Estupro. Uma história de ternura.

Estupro e alguns trocados encima do corpo caído. Se calhar de ser capturado, dependendo da época e do lugar que tenha acontecido, o estuprador bem pode dizer que aquela mulher era uma prostituta, e que você a pagou. Os machucados (se ela estiver viva) terão sido por conta de sua profissão.

O mesmo pode ser dito com lésbicas. No caso, o estupro teria sido uma ‘lição’, para ‘corrigi-la’ de sua ‘perversão’.

Estupro. E compartilhamento.

Na França, na cidade de Boulogne-sur-Mer, em final de 2008, duas irmãs, atualmente com as idades de 18 e 19 anos, denunciaram à polícia que estavam sendo sistematicamente estupradas há cinco anos, dentro de casa. Pelo pai, pelo tio, e por mais dois vizinhos que, pelo visto, eram amigos muito próximos. Para preservar a presunção de inocência em primeiro lugar, a denúncia não foi divulgada até que se houvesse provas para se instaurar um processo.

E elas foram encontradas. Na casa dos tais vizinhos, encontraram-se documentos, CDs, DVDs, fitas cassetes, com milhares de fotos e vídeos explícitos, das sessões de estupro realizadas ao longo desse tempo. Inclusive com a presença de mais duas meninas não identificadas, embora estas não participassem dos momentos mais pesados.

Festança, estupro e compartilhento.

Em Richmond, Estados Unidos, uma menina de 15 anos foi estuprada por uma multidão de até dez garotos, também adolescentes, durante uma festa em sua escola, a Richmond High School. Três garotos, menores de idade, foram acusados diretamente, e se condenados podem pegar prisão perpétua.

Entenderam o ponto? Tudo aconteceu no meio de uma festa. Fora os estupradores, havia dezenas de outras pessoas que presenciaram a cena, algumas chegaram a tirar fotos com os celulares, talvez algumas tenham até vibrado e incentivado, e nenhuma tentou impedir, ninguém sequer chamou a polícia, que só ficou sabendo do ocorrido quando uma mulher ouviu a conversa de dois jovens que estavam tirando sarro do estupro.

No Brasil, um juiz se recusa a acolher denúncias de mulheres contra seus maridos por violência doméstica, por considerar que a Lei Maria da Penha é um exagero, um verdadeiro abuso das mulheres.

Estupro de Direita

O ex-deputado do DEM Luiz Afonso Sefer foi condenado a 21 anos de prisão por ter abusado sexualmente de uma menina que teria sido trazida a sua casa para fazer companhia a uma outra criança. A menina, que tinha nove anos de idade quando chegou, teria começado a ser estuprada desde os primeiros dias, durante um período de quatro anos. Sefer recorreu e, sob defesa de Márcio Tomas Bastos e Oswaldo Serrão, foi absolvido por ‘insuficiência de provas’.

 

Estupro de Esquerda

Em setembro de 2011, Nartagman Wasley Aparecido Borges foi preso por estupro cometido em 2004 contra sua enteada, que na época tinha nove anos de idade. Entre o mandado de prisão, expedido em maio, e seu efetivo aprsionamento, decorreram mais de cem dias em que continuou seu trabalho como Secretário de Organização do PT de Belo Horizonte e ajudou a organizar um encontro de blogueiros. Durante esse período nem até um mês  após a prisão, a direção do pt mineiro se manteve em absoluto silêncio.

Estupro. Por muito tempo. Mas, com amor. Com ternura.

Na Áustria, Natasha Kampusch foi raptada em 1998, quando tinha 10 anos e ficou confinada durante oito, até conseguir fugir. Elizabeth Fritzl foi mantida como escrava sexual pelo pai durante 24 anos, teve sete filhos com ele, e foi resgatada somente quando um dos filhos teve que ser hospitalizado. Na Califórnia, Jaycee Dugard tinha onze anos quando foi sequestrada em 1991, mantida em um cubículo no jardim da casa de Philip Garrido durante dezoito anos, teve duas filhas (a primeira quando ela tinha quatorze anos).

Ao ser detido, Philip Garrido disse que quando interrogassem Jaycee todos saberiam que aquela era uma história de ternura.

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