A Queda de Murdock

Estamos em uma época em que, infelizmente, assistimos à queda, a pura decadência ou simples e pura demência, de um grande artista. É um espetáculo humilhante, embora impressionante, de total vergonha alheia. Dá até um certo medo, inclusive, de que toda uma nova geração de leitores vá conhecê-lo somente pelos seus últimos e ridículos trabalhos e simplesmente descarte o que foi feito antes. Já percebi pelos fóruns e discussões pela net o quanto seu nome está sendo execrado e colocada em questão sua suposta qualidade de narrador e quadrinista.

Não é para menos e, na verdade, nem mesmo condeno quem tenha dúvidas: é muito difícil, por exemplo, assistir a versão cinematográfica de ‘Spirit’ e acreditar que esse diretor foi o responsável por um terremoto na cultura popular na década de 80 e que revirou os conceitos de histórias de super-heróis, tornando-os mais brutos, mais sensacionais e emocionantes, através de uma narrativa firme e pulsante, repleta de ideias novas e bem articuladas, misturadas com toda sorte de influências e fontes, inclusive orientais. Boa parte de tudo o que está acontecendo atualmente de bom (e do pior, por certo) em cinema, quadrinhos, literatura e televisão, é por conta dos caminhos que Frank Miller divisou e começou a trilhar.

De todos os grandes artistas de HQs da atualidade, de Stan Lee a Alan Moore, de Neil Gaiman a Art Spiegelman, entre vários outros, Miller é o que melhor sabia mesclar suas propostas criativas e inovadoras, aliadas a uma técnica refinada (tanto no desenho quanto na escrita), travestidas e misturadas com o apelo comercial e com as necessidades de uma indústria de massas. Parece, no entanto, que nem ele mais acredita de que foi capaz de realizar aquilo; hoje em dia o que produz é de uma mediocridade absurda. Ou puro lixo.

O que torna, portanto, ainda mais importante e muito bem-vinda a recente publicação pela Panini em edição de luxo d’A Queda de Murdock, reconhecida como a melhor história já realizada sobre o Demolidor, uma das mais clássicas HQs de todos os tempos e, na minha opinião, a obra-prima de Frank Miller.

É preciso contextualizar a frase, claro. Para o mundo dos quadrinhos e pela força do impacto e de suas conseqüências, o seu trabalho mais importante e marcante é, sem dúvida, o ‘Cavaleiro das Trevas’ que (junto com seu ´Batman Ano 1’, publicado em seguida, e ‘Piada Mortal’ e ‘Watchmen’, de Alan Moore), explodiu, chacoalhou, balançou, desestruturou e redefiniu para sempre o universo dos quadrinhos, provando que era possível construir histórias potencialmente fortes, profundas e com enorme conteúdo narrativo e artístico a partir dos mesmos personagens superdotados e sobre-humanos, antes considerados infantis e rasos, destinados a uma massa de público amorfo e acrítico. Não mais, não depois de ‘Cavaleiro das Trevas’. Batman, manchado por anos como piada infame por culpa daquele seriado de tv dos anos 60, voltou a ser o personagem sombrio e melancólico, psicótico e violento, inteligente e brutal de suas origens, dentro de um contexto no qual Frank Miller se aproveita e faz uma sátira corrosiva, genial e ácida contra a sociedade, a mídia, a guerra, a violência desmedida, a juventude, a política, a corrupção, além de reinventar e recriar velhos personagens, com um viés muito mais adulto. De uma certa forma, Miller ‘humaniza’ (com muitas aspas nesta palavra) os super-heróis. Ou, talvez seja melhor dizer que ele traz os personagens inatingíveis para uma realidade próxima (ou ao menos factível) ao leitor. Torna-os, não reais ou possíveis, mas coerentes.

A narrativa é primorosa: fragmentada, nervosa, pulsante, irônica, pontuada e comentada o tempo todo por inserções de notícias televisivas (a sátira é poderosa e nada sutil), as páginas pulsam emoção. Mesmo em cenas de pouco ou nenhum movimento, há uma vibração, há sempre ‘algo’ acontecendo, a tensão é constante e onipresente.

Se ‘Cavaleiro das Trevas’ é um petardo, um chute histórico no estômago da mídia cultural e na forma como construímos e absorvemos os super-heróis, Alan Moore foi por outro lado com ‘Piada Mortal’, revelando, num corte preciso e fino, a íntima ligação entre as loucuras do Batman e do Curinga, e o quanto uma depende da outra. Com ‘Batman Ano 1’, Miller muda completamente o foco e o estilo em outro belo exercício de narrativa, ao recontar a origem do Morcegão com uma narrativa enxutíssima e naturalista, quase documentarista, demonstrando como seria possível a existência e a origem desse herói dentro de uma realidade prosaica. A aproximação e a identificação do leitor com a história atingem aqui o ponto máximo. E, por fim, para fechar o arco do que eu chamo ‘os anos de trovão’ dos quadrinhos (a grosso modo, a segunda metade da década de 80), aconteceu ‘Watchmen’, onde Alan Moore chuta todos os baldes, revira todas as ordens, realiza a sátira absoluta e, alegremente, liquida esse universo, brinca e reinventa todos os clichês, criando a obra definitiva.

‘A Queda de Murdock’ é praticamente da mesma época dos anos de trovão, embora não carregue o mesmo sentido histórico dessas obras citadas. Sua importância, no entanto, vai além de simplesmente trazer em seu bojo todos os elementos que apareceriam posteriormente e de sedimentar as bases para os petardos seguintes. Como escritor, Miller realiza aqui sua obra mais bem acabada, sem os excessos histriônicos / farsescos e lúdicos do ‘Cavaleiro das Trevas’ ou os exageros minimalistas, sem nenhuma contenção, de ‘Sin City’. A narrativa naturalista, direta e linear é ao estilo do que seria o ‘Batman Ano 1’, mas enquanto esta é uma história de fantasia e aventura, em ‘Murdock’ é um drama / thriller de suspense psicológico denso e complexo. E, ao mesmo tempo, divertido!

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Pode parecer engraçado, mas nunca considerei o Demolidor como um ‘deficiente físico’. A primeira vez que pensei nestes termos foi com a propaganda do execrável filme baseado no personagem (“o primeiro super-herói deficiente físico da história, um cego”). Claro, Matthew Murdock ficou cego na adolescência por conta de um acidente com um caminhão que carregava lixo radioativo. A cegueira, no entanto, foi acompanhada por um superdesenvolvimento dos demais sentidos (no gibi, eram descritos com riqueza de detalhes em várias páginas cada um dos acréscimos de sua sensibilidade superaguçada) a ponto de poder lutar, vingar-se dos assassinos do seu pai e combater o crime pelas ruas de Nova Iorque. Além do que, era bonitão (sua figura era calcada no Robert Redford), inteligentíssimo (formou-se advogado com brilhantismo), era cobiçado por todas as mocinhas (e catou várias), era respeitado pela população e pelos outros super-heróis, e sua alcunha era o ‘Homem sem medo’. Quando eu era criança, babava por ser um ‘deficiente’ assim! Obviamente, eu não era o Kick Ass, não me joguei em frente a nenhum caminhão de lixo atômico, mas tive muita vontade disso, pode ter certeza! (embora eu não tenha procurado; penso agora que foi bom nunca ter passado por um caminhão desse tipo na época…)

O Demolidor foi criado por Stan Lee em 1964 e chamou bastante atenção, mas apesar do inegável carisma do personagem e da ótima premissa nunca chegou a ser um herói de primeira linha e, depois de um certo tempo, ficou meio sumido, praticamente um coadjuvante de outros personagens mais importantes, como o Homem-Aranha. No começo da década de 80 chega Frank Miller, primeiro como desenhista e depois, como escritor, e o revigora de tal forma que não só alavancou o personagem como a sua própria carreira. As premissas básicas criadas por Lee com a origem, a história pessoal de Murdock, os poderes específicos, a atuação como advogado a par de sua luta como herói e, detalhe muito importante!, a estreita ligação com a cidade de Nova Iorque e mais especificamente com a região mais barra pesada do Hell´s Kitchen foram mantidas. Miller aprofunda essas características, imprime um ritmo e uma densidade às histórias de um modo como ainda não tinha sido visto, redimensiona outros personagens secundários e os eleva a patamares muito mais elevados (Fisk, o Rei do Crime; o Mercenário), fortalece a relação do Demolidor com as faixas mais miseráveis e violentas da população e do bairro, e a criminalidade do submundo. E cria a mais perfeita assassina, a grega Elektra Natchios, o que por si só já valeria para Frank Miller qualquer tributo de genialidade!

Em 1986, após um tempo afastado da Marvel (quando produziu, pela DC, o magnífico ‘Ronin’), retoma o Demolidor, e decide arregaçar de vez: escreve a ‘Queda de Murdock’.

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Karen Page trabalhou como secretária do escritório de advocacia de Matt Murdock e teve um caso com o advogado cego. Largou o emprego e o namoro (não lembro agora em qual ordem), tornou-se uma estrela de filmes pornôs, ganhou muito dinheiro, afundou nas drogas e perdeu tudo. Jogada num canto qualquer do México, para tentar manter seu vício não consegue nem se prostituir, pois está tão destruída que não arranja clientes. De tudo na vida, possui somente uma única coisa de valor, além das lembranças do homem que amou: um segredo. Um nome. Karen vende a identidade do Demolidor, o Homem sem medo, em troca de heroína.

A partir daí, os acontecimentos se sucedem de forma inexorável. Pois o segredo acaba parando aos ouvidos da pior pessoa possível: Wilson Fisk, um rico empresário que, atrás de uma fachada de honestidade e abnegação, na verdade controla boa parte dos negócios sujos da cidade, e que vai aproveitar bem dessa informação privilegiada para se vingar daquele que insiste em atrapalhar suas atividades ilegais. Para Fisk, o Demolidor não é exatamente um grande problema, nada que ameace de verdade o seu poder, é mais um incômodo, um aborrecimento, uma chatice.

O que importa aqui é o modo como Fisk, conhecido nas baixas rodas como o Rei do Crime, realiza sua vingança mesquinha: ele não ataca o Demolidor (que agora sabe ser o advogado Matthew Murdock) diretamente, abertamente. Ao contrário. Sem que Matt desconfie, as bases de sua vida vão sendo minadas: seu trabalho é posto em xeque quando o acusam de comprar o voto de um jurado; sua licença é revogada, perde o escritório e fica desempregado; seus cartões de crédito e sua conta no banco são bloqueados; os amigos e clientes se afastam; sua casa, seu único refúgio de tranquilidade e sossego, é destruída, e é obrigado a alugar quartos de motel com os últimos trocados que lhe restam no bolso.

Fisk percebe, deliciado, que Matt, ao não conseguir entender como tantos infortúnios acontecem em seguida, começa a perder não só sua base material, como também seu equilíbrio mental. A paranóia se instala, sente que todos (o universo inteiro) estão em uma grande conspiração contra ele. Sem poder identificar qual o verdadeiro responsável, seus sentidos superdesenvolvidos de nada lhe valem. Matt soçobra e o ‘Demolidor’ é de uma completa inutilidade.

Frank Miller, como em nenhum outro momento de sua carreira, escreve um roteiro primoroso. A lenta destruição da sanidade mental de Matthew Murdock é descrita com minúcias, acompanhamos os pensamentos e os sentimentos cada vez mais confusos e deprimentes, a sensação de acuamento, a solidão, a paranóia (ou psicose?; nunca sei o termo técnico correto), o sufocamento, a indecisão, a impotência. A maior luta, a mais renhida e sofrida, não é com nenhum supervilão ou planos mirabolantes, é consigo próprio, sua capacidade ou não de se manter são. Miller nos faz penetrar na mente atormentada de Murdock com tal maestria que participamos e sofremos juntos, percebemos o desconforto dos lençóis ásperos, sentimos os cheiros de mijo e sexo ao redor do quarto de motel ou das latas de lixo, nossos ouvidos são penetrados pelo chiado do rádio em má sintonia.

‘A Queda de Murdock’ é a descida ao inferno de uma pessoa outrora forte e centrada, firme e determinada, ao mais baixo que um ser humano pode alcançar.  Ou quase. O limite é a morte. E, é claro, óbvio e natural, que Miller também tratará da redenção, da recuperação, da superação. O Demolidor voltará, sem dúvida, com a força renovada, ‘nascido novamente’, como diz o título original.

Ao lado do grande painel da história completa, Miller também é um especialista (pelo menos, era) em nos proporcionar momentos específicos especiais, de absoluto impacto emocional. Para cada um, existe o seu. Em ‘Cavaleiro das Trevas’, quando Bruce Wayne, velho, amargo e desgastado, resolve vestir outra vez o velho uniforme aposentado, e sente-se reviver ao vento da noite e à pulsação das veias e se pergunta espantado para onde foram as dores, o desânimo e a fraqueza… Aquilo é genial! Em ‘Batman Ano 1’, meu momento preferido é a cena quando Gordon está sentado ao pé da cama, no meio da noite, ao lado da esposa grávida adormecida, sente o peso do revolver na mão e se pergunta se vale a pena lutar sozinho para mudar a situação de crimes de sua cidade. Em ‘Martha Washington’, quando a personagem principal se revolta e decide que não vai, de forma alguma, morrer abandonada no meio da floresta.

Quando Wilson Fisk decide acabar com a brincadeira, o pobre Demolidor leva uma surra homérica, é colocado dentro de um carro, encharcado de álcool e jogado para dentro do rio. Com tranquilidade, Fisk espera o carro ser descoberto e a morte do advogado ser considerada consequência natural dos acessos de delírios e depressão que todo mundo já tinha presenciado e lamentado. No entanto, quando três dias depois o carro é afinal resgatado, não há nenhum cadáver. Esta cena, estas duas páginas do prenúncio da virada, em que o Rei do Crime começa a sentir a pontada de uma coisa que nunca tivera antes, medo, estas duas páginas são as mais emocionantes que já li na vida.

Devo dizer que estou até arrepiado neste momento em que escrevo estas linhas.

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Não é possível saber se um dia o próprio Frank Miller também vai conseguir a redenção e a recuperação proporcionada a Matt Murdock, o advogado sem medo. Ele é muito novo ainda, tem pouco mais de cinquenta anos, há tempo para se recuperar. Porém, tem cometido uns pecados tão graves que fazem duvidar dessa possibilidade. Demorou muito, por exemplo, para concordar em fazer uma continuação de sua obra mais popular, justamente o ‘Cavaleiro das Trevas’, uma idéia por si só absurda. É provável que a pressão das editoras tenha sido tanta quanto ao tentar novas histórias com a personagem Elektra, mesmo depois de sua morte, um marco na história do Demolidor e das HQs. Creio que devia ser inimaginável para os executivos deixar de utilizar uma personagem que foi crescendo de importância e popularidade. Miller resistiu até um certo ponto, até que produziu ‘Elektra Vive’, um álbum com uma história frouxa e sem força mas graficamente muito bonito. Ao menos, Miller fez valer sua vontade e manteve Elektra morta.

Com o ‘Cavaleiro das Trevas’ a pressão deve ter sido muito maior! Quando afinal Miller sucumbiu, a esperança era que seguisse a linha da Elektra: sem pretensão de alcançar a qualidade da história original, mas pelo menos mantivesse a dignidade e a integridade do personagem e do autor. Nada, nada! A merda produzida em ‘Cavaleiro das Trevas 2’ é tão retumbante, a história tão idiota, a arte tão coloridamente fake (e mais não falo, para manter um certo decoro neste texto), que custa a acreditar que o 1 e o 2 foram feitos pela mesma pessoa.

Agora

Porém

Elektra é uma criação de Miller. Ele não criou o Batman, mas sua reinvenção com o ‘Cavaleiro das Trevas’ é tão forte que forçou uma espécie de co-criação, digamos assim. Se ele quer estragar ou destruir seu próprio trabalho, o único que podemos fazer é entristecer e lamentar sua falta de senso.

No entanto, com ‘Spirit’, a coisa é completamente diferente. O que Frank Miller fez com a criação do mestre Will Eisner é de um absurdo escroto. E indigno, porque realizado por um quadrinista!, que sabe bem o que significa trabalhar com quadrinhos e o quanto é difícil passar por cima dos preconceitos estabelecidos há tantos anos.

Ou, talvez, não saiba. Quem sabe, Miller tenha se tornado somente um bobo alegre perpetuamente deslumbrado com as imagens da magnífica versão cinematográfica de ‘Sin City’ e do meia-boca ‘300’, e fique perseguindo essa ‘glória’ de ser cineasta. Enquanto esquece o que é ser escritor e quadrinista.
Como disse acima, Miller ainda é muito jovem. Dá tempo de fazer muita besteira. Ao leitor, a besteira seria deixar de conhecer (ou reler, sempre) e degustar o que ele soube fazer de melhor: ‘Ronin’, ‘Cavaleiro das Trevas’, ‘Batman Ano 1’, ‘Martha Washington’, ‘Hard Boiled’, (nem tudo, mas boa parte de) ‘Sin City’.

E, naturalmente, ‘A Queda de Murdock’.

texto publicado originalmente no site VERBO 21

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4 Comentários em “A Queda de Murdock”


  1. Aliás, quando vi o título, lá do link que pus em meu blog, veio-me à cabeça “Rupert Murdoch”, e não o “homem sem medo”. Sacrilégio…

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    • Claudinei Vieira Says:

      ahahahah – pois é, como o mundo dá voltas: quando escrevi esse texto nem se sonhava sequer que este outro Murdoch poderia algum dia cair! Parece que a sina dos Murdock/ch não é lá essas coisas.

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  2. Claudinei,

    É ótimo ver textos tão bons como esse sobre quadrinhos. Comecei, timidamente, a me aventurar por essa seara neste ano, na parte de roteiro; estudando bastante.

    Comecei aprendendo com você, né…

    Às vezes perco você por aqui, mas estou sempre acompanhando.

    Abraço.

    Rogério Faria

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    • Claudinei Vieira Says:

      Rogério, nem se preocupe, eu me perco de mim tantas vezes que já estou quase me acostumando; mas sempre acabo me encontrando (um tanto) ou voltando para cá e deixando os outros me encontrarem (mesmo que demore um pouquinho, às vezes). Roteiros são roteiros e os de quadrinhos são Muito diferentes dos de cinema, mesmo que tenham pontos de contato. Toda força pra que você consiga se aprofundar nesta seara, muito bacana!
      Bom te ver por aqui. Até me animou a escrever um texto sobre cinema que eu estava adiando há tempos! Grande abraço!

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