um momento romântico neste nosso desconcerto

Jane Birkin e Serge Gainsbourg

“Je t´aime, Mois non plus” é o nome da música que arrasou na década de 70, fez ferver as cabecinhas adolescentes e de jovens ‘descolados’ da época, passou como um tsunami pelas ondas de musiquinhas bem-comportadas, horrorizou pais e mestres, e nos países onde não chegou a ser proibido foi, pelo menos, extremamente criticado. Até o Papa tachou-o de ‘imoral’. O que, claro, só fez aumentar o sucesso.

Je t’aime je t’aime Oh oui je t’aime – Moi non plus – Oh mon amour – L’amour physique est sans issue Je vais je vais et je viens Entre tes reins Je vais et je viens Je me retiens – Non ! maintenant viens…

Eu te amo, Sim, sim eu te amo Eu mais ainda Oh, meu amor O amor físico é sem saída Eu vou e eu venho Por entre teu dorso E eu me detenho Não! Agora! Vem!

Em tempos de rappers explícitos e funkers desbocados e rockers nem um pouco politicamente corretos, talvez uma letra dessas seja até infantil (‘eu vou e eu venho’, ‘eu vou e eu venho’, entendeu, entendeu?) (e hoje em dia, esse ‘por entre seu dorso’ seria dito uma forma bem diferente…). A questão é que, na época, isso era verdadeiramente escandaloso e, além do mais, vinha com a voz sussurrante e rouca de prazer de uma deusa do cinema, sex simbol absoluto, a Jane Birkin (aliás, duas: a música foi composta por Serge Gainsbourg para sua então namorada, a Brigitte Bardot, que gravou a primeira versão; a com Birkin veio depois e foi com ela que a música explodiu mundialmente) (aliás, esse Serge era um filho-da-puta: baixinho, feioso, cineasta, músico, cantor, roteirista, diretor e mais umas coisinhas, fazia de tudo e comia todas: Bardot, Birkin, Catherine Deneuve, Isabelle Adjani, Francoise Hardy, só para citar algumas).

Quando comecei a frequentar os cinemas pornôs da Rua Aurora, no centro de São Paulo, entre uma sessão e outra havia shows de strip-tease (o ingresso valia para as duas sessões e o strip-tease). A trilha sonora da maioria absoluta das apresentações era “Je t´aime, Mois non plus”, por motivos mais do que óbvios.

Na minha memória afetiva, a versão que me pega ainda é a com Jane Birkin. Mas como acabei encontrando no youtube a versão com a Bardot, ora por que não relacioná-las? Ainda prefiro com a Birkin, mas reconheço que a Bardot até que se esforça.

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