sesc-pompeiaDiálogos Sonoros – música e literatura
Com Susanna Ventura, Márcia Accioly, Clóvis Tôrres e Kátya Teixeira
 
Encontro com a escritora Maria José Silveira
 
Uma das escritoras brasileiras mais instigantes da atualidade, a goiana Maria José Silveira, com vasta obra publicada, escolheu para este diálogo trechos de seu livro Mãe da Mãe de Sua Mãe e Suas Filhas que serão lidos e comentados,  tendo como mediadora a professora de literatura Susanna Ventura
 
Curadoria e elaboração de textos
Márcia Accioly e Susanna Ventura
 
Direção Musical
Kátya Teixeira e Márcia Accioly
 
Susanna Ventura – leitura e comentários dos textos
Clóvis Tôrres – interpretação e diálogos
 
Músicos
Kátya Teixeira – voz, violão
Ricardo Vignini – violão e viola caipira
Cássia Maria – percussão e vocais
Produção
Andrea Gatto e Tôrres Produções Artísticas
 
Assessoria de Imprensa
Luciene Balbino
 
Realização
SESC/SP
Tôrres Produções Artísticas
 
SESC POMPÉIA
Choperia
Rua Clélia, 93
tel.: (11) 3871-7700
www.sescsp.org.br

Quarta-feira, 3 de deazembro, às 20h

ENTRADA FRANCA

Mariel Reis convida hoje (no Rio); Paulo Scott convidou ontem (em São Paulo)

29 de novembro de 2008

mariel-livroE nestas indas e vindas (devo voltar ao Rio passar o final de ano), vou acabar não prestigiando o lançamento do querido amigo Mariel Reis a se realizar neste simpático e militante espaço de livros, a Primavera dos Livros, ainda mais simpática e interessante por ser no Rio de Janeiro. Mariel é um escritor jovem que já possui uma forte e poderosa voz própria e está caminhando por uma literatura densa e extremamente significativa. Estou ansioso para ler este seu novo livro (“John Fante trabalha no esquimó“), sem contar que só com esse título já chama bastante a atenção!, já que não é possível ter nenhuma idéia do que virá em suas páginas. Só posso garantir que vai ser de qualidade, pode ter certeza. Vai ser hoje, dia 29, sábado, as 20:00.

Entre outras atividades da Primavera que vou perder, uma das mais sentidas é a mesa que vai acontecer as 14:00, sobre tradução literária. Não só pelo tema, instigante em si, mas pela presença da querida amiga, poeta e grande tradutora, Celina Portocarrero. Fica aqui meu abraço e um beijo de desconcertos.

– e ontem rolou o encontro com Paulo Scott dentro da programação do Vira Cultura, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Trago fotos e fotos que já estão no fotoblog do Desconcertos (http://www.flickr.com/photos/desconcertos/). Como sempre, é muito bom participar de eventos com estas figuras tremendas, o Scott, o André Sant´Anna, o Sérgio Mello, a Bruna Beber. Ainda mais que, logo antes, o Scott havia trazido um uísque para ‘esquentarmos’ a garganta. Evento literário precisa ser bem calibrado, como se sabe.

scott

Paulo Scott convida

27 de novembro de 2008

livraria-culturaSexta-feira agora, dia 28, terei o prazer inenarrável de participar de um evento organizado pelo escritor e poeta Paulo Scott, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Fico honrado não só por ter sido convidado por um camarada que admiro e respeito tremendamente, como estarei ao lado de umas feras, a brincadeira aqui não é pequena: além do Scott, o André Sant´Anna e Banda, a Bruna Beber, o Marcelino Freire, o Mauro Dahmer, e o Sérgio Mello. E este vosso desconcertado criado, claro. Será dia 28 / 11, sexta-feira, as 20:00, terá uma hora de duração, e a entrada é o simples prazer de querer entrar, isto é, é grátis.

Aliás, este é somente um pedaço do evento maior que a livraria montou para estes dias, começando as 09:00 da sexta e acabando as 22:00 do dia seguinte!, com dezenas de atividades, incluindo não só literatura, como música, cinema, dança. Tem maiores informações e programação completa aqui : http://www.livrariacultura.com.br/vira_cultura/index.asp.

– E este será o início de uns agitados e bem bacanas próximos dias. Desconcertos em atividade plena. Falarei com mais detalhes à frente, mas só para citar (e deixa-los prevenidos): no dia 06 de Dezembro, sábado, haverá a Rave Cultural na Casa das Rosas, e como nos anos anteriores, o Desconcertos na Paulista será muito especial: para este dia tive a idéia de convidar alguns artistas francamente muito bons e que não tinham se apresentado juntos, aliás, não se conheciam pessoalmente, pois eu sabia que a química entre eles iria funcionar perfeitamente. Portanto, para o Desconcertos do dia, haverá os textos e a interpretaconvite-rave-2008ção da escritora Giovanna Batini, acompanhados pela clarineta poderosa de Wilson Neves e o violão clássico de Edson Tobinaga. Será dia 06 de dezembro 08, sábado, a partir das 17:00, dando início à Rave Cultural, e como disse, voltarei ao assunto, mas aqui já posso dizer que pelo que vi dos ensaios dessa turma, esse Desconcertos será muito especial mesmo, aguarde-se. Só para ir instigando, veja-se a arte que o Wilson Neves montou para o convite! É só clicar na imagem para aumentar.

mercearia_sao_pedro– No dia 09 de dezembro, eu estarei na Mercearia São Pedro, realizando um segundo encontro e lançamento do meu livro ‘Desconcerto’. Na verdade, na verdade, eu sei, é só mais uma velha desculpa para ficar bebendo cerveja na companhia de amigos, em um lugar muito bacana e plenamente significativo da cultura e artes paulistanas, com o detalhe de que estarei com os livros a postos para vender e autografar. O convite é completamente válido não só para os que não foram da primeira vez, lá no Sebo do Bac, como também aos que já foram e já compraram, pois é lógico que podemos beber algumas garrafas, sem dor na consciência. (embora, é claro, se quiserem comprar mais exemplares, não serei eu a impedir!)

– E, logo mais, notícias sobre o último Desconcertos de Poesia na Roosevelt do ano, no Sebo do BAc. Aguarde-se.

Notas e fotos cariocas

27 de novembro de 2008

– O que trouxe: Eu sabia que, ao voltar do Rio, eu estaria trazendo mais coisas em minha bolsa do que levado. Foi o que realmente aconteceu. Trago um carinho muito grande, muitos sorrisos, gargalhadas e muitas boas cervejas em excelentes companhias, revi grandes amigos, renovei amizades, conheci vários novos amigos, vendi alguns livros, colhi simpatia, vi e convivi com pessoas muito bonitas, de feições, e belas, de coração. Faltaram várias pessoas que não consegui ver, espero corrigir a falta em breve, e choveu demais, o que é muito triste para uma cidade como o Rio. Mas, devo dizer, e acho difícil quem discorde, embora tanto paulistas quanto cariocas reclamem amargamente sobre chuva, bueno, nós já somos criados pela terra da chuvinha e dos dilúvios, com muito mais frequência e constância, do que os cariocas. Nós não gostamos nem nos acostumamos com isso, claro, no entanto, com certeza, a amargura carioca é bem maior.

Trouxe também livros. Márcio-André me passou seu ‘Ensaios Radioativos’ que fiquei lendo entusiasticamente na viagem de volta, vou acabar de ler para comentar melhor; trouxe também a revista da Confraria, um belíssimo trabalho de babar os olhos do pessoal da Confraria do Vento, do qual Márcio-André faz parte, que não tive oportunidade de ler quando eles a lançaram em São Paulo meses atrás. Trouxe o precioso volume de poesia da querida Elaine Pauvolid, o ‘Leão Lírico’, que estou degustando devagar, com muita calma, para que não acabe muito rápido. Trouxe também, diretamente do Rio, os quadrinhos ácidos, irônicos e absurdamente sensacionais do André Dahmer, ‘Malvados’, que sempre são bons de se ler diariamente em seu blog, e impressos acrescentam outro tipo de prazer sensorial.

pb240026pb240024pb230002

– Fotos do lançamento no FOTOBLOG DO DESCONCERTOS (http://www.flickr.com/photos/desconcertos/) que, como sempre digo, não conseguem nunca transmitir toda a emoção e sentimento da situação, principalmente pelo meu péssimo sentido fotográfico, mas servem como recordações e registro do momento. VAleu!

Lançamento carioca

22 de novembro de 2008

convite-11

‘Desconcerto’ traz pela primeira vez em livro os contos do escritor, poeta, resenhista e roteirista Claudinei Vieira.

Ao longo de mais de uma década, Claudinei tem publicado seus escritos, pensamentos e críticas principalmente pelos meios eletrônicos em importantes sites e blogs de literatura como Cronópios, iGLer, Paralelos – Globo Online, assim como o fundamental Capitu, e em dezenas de espaços virtuais. Observador fino da realidade, boêmio constante das noites e das histórias paulistanas, agitador cultural da metrópole, organizador de saraus, discussões e eventos literários que já fazem parte do calendário cultural da cidade de São Paulo, como os encontros com prosadores realizados na Casa das Rosas, na avenida Paulista, e com poetas no Sebo do Bac, na Praça Roosevelt, o autor não se preocupa somente em retratar uma visão.

Em cada conto, há a premeditação em desconstruir os enredos, em remontar a linguagem, em encontrar os pontos básicos em histórias e situações aparentemente banais e mostradas de uma forma que também aparentam uma extrema simplicidade. Só que para se perceba que dos detalhes, do extremo banalizado, existem possibilidades infinitas.

Desse modo, um copo quebrado por um garçom que assusta uma garota pode nos fazer pensar no sentido da vida, em conhecer uma bela história de amor, ou não provocar qualquer consequencia no cotidiano dos personagens ou no Universo. Um ladrão de galinhas pode conseguir comida para seus filhos ou ser morto pelo seu melhor amigo. Um delegado pode se intrometer na investigação do seu subordinado puxa-saco.

O tráfico de mulheres e crianças e a violência ao redor do planeta podem estar relacionados com a menina bonita que volta para as aulas ou com os urubus provocarem a verdadeira crise econômico-social no Brasil. Em outros tempos, um padre e um velho sábio discutem sobre religião e ciências, enquanto no centro da Amazônia uma televisão mostra as bundas do carnaval.

Em ‘Ônibus – IA’, conto premiado e publicado em caderno especial pelo jornal O Estado de São Paulo, a história de um cobrador de ônibus e a busca de sua própria condição literária são representativos do cuidado como o autor remontou, revisou e, em alguns casos, reescreveu estes escritos, para montar um volume único, uma obra com firme coerência interna, um belo desconcerto.

Como diz a escritora Márcia Denser em seu prefácio: “Assim é que com uma linguagem desprovida de emoção, uma linguagem fria – dos inventários, dos relatórios, onde não faltam cifras, números, estatísticas – o narrador se aproxima dos seus temas e personagens com um olhar paradoxalmente compassivo, humano, solidário, e este é o grande achado literário de Claudinei Vieira: a combinação da linguagem fria à visada quente, mixando imprevistamente objetividade e compaixão. Razão e sensibilidade. Pelas artes e manhas de uma poética extremamente original.”

DESCONCERTO, de Claudinei Vieira

Editora Demônio Negro

edição limitada e por demanda

20,00

 

Lançamento no Rio de Janeiro

24 de novembro de 2008 – 18:00 hs

Livraria Odeon

Pça Floriano 7 – Loja B – Cinelândia

Mezanino do Cinema Odeon Petrobras

Balada Literária

20 de novembro de 2008

Começa hoje. Saiba tudo, da programação, dos convidados, dos locais, endereços, e tudo, tudo, por aqui: http://www.baladaliteraria.org/2008/

Hoje, começa as 11:00, na Livraria da Vila, na homenagem à Tatina Belinky.

Salve, Marcelino!

Vivas, Maria Alzira.

Baladeemos, portanto.

balada_logo

O Cinema de F. W. Murnau: Mostra ‘Poemas Visionários’ no CCBB

19 de novembro de 2008

nosferatu22

Já faz um tempo, mas me lembro vividamente. A cópia que eu assistia naquele cinema decadente era péssima, o que apesar da expectativa acabou servindo para tornar ainda mais impressionante o preto-e-escuro. O preto era um negrume absoluto, fazendo com que o branco se destacasse mais ainda. Dessa forma, quando o Nosferatu se levanta do seu caixão-residência, o único que se via eram suas mãos, compridas e ossudas e o rosto. Foi a primeira vez. Mais tarde, em outras sessões com cópias bem melhores, percebi com ironia que a cor negra não era tão profunda assim, e nesta cena é possível ver o cenário que está em volta, o que me deixou um tanto quanto decepcionado: o efeito que eu tinha visto antes funcionava muito mais! Mas, claro, Murnau não podia prever o ‘efeito’ provocado por más condições de exibição.

De qualquer modo, Murnau me impressiona, mais especificamente com este ‘Nosferatu’ (junto com o ‘Gabinete do Dr. Caligari’, de Robert Wiene), foram os que me ensinaram o quanto a criatividade, originalidade, e inteligência, não são tributos de uma idade, nem de uma época. Ao contrário. Ao rever estes filmes, pode ficar impressionado (e eu fico sempre) com o quanto eles ainda podem nos ensinar e aos cineastas e espectadores atuais. Pois está tudo aqui, com toda a força e beleza, que na minha infância (e na cabeça de muita gente ainda hoje) parece tão inacreditavelmente moderno. Lembro também que naquelas sessões, eu não me continha e ficava pensando (´caramba, isso é um filme de terror mudo e funciona! é realmente aterrorizante, este vampiro impacta, e é filme mudo!’). Impressionaram a mim, como terror, tal como filmes policiais, de aventura, crítica social ácida, experimentalismos visuais e narrativos. Está tudo aqui.

O CCBB montou esta visão panorâmica do trabalho de Murnau, comemorando os 120 anos de seu nascimento, e é muito bom que esteja sendo realizada assim e não dentro de uma mostra-monstro como a de São Paulo, pois para não se ficar perdido no meio de milhares de outras opções.

Fundamental e importante e muito esclarecedor e impactante que tenha sido para mim, percebo agora que assisti somente a três filmes de Murnau, ‘Nosferatu’, ‘Aurora’, e ‘A Última Gargalhada’, justamente os que sempre participam de mostras do gênero e os que traziam cópias para cá. O CCBB trouxe filmes raros por aqui e pretendo aproveitar cada um deles.

abaixo reproduzo o release da mostra.

murnau“CCBB apresenta

Poemas Visionários – O Cinema de F. W. Murnau

* Mostra inédita em comemoração ao aniversário de 120 anos do cineasta acontece de 19 a 30 de novembro no CCBB de São Paulo

* Serão exibidos 12 filmes, todos os que estão disponíveis ainda hoje, a maioria em película

Poemas Visionários – O Cinema de F.W. Murnau traz clássicos do diretor expressionista alemão como Nosferatu, Fausto, A Última Gargalhada e Aurora, ao lado de obras de rara exibição no país (Terra em chamas, Fantasma e As Finanças do Grão-Duque). A mostra comemora os 120 anos de nascimento de Murnau, que, com sua genialidade, abriu novos caminhos na cinematografia internacional, tornando-se um dos mais importantes diretores de cinema mudo e expressionista. Poemas Visionários estará em cartaz no CCBB de São Paulo entre 19 e 30 de novembro; em Brasília, de 4 a 16 de novembro; e, no Rio de Janeiro, a mostra foi exibida entre 28 de outubro e 9 de novembro.

No período de pouco mais de uma década, Murnau realizou 21 filmes. Poemas Visionários apresenta os 12 disponíveis ainda hoje, da fase alemã até a fase americana. Onze estão em película – 35mm e 16mm – e um em DVD, todos com legenda em português.

Os movimentos rápidos, as luzes moduladas com sutileza e o espaço aberto fascinavam o cineasta. Murnau registrava com total habilidade e sensibilidade paisagens aparentemente intocadas, a imensidão dos mares, o bramir dos ventos, as forças indomáveis da natureza e, ao mesmo tempo, o espetáculo das cidades e sua arquitetura diversificada. Expoente do cinema expressionista alemão, cujo desenvolvimento após a Primeira Guerra exprimia uma realidade interior oprimida, de uma sociedade profundamente abatida, Murnau explorava os temas fantásticos, sombrios, os anseios e medos infantis (Nosferatu, Fausto, Tabu); sua empatia pertencia aos marginalizados, aos ingênuos, aos que a modernidade ameaçou e aos que sofrem com os conflitos contemporâneos do pós-guerra.

Em seus filmes apresenta-se o eterno conflito entre o mundo natural e a civilização moderna, entre a inocência e o artificialismo que condiciona as relações das pessoas em sociedade.

Os filmes

O Caminho da Noite (1921), sétimo filme de Murnau, é também seu mais antigo título preservado. Nele, revela-se uma das principais características de seu cinema: o olhar expressivo – o encontro e desencontro dos olhares, o olhar vazio, o olhar que revela a alma.

auroraEm Aurora, primeiro longa em solo americano, premiado com três Oscar® na primeira cerimônia dos Academy Awards, em 1928 (incluindo melhor atriz para Janet Gaynor), a encenação do olhar permanece evidente. “O filme mais belo do mundo”, como diria Truffaut, mantém também o movimento da imagem inaugurado em A Última Gargalhada.

Com Emil Jannings no papel principal e roteiro de Carl Mayer (parceiros de muitos filmes), A Última Gargalhada inaugura a câmera em movimento, até então estática. Tudo está em movimento entusiasmado, não apenas a câmera, mas também o movimento diante dela – são os novos tempos, a vida moderna, os automóveis, a porta giratória, o parque de diversões, a agitação da cidade.

tartufo11tartufo

ultima-gargalhada-a

Outros clássicos são Nosferatu, baseado na novela de Bram Stocker, cujas bem-sucedidas caracterização do vampiro, por Max Schreck, e ambientação de horror são das mais célebres da história do cinema; Tartufo, adaptado na comédia de Molière, em que a crítica à hipocrisia é apresentada pelo filme dentro do filme; e o último título da fase alemã, Fausto, inspirado pela obra de Goethe, é o que mais representa em seu cinema o questionamento moral do homem.

Seu último filme, Tabu, rodado no Taiti, foi inicialmente realizado com o documentarista Robert J. Flaherty (de Nanook – o Esquimó, O Homem de Aran), que se desentendeu com Murnau por acreditar que o cineasta romantizava a vida dos ilhéus. E, mesmo assim, ao apresentar um lugar paradisíaco e abençoado, Murnau mostra a degeneração humana, o amor puro e inocente versus a lei divina utilizada como artifício pela comunidade para regular a si própria.

Com pleno domínio da linguagem cinematográfica, Murnau tornou-se um diretor cultuado por cinéfilos do nosferatumundo todo, motivo pelo qual os curadores Arndt Roskens e Cristiano Terto decidiram reunir todos os seus filmes disponíveis nesta mostra. “Os filmes dele são indispensáveis objetos de estudo para todos os amantes e estudiosos de cinema e arte”, afirma Roskens.

A mostra Poemas Visionários – O Cinema de F.W. Murnau, idealizada por Arndt Roskens e Cristiano Terto, é patrocinada pelo Banco do Brasil por meio da Lei Rouanet, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil e tem apoio do Instituto Goethe.

E a Balada, a Literária, vai começar

19 de novembro de 2008

balada_logoPois, habemus Balada!

Vou dizer que desta terceira edição dessa festa paulistana da literatura, concebida e organizada por este maluco e agitador Marcelino Freire e a escritora e tradutora Maria Alzira Brum Lemos, há entre toda a programação de todas essas mesas, e conversas e bate-papos, e cervejas e noitadas que começam amanhã, quinta-feira, e se estendem até domingo, há, devo dizer, dois detalhes que me fazem considerar o evento deste ano como um dos mais simpáticos desde que foi criado.

São duas homenagens: a da Tatiana Belinky, cuja história literária e de trabalho com (principalmente) literatura infanto-juvenil torna esta lembrança uma homenagem muito especial.

O outro detalhe é a homenagem à Mercearia São Pedro. E em grande estilo, com lançamento de livro de fotos em comemoração aos seus quarenta anos de existência, e exposição das fotos. A Mercearia é um dos únicos pontos da Vila Madalena que realmente eu curto, com o querido Marquinhos ali, sempre fazendo uma enorme força para o pessoal que trabalha com arte se sentir à vontade com pessoas que se entendem, e de inclusive patrocinar um pedaço desse trabalho. Essa é uma homenagem que farei questão de participar e de divulgar, com todo empenho. Parabéns, Marquinhos, e a todo o pessoal da Mercearia.

No entanto, é claro, isso é somente um pequeno exemplo do que vai rolar. Para ter uma idéia melhor, dê uma olhada na programação em  http://www.baladaliteraria.org/2008/

mercearia