Três passos

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Há três passos necessários, fundamentais, que preciso dar todos os dias, todas as vezes que levanto e me sinto pensante. Nem sempre consigo. Forço a concentração, me convenço a prosseguir para, quem sabe mais tarde, dar mais dois ou três, sem medo de retroceder (retroceder é sempre custoso, desanimador, sempre dolorido).

São passos banais, mais do que cotidianos, ninguém pensa ou sequer lembra deles, pois são automáticos, inconscientes. Vistos pelo lado de fora, por outras pessoas, são ridículos, frívolos, e não serei eu a dizer que elas estão erradas. São passos ridículos. Deveriam ser simples, e são simples. Deveriam ser formais, e são formais. São naturais, tais como respirar, e deveriam assim ser tomados. Em comparação com tantos problemas realmente sérios, inclusive trágicos, que tantos precisam enfrentar, a seriedade e o esforço com que encaro estes meus passos poderiam ser até ofensivos.

Entendo isso. Compreendo. E não pretendo que sejam fundamentais para ninguém mais além de mim.

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