Posted tagged ‘Chacina’

Usar as palavras corretas. GENOCÍDIO PALESTINO.

21 de julho de 2014

 

Usar as palavras corretamente ajuda a definir o que você realmente pensa. Não há um ‘Conflito Israel-Palestina’. Não é uma ‘guerra’ Não há um ‘avanço’ . É um massacre. Limpeza étnica. Destruição e morte um povo inteiro.

É GENOCÍDIO.

Também conhecido como HOLOCAUSTO.

Veja como todas as outras considerações desparecerem ou se tornam pífias quando os termos são colocados em seu devido lugar.

GENOCÍDIO PALESTINO. Diante dos seus olhos. Em tempo real e à cores. Para o mundo todo assistir.

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As lindas luzinhas da morte em Gaza

28 de dezembro de 2011

Uma pergunta que me martela a mente: o que é necessário, quais os requisitos legais (e morais e constitucionais e etc) para que o ocorrido na Faixa de Gaza seja considerado como ‘genocídio’ pela ONU, pelos demais países do mundo e ou qualquer outro órgão político internacional? Não é uma pergunta retórica; eu realmente gostaria de saber.

– Três  anos do odioso massacre na Faixa de Gaza promovido por Israel. O site ‘Palestine Youth Voice’ publica uma lista completa das vítimas, com nomes, idades, causa da morte.

Para mim, o que mais salta aos olhos é a quantidade de ‘extremistas’ palestinos mortos com idade entre 0 e 03 anos.

http://palestineyouthvoice.wordpress.com/2011/12/27/victims-of-the-aggression-on-gaza-dec-27-08-jan-18-09/

 

 

Os fatos sobre o Hamas e os ataques a Gaza

15 de janeiro de 2009

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por Norman Finkelstein, no Counterpunch / 13 de janeiro

traduzido por Caia Fittipaldi –  15–01–2009 

Os registros existem e são muito claros. Qualquer pessoa encontra na internet, na página do governo de Israel e, também, na página do seu ministério das Relações Exteriores. Israel desrespeitou o cessar-fogo, invadiu Gaza e matou seis ou sete (há controvérsia quanto ao número de assassinados, não quanto ao crime de assassinato) militantes palestinos, dia 4/11. Depois, o Hamas respondeu ou, como se lê nas páginas do governo de Israel, “o Hamas retaliou contra Israel e lançou mísseis.” Quanto aos motivos, os documentos oficiais também são claros. O jornal Haaretz já informou que Barak, ministro da Defesa de Israel, começou a planejar o massacre de Gaza muito antes, até, de haver acordo de cessar-fogo. De fato, conforme o Haaretz do dia 12, a chacina de Gaza começou a ser planejada em março de 2008. Quanto às principais razões do massacre, acho, há duas. Número um: restaurar o que Israel chama de “capacidade de contenção do exército”, o que, em linguagem de leigo, significa a capacidade de Israel para semear pânico e morte em toda a região e submetê-la mediante a pressão das armas, da chantagem, do medo. Depois de ter sido derrotado no Líbano em julho de 2006, o exército de Israel entendeu que seria importante comunicar ao mundo que Israel ainda é capaz de assassinar, matar, mutilar e aterrorizar quem se atreva a desafiar seu poder pressuposto absoluto, acima de qualquer lei. A segunda razão pela qual Israel atacou Gaza é culpa do Hamas: o Hamas começou a dar sinais muito claros de que deseja construir um novo acordo diplomático a respeito das fronteiras demarcadas desde junho de 1967 e jamais respeitadas por Israel. Em outras palavras, o Hamas sinalizou que está interessado em fazer respeitar exatamente os mesmos termos e conceitos que toda a comunidade internacional respeita e que, em vez de resolver os problemas a canhão e com campanhas de mentiras por jornais e televisão, estaria interessado em construir um acordo diplomático. Aconteceu aí o que Israel poderia designar como “uma ameaçadora ofensiva de paz chefiada pelos palestinos”. Imediatamente, para destroçar a ofensiva de paz, o governo e o exército de Israel desencadearam campanha furiosa para destroçar o Hamas. A revista Vanity Fair publicou, em abril de 2008, em artigo assinado por David Rose, baseado por sua vez em documentos internos dos EUA, que os EUA estavam em contato estreito com a Autoridade Palestina e o governo de Israel, organizando um golpe para derrubar o governo eleito do Hamas, e que o Hamas conseguira abortar o golpe. Isso não é objeto de discussão: esse fato é estabelecido, documentado e há provas. A questão passou a ser, então, impedir o Hamas de governar, e ninguém governa sob bloqueio absoluto, bloqueio que desmantelou toda a atividade econômica em Gaza. Ah!, vale lembrar: o bloqueio começou antes de o Hamas chegar ao poder (eleito!). O bloqueio nada tem ou jamais teve a ver com o Hamas. Quanto ao bloqueio, os EUA despacharam gente para lá, James Wolfensohn especificamente, para tentar pôr um fim nele, depois de Israel ter invadido Gaza. O xis da questão é que Israel não quer que Gaza progrida, sequer quer que viva, e não quer ver nenhum conflito encaminhado por vias diplomáticas, que tanto os líderes do Hamas em Damasco, quanto os líderes do Hamas em Gaza têm repetidas vezes declarado que buscam, sempre com vistas a resolver o conflito relacionado às fronteiras demarcadas em 1967, fronteiras que Israel jamais respeitou. Tudo, até aí, são fatos registrados e comprovados. Não há qualquer ambigüidade: tudo é bem claro. Todos os anos, a Assembléia da ONU vota uma resolução intitulada “Solução pacífica para a questão da Palestina”. E todos os anos o resultado é o mesmo: o mundo inteiro de um lado; Israel, EUA, alguns atóis dos mares do sul e a Austrália, no lado oposto. Ano passado, o resultado da votação foi 164 a 7. Todos os anos, desde 1989 (em 1989, o resultado foi 151 a 3), é sempre a mesma coisa: o mundo a favor de uma solução pacífica para a questão da Palestina; e EUA, Israel e a ilha-Estado de Dominica, contra. A Liga Árabe, todos os 22 Estados-membros da Liga Árabe, são favoráveis a uma chamada “Solução dos Dois Estados”, com as fronteiras determinadas em junho de 1967. A Autoridade Palestina é favorável à mesma “Solução dos Dois Estados” e às mesmas fronteiras determinadas em junho de 1967. E o Hamas também é favorável à mesma “Solução dos Dois Estados” e às mesmas fronteiras demarcadas em junho de 1967. O problema é Israel, patrocinado pelos EUA. Esse é o problema. Bem… Há provas de que o Hamas desejava manter o cessar-fogo; exigiu, como única condição, que Israel levantasse o bloqueio de Gaza. Muito antes de começarem os rojões do Hamas, os palestinos já enfrentavam terrível crise humanitária, por causa do bloqueio. A ex-Alta Comissária para Direitos Humanos da ONU, Mary Robinson, descreveu o cenário que testemunhou em Gaza como “destruição de uma civilização”. Isso, durante o cessar-fogo. O que se vê nos fatos? Os fatos mostram que nos últimos mais de vinte e tantos anos, toda a comunidade internacional procura um modo de resolver o conflito das fronteiras de 1967, com solução justa para a questão dos refugiados. Será que 164 Estados-membros da ONU estão sempre errados, e certos e pacifistas seriam só EUA, Israel, Nauru, Palau, Micronésia, as ilhas Marshall e a Austrália? Quem é pacifista? Quem trabalha contra a paz? Há registros e documentos que comprovam que, em todas as questões cruciais discutidas em Camp David; depois, nos parâmetros de Clinton; depois, em Taba, em cada ponto discutido, os palestinos sempre fizeram concessões. Israel jamais concedeu qualquer coisa. Nada. Os palestinos repetidas vezes manifestaram decisão de superar a questão das fronteiras de 1967 em estrito respeito à lei internacional. A lei também é claríssima. Em julho de 2004, a Corte Internacional de Justiça, órgão máximo da ONU para questões de direito internacional, declarou que Israel não tem direito de ocupar nem um metro quadrado da Cisjordânia, nem um metro quadrado de Gaza. Israel tampouco tem qualquer direito sobre Jerusalém. O setor Leste de Jerusalém, os bairros árabes, nos termos da decisão da mais alta corte de justiça do planeta, são território da Palestina ocupado ilegalmente por Israel. Também nos termos de decisão da mais alta corte de justiça do planeta, nos termos da lei internacional, todas as colônias de judeus que há na Cisjordânia são ilegais. O ponto mais importante de tudo isso é que, em todas as ocasiões em que se discutiram essas questões, os palestinos sempre aceitaram fazer concessões. Fizeram todas as concessões. Israel jamais fez qualquer concessão. O que tem de acontecer é bem claro. Número um, EUA e Israel têm de se aproximar do consenso da comunidade internacional e têm de respeitar a lei internacional. Não me parece que trivializar a lei internacional seja pequeno crime ou pequeno problema. Se Israel contraria o que dispõe a lei internacional, Israel tem de ser acusada, processada e julgada em tribunais competentes, como qualquer outro Estado no mundo. O presidente Obama tem de considerar o que pensa o povo dos EUA. Tem de ser capaz de dizer, com todas as letras, onde está o principal obstáculo para que se chegue a uma solução para a questão da Palestina. O obstáculo não são os palestinos. O obstáculo é Israel, sempre apoiada pelo governo dos EUA, que, ambos, desrespeitam a lei internacional e contrariam o voto de toda a comunidade internacional. Hoje, o principal desafio que todos os estadunidenses temos de superar é conseguir ver a verdade por trás das mentiras. * Norman Finkelstein é autor de cinco livros, entre os quais A indústria do Holocausto: Reflexões sobre a exploração do sofrimento dos judeus (Record, 2001). Tradução do artigo: Caia Fittipaldi.

http://www.amalgama.blog.br/01/2009/os-fatos-sobre-o-hamas-e-os-ataques-a-gaza/

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Israel, Barack Obama, ‘Progresso’ no Oriente Médio: José Saramago e Robert Fisk

31 de dezembro de 2008

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Dezembro 31, 2008 by José Saramago

Não é do melhor augúrio que o futuro presidente dos Estados Unidos venha repetindo uma e outra vez, sem lhe tremer a voz, que manterá com Israel a “relação especial” que liga os dois países, em particular o apoio incondicional que a Casa Branca tem dispensado à política repressiva (repressiva é dizer pouco) com que os governantes (e porque não também os governados?) israelitas não têm feito outra coisa senão martirizar por todos os modos e meios o povo palestino. Se a Barack Obama não lhe repugna tomar o seu chá com verdugos e criminosos de guerra, bom proveito lhe faça, mas não conte com a aprovação da gente honesta. Outros presidentes colegas seus o fizeram antes sem precisarem de outra justificação que a tal “relação especial” com a qual se deu cobertura a quantas ignomínias foram tramadas pelos dois países contra os direitos nacionais dos palestinos.

Os cadáveres de cinco irmãs palestinas de 4 a 17 anos mortas no bombardeamento nocturno israelita a uma mesquita do campo de refugiados de Yabalia jazem na morgue de um hospital

Os cadáveres de cinco irmãs palestinas de 4 a 17 anos mortas no bombardeamento nocturno israelita a uma mesquita do campo de refugiados de Yabalia jazem na morgue de um hospital

Ao longo da campanha eleitoral Barack Obama, fosse por vivência pessoal ou por estratégia política, soube dar de si mesmo a imagem de um pai estremoso. Isso me leva a sugerir-lhe que conte esta noite uma história às suas filhas antes de adormecerem, a história de um barco que transportava quatro toneladas de medicamentos para acudir à terrível situação sanitária da população de Gaza e que esse barco, Dignidade era o seu nome, foi destruído por um ataque de forças navais israelitas sob o pretexto de que não tinha autorização para atracar nas suas costas (julgava eu, afinal ignorante, que as costas de Gaza eram palestinas…) E não se surpreenda se uma das suas filhas, ou as duas em coro, lhe disserem: “Não te canses, papá, já sabemos o que é uma relação especial, chama-se cumplicidade no crime”.

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Robert Fisk, The Independent: “How can anyone believe there is ‘progress’ in the Middle East?

A test of Obama’s gumption will come scarcely three months after his inauguration

Saturday, 27 December 2008 If reporting is, as I suspect, a record of mankind’s folly, then the end of 2008 is proving my point.

Let’s kick off with the man who is not going to change the Middle East, Barack Obama, who last week, with infinite predictability, became Time’s “person of the year”. But buried in a long and immensely tedious interview inside the magazine, Obama devotes just one sentence to the Arab-Israeli conflict: “And seeing if we can build on some of the progress, at least in conversation, that’s been made around the Israeli-Palestinian conflict will be a priority.”

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What is this man talking about? “Building on progress?” What progress? On the verge of another civil war between Hamas and the Palestinian Authority, with Benjamin Netanyahu a contender for Israeli prime minister, with Israel’s monstrous wall and its Jewish colonies still taking more Arab land, and Palestinians still firing rockets at Sderot, and Obama thinks there’s “progress” to build on?

I suspect this nonsensical language comes from the mental mists of his future Secretary of State. “At least in conversation” is pure Hillary Clinton – its meaning totally eludes me – and the giveaway phrase about progress being made “around” the Israeli-Palestinian conflict is even weirder. Of course if Obama had talked about an end to Jewish settlement building on Arab land – the only actual “building” that is going on in the conflict – relations with Hamas as well as the Palestinian Authority, justice for both sides in the conflict, along with security for Palestinians as well as Israelis, then he might actually effect a little change.

An interesting test of Obama’s gumption is going to come scarcely three months after his inauguration when he will have a little promise to honour. Yup, it’s that dratted 24 April commemoration of the Armenian genocide when Armenians remember the 1.5 million of their countrymen – citizens of the Ottoman empire slaughtered by the Turks – on the anniversary of the day in 1915 when the first Armenian professors, artists and others were taken off to execution by the Ottoman authorities.

Bill Clinton promised Armenians he’d call it a “genocide” if they helped to elect him to office. George Bush did the same. So did Obama. The first two broke their word and resorted to “tragedy” rather than “genocide” once they’d got the votes, because they were frightened of all those bellowing Turkish generals, not to mention – in Bush’s case – the US military supply routes through Turkey, the “roads and so on” as Robert Gates called them in one of history’s more gripping ironies, these being the same “roads and so on” upon which the Armenians were sent on their death marches in 1915. And Mr Gates will be there to remind Obama of this. So I bet you – I absolutely bet on the family cat – that Obama is going to find that “genocide” is “tragedy” by 24 April.

By chance, I browsed through Turkish Airlines’ in-flight magazine while cruising into Istanbul earlier this month and found an article on the historical Turkish region of Harput. “Asia’s natural garden”, “a popular holiday resort”, the article calls Harput, “where churches dedicated to the Virgin Mary rise next to tombs of the ancestors of Mehmet the Conqueror”.

Odd, all those churches, isn’t it? And you have to shake your head to remember that Harput was the centre of the Christian Armenian genocide, the city from which Leslie Davis, the brave American consul in Harput, sent back his devastating eyewitness dispatches of the thousands of butchered Armenian men and women whose corpses he saw with his own eyes. But I guess that all would spoil the “natural garden” effect. It’s a bit like inviting tourists to the Polish town of Oswiecim – without mentioning that its German name is Auschwitz.

 But these days, we can all rewrite history. Take Nicolas Sarkozy, France’s cuddliest ever president, who not only toadies up to Bashar al-Assad of Syria but is now buttering up the sick and awful Algerian head of state Abdelaziz Bouteflika who’s just been “modifying” the Algerian constitution to give himself a third term in office.

 There was no parliamentary debate, just a show of hands – 500 out of 529 – and what was Sarko’s response? “Better Bouteflika than the Taliban!” I always thought the Taliban operated a bit more to the east – in Afghanistan, where Sarko’s lads are busy fighting them – but you never can tell. Not least when exiled former Algerian army officers revealed that undercover soldiers as well as the Algerian Islamists (Sarko’s “Taliban”) were involved in the brutal village massacres of the 1990s.

Talking of “undercover”, I was amazed to learn of the training system adopted by the Met lads who put Jean Charles de Menezes to death on the Tube. According to former police commander Brian Paddick, the Met’s secret rules for “dealing” with suicide bombers were drawn up “with the help of Israeli experts”. What? Who were these so-called “experts” advising British policemen how to shoot civilians on the streets of London? The same men who assassinate wanted Palestinians in the West Bank and Gaza and brazenly kill Palestinian civilians at the same time? The same people who outrageously talk about “targeted killings” when they murder their opponents? Were these the thugs who were advising Lady Cressida Dick and her boys?

Not that our brave peace envoy, Lord Blair, would have much to say about it. He’s the man, remember, whose only proposed trip to Gaza was called off when yet more “Israeli experts” advised him that his life might be in danger. Anyway, he’d still rather be president of Europe, something Sarko wants to award him. That, I suppose, is why Blair wrote such a fawning article in the same issue of Time which made Obama “person” of the year. “There are times when Nicolas Sarkozy resembles a force of nature,” Blair grovels. It’s all first names, of course. “Nicolas has the hallmark of any true leader”; “Nicolas has adopted…”; “Nicolas recognises”; “Nicolas reaching out…”. In all, 15 “Nicolases”. Is that the price of the Euro presidency? Or will Blair now tell us he’s going to be involved in those “conversations” with Obama to “build on some of the progress” in the Middle East?

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http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fiskrsquos-world-how-can-anyone-believe-there-is-progress-in-the-middle-east-1212434.html