amores centrais

o amor se perde nas voltas de umas vielinhas

do centro de São Paulo, encarquilhado,

sorumbático pedinte de sentimentos alheios,

solitárias transversais.

 

os amores se viram e descem as ruas augustas

do centro de São Paulo, indistinguíveis atores mutantes,

correntes de subterrâneas amargas emoções transfiguradas

insinceras e universais.

 

os grandes amores se curam e se encontram em praças roosevelts

do centro de São Paulo, quando não são detidos por policiais montados,

também buscadores dos seus próprios grandes amores refugiados,

quando se permitem sair de suas cascas uniformes de metais.

 

somente eu sei que o verdadeiro amor é você,

solta pelas ébrias gélidas ruas chuvosas

do centro de São Paulo,

e quando o encontrar,

acredite-me,

São Paulo nunca mais será a mesma.

claudinei vieira

46_n

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