banquete

Formigarei por sua pele,
comerei suas pétalas,
me banquetearei de suas ventanias,
suas florestas, seu âmago.
Trocaremos sumos úmidos alongados,
deslocaremos puros murmúrios anoitados,
dormiremos com a janela em túnel escancarada
e esgotaremos todos os pecados,
nos fartaremos de todos novos pecados,
esqueceremos a sobriedade e os sonhos lá fora,
mesmo os mais sensatos.
Tomará minha mão.
Abrirá meus olhos.
Tocará meu sossego.
Um sussurro no meu ouvido.
Formigas pelo meu ouvido.
Comerá minhas pétalas,
e se apossará de minhas ventanias,
todas, todas as minhas ventanias.


banquete
claudinei vieira

 

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