Revisitando ‘Histórias Cruzadas’: uma mentira bonitinha e hipócrita

Estamos em tempos de ’12 anos de escravidão’, um filme com uma história pungente e real, dirigido e protagonizados por negros norte-americanos, ganhar Oscar de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado. Não o de Melhor Direção, o que pode parecer uma contradição bizarra, mas se pensarmos bem, é típica do Oscar: afinal, como Melhor Filme, o prêmio vai para os produtores, entre os quais Brad Pitt, sem cuja 12yearsaslave1participação o filme não teria sido realizado (ou, se produzido, não teria tido o mesmo espaço e consideração). De qualquer forma, o impacto de ’12 anos de escravidão’ foi de tal forma, que agora a obra original e o próprio filme serão distribuídos pelos Estados Unidos como material didático (e essa decisão foi tomada antes da distribuição dos prêmios, o que tornou impossível a Academia de Artes e Cinema ignorá-lo).

Há muito tempo atrás, em 2012!, estávamos na época de ‘Histórias Cruzadas’ (The Help). O meu texto enfatizava a minha falta de paciência com mais um exemplar de filme realizado por brancos com pretensas simpatias pelo sofrimento e angústias dos negros e a a minha ainda maior estupefação por ver a quantidade de pessoas que caíam nessa armadilha e realmente consideravam que o filme era anti-racista. Acredito que meus argumentos ainda são válidos e pertinentes (pelo menos, eu ainda os mantenho), e podem ajudar a compreender o que acontece atualmente,  mas a discussão ficou mais rica com as discordâncias nos comentários,  a ponto de ‘Mayara Norberto’ sugerir que ela poderia ser incorporada ao próprio texto.

Interessante. Entre ‘Histórias Cruzadas’ e ’12 anos de escravidão’ há um pulo impressionante, de concepção e de recepção, em muito pouco tempo.  No entanto, talvez não estejam assim tão distantes, tão opostos, tão diferentes. No mínimo, vale a discussão. Por isso, segui a sugestão de Mayara, incorporei os comentários e minha resposta (mantendo os textos exatamente como foram escritos).

‘Histórias Cruzadas’: uma mentira bonitinha e hipócrita

Não estava com nenhum ânimo para discutir um filme que, apesar de sua pretensa imagem de crítica social e de denúncia do racismo norte-americano, em sua essência é na verdade tão racista e preconceituoso quanto o que diz revelar. Racismo liberal, condescendente, pretensioso, só que revestido e embrulhado em um pacote brilhante, lírico e quase infantil, de um tipo que Hollywood gosta muito de fazer vez em quando, pois ajuda a passar um talco cheirosinho, aplicar um verniz de civilidade em uma sociedade profundamente doente, moralista e hipócrita. E o público norte-americano adora, pois faz com que se sinta ‘crítico’ por meio de narrativas tolas, falsas e sem substância.

As histórias em si, obviamente, são reais, doloridas e sofridas; o substrato em que o filme se baseia é concreto. No entanto, o modo como isso é apresentado e como as situações são ‘resolvidas’ servem como forma de purgar o espectador de suas culpas e aliviar sua consciência: na prática, o resultado final (buscado e conquistado) é o de fazê-lo crer o quanto os ‘outros’ são malvados e preconceituosos e o quanto pode se identificar com os bonzinhos.

Eu estava para deixar passar. Mas então li há pouco um texto de quem gostou do filme (e até aí nada demais, cada um fique com seus próprios gostos) e fez uma defesa entusiasmada (igualmente, cada um é livre para se expressar) e levantou o pensamento de que ‘Histórias Cruzadas’ bem poderia passar em eventos do movimento negro, até mesmo na Semana da Consciência Negra, e aí se mostra que essa tal pessoa realmente não entendeu nada. Foi iludida pelo papel colorido do embrulho.

Vou destacar somente alguns poucos pontos, entre o que o filme mostra e pretende dizer, e o que realmente diz.

Sinopse rápida: Skeeter Phelan (Emma Stone) é uma jovem sulista que acaba a faculdade de jornalismo no meio da década de 60, no Mississipi, Estados Unidos, decidida a se tornar escritora. Volta para casa e começa a recolher histórias pessoais das empregadas (inevitavelmente negras e pobres) que são tão importantes na manutenção das casas e das famílias brancas de classe média e alta, da qual a própria Skeeter faz parte. Relutantes a princípio, as empregadas começam a se abrir, o que desencadeia uma série de eventos e mudanças na cidade e na mentalidade das pessoas.

Aparência 1: É um filme de mulheres, que discute suas condições na sociedade, brancas de um lado, negras do outro.

Não, não é. Não há mulheres de verdade aqui, somente estereótipos, personagens caricatos, bonecas sem profundidade. Tem a branca malvada, racista, preconceituosa, prepotente, ridícula e fútil. Tem a branca bonzinha, ingênua e bobinha, que um dia também foi fútil, mas agora deseja ampliar seus horizontes pessoais, que inicia um processo do qual não tinha consciência de sua amplitude e consequências, e vai se tornar uma pessoa ainda melhor. Tem a negra vivida, esperta e sólida, retraída e fechada, que possui a sabedoria do gueto e do racismo onipresente, e que dará lições de vida e moral para a branca inicialmente ingênua. Tem a negra burra e palhaça, encarregada das tiradas cômicas, que também sofre com o marido abusivo.

Aparência 2: É um filme que denuncia o racismo.

Não, não é. O que ele faz é, acima de tudo, ‘denunciar’ um racismo passado, histórico, que já aconteceu um dia. O espectador pode ficar tranquilo, pois todos esses horrores e iniquidades estão para se acabar, os movimentos dos direitos civis estão logo ali, os negros terão sua vez. E, de qualquer forma, o grande, o máximo, problema não é exatamente o Racismo institucional, mas os brancos (as mulheres brancas, no caso) malvados e diabólicos, que adoram pisar nas outras pessoas, principalmente se forem negras, pobres e analfabetas. As demais mulheres brancas racistas assim o são ou por ingenuidade (no fundo, têm bom coração que não podem expressar por conta das imposições da sociedade) ou ignorância (não sabem o quanto as negras são pessoas boas, em especial se forem Viola Davis), ou porque são fúteis.

E veja-se como acontece: é uma mulher branca que vai iniciar todo processo de conscientização geral; é a patroa branca que vai incentivar a empregada negra a peitar seu marido abusivo; é o ponto de vista feminino branco que vai nortear as principais linhas narrativas do filme, são suas histórias as mais importantes.

Aparência 3: É um filme corajoso, mesmo que simples, que provoca reflexão.

Não, não é. É uma fábula simplista, moralista e maniqueista onde as brancas malvadas são pessoas infelizes e limitadas (é o seu ‘castigo’, portanto) e as negras violas davis, através do seu sofrimento, serão recompensadas mais tarde, quando o racismo estiver ‘amainado’.

Aparência 4: as atrizes dão um show de interpretação e mereceram ser indicadas para Melhor Atriz, Viola Davis, e duas indicações para Melhor Atriz Coadjuvante: Jessica Chastain e Octavia Spencer.

Sim, é verdade. Viola está esplêndida, mesmo que não tenha nenhuma chance de ganhar em um ano carregado de interpretações maravilhosas. Em geral, o elenco está mesmo muito bom, até as mais caricatas, como Octavia Spencer (que falta somente revirar os olhos estilo Louis Armstrong para emular as caracterizações de personagens negras do começo do século passado), ou Bryce Dallas Howard, a vilã-mor, que faz caretas sensacionais. Emma Stone é bonitinha, não realiza nenhuma grande atuação, mas também não atrapalha.

A produção está muito boa, o cuidado com o figurino e a direção de arte é extremamente bem realizada (os detalhes com objetos de cena têm uns achados bem colocados, como garrafas de coca-cola, revistas da época). Fotografia simples, bem feita. A direção tem o mérito mínimo de manter o tom baixo, de narrativa contida (caso contrário, desbancaria fácil para um melodrama  mexicano de telenovela).

Aparência 5: vai ganhar o Oscar de Melhor Filme (mesmo porque foi um tremendo sucesso de bilheteria nos Estados Unidos)

Eu espero que não.

‘babi’ diz:

particularmente, gostei muito do filme e discordei de muitos pontos da tua análise. não sou do tipo que tem paciência pra polêmicas na internet, mas senti muita vontade de contar o que acho.

discordo da idéia de que o filme seja racista. assisti-lhe apenas uma vez e imagino que para fazer uma boa análise teria que fazer isso pelo menos mais umas duas vezes. não é a história de grandes líderes ou de grandes movimentos. é a história de uma moça que escreve um livro com a ajuda de duas empregadas domésticas sobre a situação delas e de outras no estado do mississipi, numa época em que a kkk assassinava negros, martin luther king embrenhava-se na luta pelos direitos civis, em que o presidente estadunidense sofria ofensas por ter posicionamentos contra o racismo. essas coisas são mencionadas no filme, mas não são o cerne dele. não é por isso, no entanto, que ele seria racista. pelo contrário, acha que a abordagem de mostrar de dentro da casa a perspectiva das empregadas não diz que o racismo foi superado, que está em tempos remotos. o tom pastel ameniza a estética, mas não ameniza o discurso. (ainda mais se pensarmos como esta estética é recorrente: se vemos coleções de grandes grifes, percebemos como parte das moças de hoje se vestem de florzinha, apelam para uma feminilidade e, sim, destratam outros seres humanos independentemente da ternura que suas aparências tentam traduzir)
também acho complicado dizer que o filme não é de mulheres e sim de caricaturas. a tinta carregada está em toda narrativa que opõe bem e mal e nem por isso achamos que as personagens não são minimamente verossímeis. não acho que nas escolhas da direção a personagem da emma stone se sobressaia. ela é a heroína, sem dúvida, no papel clássico de quem ultrapassará barreiras e será vitoriosa. chavão de cinema clássico. mas a sua história pessoal de superação está muito aquém das que relatam as empregadas domésticas. é igualmente difícil dizer que o filme não leva à reflexão; isso só se contássemos com reflexômetros no fim de cada sessão (ou pelo menos de suficiente para termos material de amostragem suficiente). não acho a personagem de octavia spencer o estereótipo de negra burra. pelo contrário, acho-a a mais espontânea e por isso a mais cativante. o tempo todo é destacado seu talento na cozinha e o que sofre dentro de casa. se sua filha sai da escola, não é porque a mãe subestima a educação; é para perpetuar a profissão que cabia àquelas mulheres. o paralelo com a escravidão é claro e destacado na fala de outra personagem.

o cinema hollywoodiano não foi feito para ser revolucionário, mas não é só de “eu, um negro” que se cria condições para reflexão numa sala de exibição. é preciso pensar que o movimento negro americano, por exemplo, hoje em dia é composto por indivíduos que estão mais próximos do modelo de “histórias cruzadas” do que talvez “malcolm x”, do spyke lee. se apropriar de histórias como as retratadas no primeiro filme talvez diga mais à constituição do movimento do que o filme de um grande líder.

claudinei responde

Babi, sou como tu, não curto muito bater boca na internet, portanto não quero te responder em tom de polêmica simplista, mesmo porque seu tom foi tão educado que me sinto à vontade para bater um papo. Respeito sua posição e sua reação ao filme, vc gostou muito e eu entendo isso, e eu detestei, isso é claro, mas não quero ficar nesse plano imediato do gosto: há algumas observações suas que precisam ser melhor definidas. Como quando eu digo que os personagens são caricatos, essa não foi uma observação de gosto, mas uma constatação. Pode-se gostar ou não do resultado (não há nada de errado com Caricatura em si, ela pode ser mal ou bem realizada, pode ser uma crítica ou um comentário ácido, pode ser engraçada ou debochada, e em geral é utilizada na Comédia, por seu caráter exagerado), a questão é se a caricaturização foi proposital, e nesse caso, o filme vem com uma fachada de retrato da sociedade, isto é, tem pretensão de ser uma visão realista (mesmo que colorida) de uma história de racismo. Bom, a caricatura acontece porque o filme não é uma representação da realidade. Ele é maniqueísta, simplista e esquemático: ou o personagem é a vilã absoluta, o diabo na terra ou é a coitada abusada ou é a ingênua idealista ou é a racista maquiavélica ou é a racista condescendente. São estereótipos: A Babá Negra, A Jornalista jovem, bonita, e idealista. A Dona de Casa de Classe Média Alta. As Brancas Malvadas.

O entorno que existe ao redor delas é real e pontilhado por dados e momentos históricos verdadeiros, como você pontuou bem. A produção aqui é muito bem realizada, com excelente reconstituição de época, e umas sacadas bacanas (como as notícias na televisão ou em jornais entrevistos, garrafas de coca-cola, o figurino, os carros típicos). Não só foi bem realizado, como tem um propósito muito bem definido: ele passa uma carga de ‘realidade’, uma base para se pensar que o enredo principal tem relevância e substância. É um quadro gigante ‘realístico’ onde se inserem os personagens e a trama unidimensionais.

O esquema do filme é o do melodrama, a história exagerada, os dramas pungentes, o esforço em fazer o espectador chorar, se comover, e se a-cabana-do-pai-thomasredimir. Funcionou contigo, comigo não. De novo, não é uma questão de gosto: há melodramas bem feitos e assim assumidos e que considero interessantes. Aqui a intenção de comover, fazer debulhar em lágrimas, se condoer pelas pobres negras coitadas e abusadas que não tem sua importância reconhecida, é tão escancarada essa intenção, que me provoca o sentimento contrário, de irritação. Esse melodrama de cunho pretensamente crítico e de fachada anti-racista é muito típico da cultura norte-americana, com uma tremenda quantidade de filmes, livros, e começou bem cedo, no século 19, com um livrinho chamado ‘A Cabana do Pai Tomás’ e foi repetido, imitado, filmado e refilmado, inúmeras vezes. Se vc o pegar algum dia, vai constatar como o esquema é exatamente o mesmo: parte de uma indignação verdadeira (contra a escravidão ou os efeitos dela na sociedade), toma um personagem negro sofrido carismático e ‘de bom coração’ (no caso, é um negro bem idoso perseguido), com um final edificante que ‘prova’ que as coisas podem mudar.

A personagem branca que assume o posto de narradora ou deflagradora das iniciativas que vão fazer com que os próprios negros se conscientizem de sua força e acabem lutando contra sua posição rebaixada, essa personagem é uma verdadeira instituição no cinema norte-americano. Tem duas funções primordiais: uma ideológica (é sempre o branco que toma a verdadeira iniciativa, são sempre os negros que acompanham ou começam a lutar, depois); a outra é formal: simplesmente para que o público norte-americano se identifique com a personagem e compre sua história. Porque INVICTUS_KEYARTsabem que se o personagem principal (e incentivador principal) for um negro, as chances do filme ser renegado são muito maiores. Porque sabem que o público em si é predominantemente racista e preconceituoso, mas que ao contrário dos ‘racistas kkk’ tem uma certa vergonha de assumir isso, e que, portanto, fica contente de chorar durante uma hora e meia sobre a pobre viola davis e se sente redimido por isso. Já fez ‘sua parte’. Mas é fundamental que quem inicie o processo seja a branca, magra e bonita Emma Stone. Posso citar dezenas de exemplos relacionados, como o mesmo período em que se passa Histórias Cruzadas é o mesmo retratado em ‘Mississipi em Chamas’, onde dois agentes brancos do FBI resolvem um caso de morte de 3 militantes dos direitos humanos (dois negros e um branco), os agentes são feitos por Gene Hackman e Willem Dafoe. Para retratar a vida de um importante militante negro, Steve Biko, contra o Apartheid na África do Sul, em ‘Um Grito de Liberdade’ é partir da história de um jornalista branco que era inconsciente das mazelas raciais que aconteciam em seu país. (Aliás, falar da África do Sul e o apartheid em Hollywood é quase exclusivamente pelo ponto de vista branco: são os jornalistas do ‘Bang Bang Club’ que fotografam os últimos dias do apartheid; é o jogador branco ídolo dos brancos da áfrica do sul vivido por Matt Damon que se aproxima de Mandela, em ‘Invictus’, dirigido pelo Clint Eastwood). Para mostrar os horrores da Guerra do Camboja, em ‘Gritos do Silêncio’ conta-se as desventuras de um jornalista branco norte-americano que tenta encontrar seu amigo cambojano no meio da guerra. E por aí vai. cito esses de cabeça, mas poderia continuar.

Tudo isso, repito, no meu desejo de demonstrar que não estou considerando a questão do gosto pessoal. Agora,Babi, heheh, perdão, mas considero incompreensível ter gostado da atuação da Octavia Spencer. Sério mesmo? Ela está tão caricatural (aqui, no pior sentido), tão exagerada, tão desproposital, os olhos se arregalam, os quadris requebram, Tou falando sério, pareceu-me tão próximo do Zorra Total ou A Praça é Nossa, me incomodou tanto. A Viola Davis está tão maravilhosa, atuação tão sublime (pena que stava concorrendo com a Meryl Streep este ano, não tinha como ganhar), a Emma Stone está bem (não atrapalha, pelo menos) e a vilã Bryce Dallas Howard está tão maquiavélica que realmente sentimos raiva dela. Mas Octavia Spencer, não, não, não, essa pra mim está ruim demais, demais.

E pra terminar (peço perdão por me alongar tanto!), o cinema norte-americano não precisa ser ‘revolucionário’, de forma alguma (e não o são, mesmo!). Mas, eles conseguem (quando estão a fim) fazer reflexões sérias e até profundas, smesmo com seus esquemas simplistas, mesmo seguindo a receitinha, mesmo sendo melodramas. Propõem discussão sem descuidar do princípio fundamental do cinema, que é o Espetáculo, o prazer. Os filmes que citei acima são todos eles seguidores do esquema básico do The Help e, como disse, estão repletos de problemas análogos, assim como seu racismo não assumido, mas compartilham mais uma coisa em comum: são todos 1000% melhores do que ‘Histórias Cruzadas’.

The-Help3

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One Comment em “Revisitando ‘Histórias Cruzadas’: uma mentira bonitinha e hipócrita”

  1. André Machado Says:

    He, he, he. Você voltou ao tema. Ainda não vi 12 anos de escravidão que é, de fato, um filme que me chama a atenção, Já tinha ouvido falar da história original, inclusive por um artigo de um americano na revista Almanack, e achei incrível que filmassem isso.
    PS: a Fernanda mandou um abraço e ficou feliz com o seu retorno. Estávamos sentindo falta.

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