De vôlei e futebol, a diferença na cor da medalha

 

A diferença, obviamente, não reside na cor prateada ou dourada. Nem mesmo na derrota ou vitória.

A diferença está na cor do coração, do orgulho. Da superação.

A enxurrada de críticas que o time de voleibol feminino recebeu nesta temporada de Olimpíadas foram todas coerentes, estavam todas corretas. O medo de um vexame era, sim, natural. Quase não se classificou, começou mal as partidas, perdeu para a Coréia, jogou com corpo mole e medo excessivo, verdadeiro pavor, na primeira luta com o Estados Unidos.

A cor aqui não foi verde-amarelo-canarinho, nem ouro nem prata, foi vermelho-sangue. Foi assim com a Rússia, foi assim com o atropelamento das japonesas. O medo natural voltou no horroroso, medonho, primeiro set desta final, a segunda batalha contra os Estados Unidos, com um resultado absurdo e vexaminoso. O desafogo dos sets seguintes, a vontade, a superação… era tudo o que realmente se desejava, se esperava.

– E é essa a diferença: se o voleibol feminino tivesse perdido exibindo o estúpido e vergonhoso jogo do primeiro set, a derrota teria sido muito mais que merecida. A superação aqui eu entendo como superação de si mesmo, elas ultrapassaram o que havia de pior dentro delas. E aí partiram para derrubar e massacrar as norte-americanas. Isso mais do que tudo, mais do que a medalha, foi o mais lindo.

Sobre futebol, não me pronuncio.

 

 

 

 

Explore posts in the same categories: Desconcertos

Tags: , , ,

You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s