Nikita e o Cartaz. O Melhor cartaz, aliás

A série é fraquinha (embora seja melhor do que muita crítica crítica que eu vi por aí). Nova Re / Continuação Re / Tomada da série de uma personagem que está provando ser e se manter como icônico e conseguir se reinventar, independente dos seus altos e baixos.

O primeiro filme, de Luc Besson, com Anne Parillaud, virou cult, mas é mais interessante do que realmente bom. Muito estiloso demais, exagerado. Esquisito. Cult. A refilmagem norte-americana, ‘A Assassina’, é de uma ruindade dolorosa, com uma Bridget Fonda ridícula, não merece mais comentários.

Em muitos sentidos, ‘La Femme Nikita’, a série de televisão canadense lançada em 1990 e que durou cinco temporadas, é muito superior aos originais do cinema. Denso, bem conduzido, com histórias plenas de suspense e ação, Nikita era vivida pela belíssima Peta Wilson, muito segura e expressiva. Ao reassistir alguns episódios, dias atrás, confirmei  que ainda é possível curtir e acompanhar numa boa, mas percebe-se o quanto está amarrado na época que foi produzido. Isto é, está datado. ‘La Femme Nikita’ foi tão bom que serviu como base para as séries que espionagem e ação que vieram depois, que souberam se servir de suas bases e alçou-as a patamares ainda melhores. Me refiro especificamente à ‘Alias’, com Jennifer Garner, que mesmo não tendo referência direta nem com roteiro, nem com personagens nem com ambientação, traz em cada um dos seus episódios a evidência do quanto deve. ‘Alias’ é uma série muito melhor, mais divertida (trouxe uma saudável carga de humor, num ótimo contrapondo à ação e ao melodrama), mais agitada, melhor acabada, mas não teria existido sem Nikita.

E agora Nikita recomeça (continua, como sequência da série com Peta Wilson). A escolha de Maggie Q para o papel, numa vigorosa virada de estilo e aparência, considero uma idéia sensacional. Infelizmente, uma das únicas coisas realmente inovadoras desta retomada, já que o esforço parece estar sendo todo para recriar o mesmo e idêntico clima de seriedade e austeridade da série antiga, um erro sério que não está sendo compensado pelos roteiros fracos, e demais atores mais fracos ainda (o vilão principal é de uma canastrice irritante e ridícula).

De qualquer modo, independente do que vai ocorrer no decorrer da temporada, a nova ‘Nikita’ na minha opinião já entrou para a história, por proporcionar um dos melhores cartazes promocionais que conheço. Inclusive até provocou alguns problemas com a divulgação, pois alguns veículos de mídia (revistas e jornais, se não me engano) tiveram algumas reações indignadas de um público mal humorado e ficaram com receio de propagar a imagem. Maggie Q está bem, mesmo que nada excepcional (considero injustas algumas críticas ferozes ao seu desempenho), mas claramente ela não tem densidade para carregar uma série nas costas (como Peta Wilson fez durante um bom tempo).

Para Maggie houve um aspecto interessante: sua tatuagem de escorpião, que muitas vezes precisa ser escondida por conta do trabalho que estiver realizando no momento, agora pôde ser exibida com todo o seu esplendor. Yes!

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