Posted tagged ‘Book’

Entre ‘Nooks’ e ‘Kindles’, quem acaba censurado é Tolstoi

4 de junho de 2012

Nenhuma tecnologia salva da burrice. Ainda mais quando misturada com ganância comercial que deixa acontecer, ou nem se importa com, deslizes idiotas. Abaixo passo o link para a história completa, mas só para dar uma ideia da palhaçada: de um lado, o aparelho leitor de e-books, e-reader, da Amazon, chamado Kindle; do outro, o e-reader da Barnes & Nobles, chamado Nook. Certo. A Barnes & Nobles edita e-book do Guerra e Paz, de Tolstoi, a um preço bem baratinho. Até ai, nada a declarar, certo?

Até que um blogueiro norte-americano, que comprou uma edição dessas da Barnes (para ser lida pelo aparelho Nook, não se esqueçam) começou a reparar na ocorrência de várias vezes da palavra ‘nookd’. O estranhamento foi aumentando até que ele foi conferir na sua edição de papel, se também havia aquela palavra ou se ele tinha se distraído e descobriu que, na verdade, a palavra estava traduzida como ‘Kindle’.

Não é uma beleza? o pessoal da Barnes não queria que a palavra com o nome do concorrente aparecesse e simplesmente passou o corretor automático, sem se tocar que a palavra aparecia muitas vezes e há frases que o seu termo ‘nookd’ simplesmente não servia!

Não nos enganemos: bobagens e estupidezes do gênero sempre aconteceram, desde que o ser humano resolveu descer das árvores e inventou um troço chamado ‘livro’. Acontece que essa tal tecnologia que permite que tais bobagens moderníssimas aconteçam também proporciona que sejam descobertas com mais facilidade e, mais importante, sejam divulgadas com mais rapidez ainda.

Segundo o Fabrício Vitorino, do site Techtudo, nem a editora Barnes and Noble nem a fábrica dos e-readres Nook se pronunciaram ainda. E, na verdade, fica até difícil saber o que se responder nesse caso. Alguém arrisca um palpite?

http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/06/e-reader-nook-censura-palavra-que-da-nome-ao-rival-em-livro-de-tolstoi.html

 

 

 

 

Anúncios

Feras no Jardim – Don’t Let’s Go to the Dogs Tonight

13 de maio de 2012

 

O apelido de Alexandra Fuller quando criança era Bobo. Um detalhe semântico aparentemente ínfimo diante de todo o contexto de sua infância, mas que, no final, adquire uma impressionante importância. Essa infância deveria ser a mais comum possível, com algumas vantagens adicionais. Isto é, seus pais eram brancos, de origem inglesa (portadores, portanto, de uma intensa e antiga carga de comando imperialista) e viviam em um continente onde a ínfima minoria branca comandava, dirigia e explorava: a África.

Qual o problema, então? Acontece que estes mesmos pais eram alcoólatras, neuróticos e fracassados social e economicamente, que já haviam morado na África e voltaram por não terem conseguido construir uma vida razoável em sua terra natal. Sua mãe era maníaca depressiva, principalmente depois de perder três filhos em idade pequena e dizia que o nascimento de Bobo havia sido encaminhado somente para compensar a morte do seu filho anterior. E, mais do que tudo, esta família branca, racista, neurótica e prepotente vivia em uma África convulsionada em plena guerra civil. A qual seria vencida pelos africanos negros quebrando finalmente a longa tradição colonialista.

A infância de Bobo foi marcada, então, pela intensa necessidade de encontrar balizas físicas e mentais pela sobrevivência, dia a dia, quase minuto a minuto. Aprendeu a engatilhar armas com seis anos de idade; com oito anos já tinha feito um curso de primeiros socorros aprendido como atividade escolar e saberia cuidar de um parto de emergência, fazer talas e conter hemorragias, embora também lhe fosse ensinado que só deveria cuidar destas coisas se não houvesse nenhum adulto por perto. Isso, aliás, é um eufemismo. A lição era bem clara: se todos os adultos ao seu redor estivessem mortos.

Ir para a escola significava prestar atenção nas encruzilhadas para não serem emboscados pelos guerrilheiros ou utilizar veículos especiais que pudessem passar por cima das minas sem explodi-las. Ir trabalhar na fazenda de tabaco da família ou participar das patrulhas armadas organizadas juntamente com os vizinhos fazendeiros implicava sempre em dúvidas se o seu pai iria voltar para casa ao cair da noite.

Ficar em casa, no entanto, também era perigoso. Como quando uma enorme cobra entra esguichando veneno e sua mãe, péssima atiradora, destrói a sala e gasta um pente inteiro de balas até conseguir mata-la. Ou quando um empregado rouba a família, mata a facadas a criada e tenta fugir pela floresta carregando um enorme saco repleto de quinquilharias.

Os negros vencem a guerra. Os antigos explorados agora estão no poder. A Rodésia muda de nome para Zimbábue. A família de Bobo tenta se adaptar, muda para Malui, depois para a Zâmbia, mas são sempre prepotentes, estão sempre deslocados. Talvez, principalmente, de si próprios (de onde não há mudança possível).

Bobo mergulha em suas memórias, navega pelas dores passadas. Sem complacência, sem autopiedade ou mistificações. Mas, também sem falsos moralismos nem pré-julgamentos. O mais admirável é que Bobo consegue transportar para o papel toda essa realidade crua, forte e chocante sem cair em maniqueísmos simplistas e facilitadores. Ao retratar seus pais de forma tão impiedosa, com todas as suas falhas e defeitos, neuroses e preconceitos, ela retira a frágil aparência das máscaras e desnuda o ser humano.

Não foi fácil alcançar esse ponto. Bobo tentou escrever vários romances tendo a África como personagem principal e as tramas seriam conduzidas pelos núcleos de fazendeiros brancos. Ela diz que não foi possível, algo sempre emperrava, os enredos eram falsos e vazios, os personagens aéreos e sem substância. Morou no Canadá, onde se graduou em literatura inglesa e durante anos começou a escrever sete, oito, nove vezes em seguida. Quando decidiu deixar a ficção de lado e assumiu que precisava escrever sobre sua própria vida, a escrita jorrou e, em poucos meses, o livro estava pronto. Era como se, em sua mente, tudo estivesse preparado; a memória foi o seu grande guia e depositário. Só que, para poder deixar que esta memória extravasasse, não poderia haver invenções nem fantasias. Se a carne tinha que se expor, então teria que ser real, assim como a faca e o sangue. A franqueza e a sinceridade foram suas grandes armas. Ela disse em uma entrevista para a New York Times que seus sentimentos de recalque e culpas pessoais a impediram de se exprimir durante muito tempo: “Então, eu decidi que as pessoas poderiam me acusar de tudo menos de dizer a verdade”. Ela tinha que contar como as coisas realmente aconteceram.

O resultado em “Feras no Jardim” é estonteante.

É óbvio que franqueza e sinceridade não garantem de forma nenhuma qualidade literária. Bobo passa por cima de uma simples narração de fatos chocantes. Estamos diante de uma obra acabada de uma escritora que encontrou sua escrita. O que conta aqui é a habilidade da autora em contar dados dramáticos sem nunca perder um sentido de sutileza e observação psicológica profunda, ao lado de um senso de humor e ironia mordazes. Há humor nestas páginas! Não do tipo que provoca risadas e depois, com a consciência tranqüila e sossegada, esquecemos o que acabamos de ler. É um humor incômodo, pesado, que faz-nos lembrar o quanto a vida é irônica e cruel. E, acima de tudo, verdadeira.

Com tudo isso, o apelido se torna mais do que uma lembrança de infância. É uma verdadeira tomada de consciência de uma africanidade assumida, mesmo que atualmente esteja casada com um norte-americano e viva nos Estados Unidos. Foi na África que conheceu seu futuro marido, pois ele trabalhava como guia de turismo no continente. Seus pais e sua irmã continuam morando em território africano, mesmo que mudando constantemente de país. E ela está desgostosa com a vida de competição e de shopping center norte-americana e não quer que seus dois filhos cresçam comendo no Mac’Donalds e jogando videogames. Por isso, seus planos são de se mudar para a Tanzânia.

O seu nome, Alexandra Fuller, aparece somente na capa do livro.  Bobo, então, é seu nome real e é por ele que ela gosta de ser chamada. Com todas as lembranças, dores e responsabilidades consequentes.

J.K. Rowling anuncia novo livro

23 de fevereiro de 2012

Acesso o computador e fico sabendo, pelo site Pink Vader, que J.K. Rowling acabou de anunciar seu novo livro!, simplesmente chamado de ‘Novo Livro’ (‘The New Book’). Nada mais de Harry Potter, claro. Agora é obra de temática adulta, a única informação relevante divulgada.

Conversei com alguns amigos sobre isso. O primeiro com quem compartilhei o assunto, ficou alguns segundos calado. Percebi que ele estava processando o dado em sua mente, ou, na verdade, tentando lembrar quem era J. K. Rowling. Quando lembrou, sua reação foi algo do tipo ‘Ah, é? Bacana’.

ok. Para compensar isso, falei com outra pessoa, que sabia gostar da Rowling e de Harry Potter tanto quanto eu, alguém que provelmente reagiria com um ‘O que? Como? Quando? QUANDO? Por que está demorando tanto??” Sem surpresa: ela já tinha sabido antes de mim. Trocamos nossas primeiras impressões e tiramos duas conclusões e sentimentos que, acredito, deve estar guiando as cabeças e as emoções dos rowlinguianos fanáticos do mundo todo: em primeiro lugar, a óbvia ansiedade por este novo trabalho, e a expectativa, acompanhada por apreensão, do que pode Rowling construir agora que está saindo do imenso universo criado anteriormente. Só nós falta esperar para descobrir.

Por enquanto, no citado site Pink Vader a Laura Buu relacionou alguns ‘exemplos’ da reação em cadeia provocada pelo anúncio da notícia. Me identifiquei com cada um deles!

 

Zadie Smith e seu Dentes Brancos

15 de fevereiro de 2012

Zadie Smith nos mostra uma atual e conturbada Inglaterra multirracial, multi-religiosa, uma verdadeira salada étnica, política e social . Mas, nem por isso, menos racista, preconceituosa ou intolerante. Saga, epopéia, épico, são algumas das palavras utilizadas pela crítica internacional para se referir a “Dentes Brancos” em todos os lugares onde foi publicado.

Todas elas se aplicam. “Dentes Brancos” é um portentoso épico histórico-cultural de uma Inglaterra contemporânea, carregado de humor, sátira, aventura e respeito humano. Como isso pode ter sido feito por uma escritora iniciante, com toda a força, reflexão e profundidade de alguém que já escrevesse por décadas, é quase inimaginável. O máximo que Zadie Smith havia escrito foram alguns contos publicados em revistas da universidade. Na verdade, ela mesma contou que, dos cinco aos quinze anos, seu sonho era se tornar atriz de filmes musicais. Nunca escreveu muito e isso certamente não era o eixo de sua vida.

Quando se tornou patente de que nunca seria uma atriz, muito menos de musicais, e começou a procurar outras alternativas, entrou para a Universidade de Cambridge, onde estudou Literatura Inglesa. Mais do que uma técnica de escrita (ela não tem, até hoje, nenhuma disciplina literária, não possui um horário específico nem se impõe um tempo para escrever), o estudo acadêmico lhe valeu mais pela carga de leitura (ela leu muito, de autores clássicos a contemporâneos) e diz que essa foi sua verdadeira escola. Começou a desenvolver a idéia para um conto que descambou para uma novela, tinha oitenta páginas e sem um horizonte para terminar. Através do entusiasmo e incentivo de amigos que leram estas páginas, tomou coragem e fôlego para escrever um romance.

E que romance! O plano abarcado por ele compreende algumas décadas da história mundial centralizadas em um pequeno espaço do planeta, na Inglaterra, mais especificamente na zona norte de Londres. Gira em torno de uma improvável e profunda amizade entre um típico e estúpido inglês de classe média com um indiano (aliás, bengali), membro de uma ancestral, respeitável e decadente família oriental, perdida nas brumas do império inglês.

Eles se conhecem no meio da Segunda Guerra e só tornam a se encontrar trinta anos depois quando Archie Jones é salvo do suicídio por um muçulmano (bem, não foi exatamente por razões humanitárias:  Archie havia estacionado no pátio de um açougue e o dono achava que um suicídio bem no local de carga e descarga das carnes não seria muito bom para os negócios). Com uma nova oportunidade na vida, Archie encontra uma comunidade hippie e, no mesmo dia, conhece Clara Bowden, uma negra de família de origem jamaicana cuja mãe é uma fervorosa Testemunha de Jeová que está esperando pelo fim do mundo. Ele tem quarenta e sete anos e Clara, dezenove. Duas semanas depois, ela se torna sua segunda mulher (a primeira mulher de Jones havia sido um dos motivos de sua tentativa de suicídio).

Samad Miah Iqbal é um bengali (que, como todo mundo sabe, é bem diferente de ser indiano), possui um dos braços inutilizados por causa de um ferimento de guerra e, apesar de ser de uma família tão ancestral e respeitável, nunca conseguiu outro emprego fora o de garçom de um restaurante indiano. Seu casamento com a feroz e decidida Alsana foi arranjado antes mesmo dela ter nascido.

Estes são os anos 70, repletos de contra-cultura, conflitos sociais, raciais e religiosos. Zadie Smith faz outro pulo temporal, desta vez para o final da década de 80 e começo de 90 e amplia ainda mais o leque. E aqui teremos o conflito de gerações com a incapacidade de compreensão dos tempos modernos por parte de Jones e Samad e as dificuldades de relacionamento com os filhos adolescentes. Aqbal e Alsana têm filhos gêmeos e profundamente distintos em gênio e aspirações e Jones e Clara com Irie, uma bela filha que se envolve com um dos gêmeos. Nisso tudo, Samad começa a se envolver seriamente com sua religião ao mesmo tempo em que se apaixona pela loiríssima professora de seus filhos. E entra em cena o cientista judeu Marcus Chalfen. E por aí vai.

Zadie Smith nos conduz com uma segurança impecável por onde deseja. Todos os seus personagens são tão demarcados e bem descritos, com sua falhas, problemas de caráter e limitações, que os sentimos próximos e reais. Há cenas de um terror pessoal profundos como quando eles matam um francês nazista na Segunda Guerra. E cenas de uma sátira feroz e corrosiva como quando Jones não percebe do cerco racista que o envolve por causa de Clara, tão alegre está com o nascimento de sua filha.

E cenas de um humor desbragado, divertido e saudável. É impressionante como Smith consegue rechear seu livro de frases, ditos, pensamentos.

Samad seguiu a voz até o banheiro e deparou com Millat imerso até o queixo na rósea espuma suja na banheira, lendo VIZ.

-Ô, pai, superlegal. Lanterna. Ilumina aqui para eu poder ler.

-Esquece – Samad arrancou o gibi das mãos do filho – Tem um puta vendaval soprando lá fora e a doida da tua mãe pretende ficar plantada aqui dentro até o telhado desabar. Saia da banheira. Quero que você vá até o barracão buscar madeira e prego para a gente poder…

– Mas, abba, tô peladinho da silva!

-Não me venha com detalhes… estamos em uma emergência“.

Impagável o momento quando Millat entra em crise em suas convicções religiosas e, portanto com sua necessidade de abandonar antigos prazeres ocidentais, principalmente os filmes do Robert de Niro e os da Máfia em geral. Ele até tenta adaptar em sua mente a abertura de “Os Bons Companheiros” com a frase dita por Ray Liotta (“Tanto quanto me lembro, sempre quis ser um gângster“), mas o resultado (“Tanto quanto me lembro, sempre quis ser um muçulmano“) não o convence.

Zadie Smith nasceu em 1975 e tinha somente vinte e quatro anos quando escreveu “Dentes Brancos”. Já foi comparada a alguns autores como Salmon Rushdie ou V. S. Naipaul e até mesmo a Dickens! Tudo isso é uma grande bobagem, pois o que seu livro mais demonstra é justamente uma voz que nasceu forte e muito particular.

Seu segundo livro, “O Caçador de Autógrafos”, foi no entanto bem menos entusiasmante. Embora mantenha a prosa afiada, faz um breque abrupto no ritmo e muda, trabalho diferentemente seu estilo, busca novas vias, que ao meu ver não foram bem sucedidas. Ao contar a história de um homem branco judeu que negocia ou contrabandeia autógrafos, autênticos ou nem tanto, de celebridades, Zadie tentou sair das classificações simplistas e limitadoras. Como ela disse, não quer ser conhecida como uma “escritora negra” ou “oriental”, mas simplesmente como Escritora. Mas, pesou a mão, e se perdeu um pouco. Ou, quem sabe, a experiência com ‘Dentes Brancos’ tenha sido tão interessante que apagou um pouco o brilho do seu livro imediatamente posterior; talvez seja necessário relê-lo agora, quando se passou um bom tempo do seu lançamento. Preciso fazê-lo.

Zadie Smith está bem ativa. Além do seu terceiro romance (‘Sobre a Beleza’, do qual nada posso dizer), escreve textos e artigos para vários jornais e revistas. Independente do que faça daqui por diante, no entanto, “Dentes Brancos” já é, sem dúvida alguma, um clássico da literatura moderna.

(texto revisto e atualizado, publicado originalmente pelo iGLer)

 

 

 

A Beleza está nas ruas

7 de outubro de 2011

Em 1968, Paris queimou pela Revolução. Os jovens tomaram o destino pelas mãos, reviraram a ordem de pernas para o ar, lutaram, amaram e se entregaram à paixão, por um novo mundo. Os políticos se horrorizaram, os patéticos partidos de esquerda, comunistas e socialistas, brigaram contra, os trabalhadores foram à reboque, insuflaram-se com o mesmo entusiasmo e sofreguidão e ajudaram a queimar Paris.

A Revolução não aconteceu, mas as chamas ainda queimam e Maio de 68 continua para sempre como símbolo máximo da força e capacidade da juventude. Quando os estudantes se revoltam no Chile ou os jovens e desempregados tomam Wall Street ou protestam na Espanha, os ecos de 68 se fazem ouvir.

Além do eminentemente político e social, 68 também foi uma explosão de criatividade, arte e beleza. Os posteres, os grafismos, as palavras de ordem, os desenhos, as pixações, as faixas. Entre outros pontos, o Atelier Populaire foi um centro de reuniões e criação, os cartazes eram bolados, manufaturados, copiados, reproduzidos a mão, para serem distribuídos na manhã seguinte e espalhados por toda a cidade.

Dois pesquisadores, Johan Kugelberg e Philippe Vermès, reuniram os cartazes produzidos durante o Maio de 68 e publicaram uma compilação de pouco mais de duzentos exemplos, do que foi a Revolução imaginada e concretizada em Arte.


Beauty is in the Street: A Visual Record of the May ’68 Paris Uprising, Johan Kugelberg e Philippe Vermès

“Todos os meus amigos estão mortos.”

22 de setembro de 2011

 

All My Friends Are Dead, de Avery Monsen e Jory John – livro infantil para adultos. Você pode conferir aqui embaixo.

O destaque precisa ser repetido: para adultos! Não deixe nem perto de crianças maníaco-depressivas. Aliás, de alguns adultos também.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De livros e música: um exemplo rápido do que a internet pode oferecer

13 de dezembro de 2008

cartaSem entrar no mérito da questão, já embolorada e inútil, sobre ‘livros de papel x livros no computador’, não é possível deixar de reconhecer a enorme quantidade de dados e documentos que podem ser acessados, reconhecidos, estudados e lidos pela net. Dias desses, esbarrei nesta lista de sites que oferecem livros para download gratuitamente. Creio que é um verdadeiro serviço de interesse público compartilhar estes endereços.

Só peço desculpas à pessoa ou o pessoal que organizou essa lista, pois depois que copiei os dados, acabei perdendo o link de onde a tirei; com certeza, quem a organizou merece ser citado e elogiado. Eu só estou repassando, o verdadeiro trabalho foi deles.

Sites para baixar livros gratuitos

Bartleby, eles têm uma das melhores coleções de literatura, versos e livros de referência com acesso gratuito.

Biblomania, uma grande coleção de textos clássicos, livros de referência, artigos e guias de estudo.

Books-On-Line, um diretório com mais de 50 mil publicações (a maioria grátis). A busca pode ser feita por autor, tema ou palavra-chave.

Bookstacks, conta com cerca de 100 livros de 36 autores diferentes. Os livros podem ser lidos on-line ou baixados em formato PDF.

Bored.com, milhares de livros clássicos para ler ou fazer download. É possível encontrar livros de música, jogos, culinária, ciências e viagens.

Classic Book Library, uma biblioteca gratuita que contém romances de mistério, ficção científica e literatura infantil.

Classic Bookshelf, biblioteca eletrônica de livros clássicos. Tem um programa de leitura que permite a visualização mais fácil dos arquivos.

Classic Reader, coleção de clássicos de ficção, poesia, contos infantis e peças de teatro. Mais de 4 mil obras de centenas de autores.

Ebook Lobby, centenas de ebooks gratuitos ordenados em categorias que vão desde técnicas empresariais e arte até informática e educação.

EtextCenter, mais de 2 mil ebooks gratuitos procedentes da Biblioteca Etext Center da Universidade da Virgínia. Inclui livros clássicos de ficção, literatura infantil, textos históricos e bíblias.

Fiction eBooks Online, centenas de peças de teatro, poemas, contos, livros ilustrados e novelas clássicas.

Fiction Wise, obras de ficção científica gratuitas. Além disso é uma loja de livros.

Full Books, milhares de livros completos dos mais diversos assuntos, ordenados por título.

Get Free Books, milhares de livros gratuitos de quase todos os temas imagináveis. Encontram-se disponíveis para download imediato.

Great Literature Online, vasta coleção de títulos ordenados por autor. Além de fornecer textos em formato HTML, proporciona uma linha de tempo biográfica e lista de links sobre o autor consultado.

Hans Christian Andersen, coleção maravilhosa de histórias e contos de fadas de Hans Christian Andersen.

Internet Public Library, fundada por um grupo da University of Michigan’s School of Information e Michigan SI students. Contém uma antologia com mais de 20 mil títulos.

Literature of the Fantastic, pequena coleção de ficção científica e livros de fantasia, com links para grupos de discussão.

Literature Project, coleção gratuita de textos clássicos e poesia. Esse site tem um programa de leitura em voz que pode ser baixado.

Magic Keys, contos ilustrados para pessoas de todas as idades.

Many Books, mais de 20 mil ebooks gratuitos para PDAs, iPods e similares.

Master Texts, base de dados gratuita que contém obras-primas da literatura, as quais podemos buscar por título, tema e autor.

Open Book Project, site orientado à comunidade educativa. Proporciona livros didáticos gratuitos e outros materiais educativos on-line.

Page By Page Books, centenas de livros clássicos que podem ser lidos página por página.

Project Gutenberg, mais de 25 mil títulos gratuitos estão disponíveis no Projeto Gutenberg. Adicionalmente há outros 100 mil títulos através de seus afiliados.

Public Literature, uma enorme coleção de literatura de grande qualidade que mostra autores clássicos e obras modernas do mundo inteiro.

Read Print, biblioteca on-line com milhares de livros, poemas e peças de teatro para estudantes e professores.

Ref Desk, seleta compilação de enciclopédias e outros livros de referência.

The Online Books Page, lista com mais de 30 mil livros grátis da Universidade da Pensilvania.

The Perseus Digital Library, projeto criado pela Biblioteca Virtual da Universidade de Tufts que possui textos clássicos e renascentistas.

Sites pra baixar audiobooks grátis

Audio Literature Odyssey, versões na íntegra de novelas, poemas, contos e obras literárias lidas na voz do ator Nikolle Doolin.

Audio Treasure, Audio Bíblia gratuita em formato Mp3. Inclui links para audiobooks cristiãos (aprecie com moderação, conteúdo perigoso).

Classic Poetry Aloud, podcasts de poemas clássicos e literatura inglesa.

Free Classic Audio Books, dúzias de clássicos para baixar e ouvir no mp3, mp4 e iPods.

Learn Out Loud, diretório que contém mais de 500 títulos em áudio e vídeo. Inclui audiobooks, discursos e conferências.

Librivox, um dos melhores sites com audiobooks de dominio público.

Lit2Go, coleção de autores clássicos e literatura infantil digitalizados pela Florida’s Educational Technology Clearinghouse.

Literal Systems, lista de audiobooks para download.

Spoken Alexandria Project, livraria sob licença Creative Commons com obras clássicas e atuais.

Classics Podcast, contém links para podcasts de leituras em latim e textos em grego antigo.

Isso sem contar com o atual avanço do Google e sua pretensão de digitalizar todos os livros do mundo, inclusive atuais e com pleno vigor de direitos autorais, e disponibilizá-los online, através de acordos com escritores e editoras. A idéia é que a obra digitalizada não compete com o livro publicado de papel, ou até mesmo serve de estímulo para a compra do livro. Depois de muita polêmica e discussão, acordos vários estão sendo realizados. Mas ainda há muito o que vir por aí, esperemos.radio

– Agora, se você procura por rádios online de seu interesse, não precisa se preocupar mais, seus problemas acabaram! Recém-descobri o RADIOBETA, um site que trabalha como um autêntico google dirigido especificamente para rádios que transmitem sua programação pela internet ou diretamente emissoras virtuais.

Já pela página de abertura, mostra-se a que veio, opta-se por procura de rádios por gêneros ou por região do planeta (as regiões vão afunilando por continente e por país, o Brasil, claro, muito bem representado). Para testar, fui atrás do que gosto e vejo que Jazz tem mais de duas centenas de opções.

Uma grande vantagem desse site, ou pelo menos uma tranquilidade, não há encheção de saco para preencher formulários ou se cadastrar de alguma forma. É só entrar, clicar e ouvir.

O endereço : http://www.radiobeta.com/